Resultados de busca
Buscar neste site
Resultados encontrados para busca vazia
- Coletivo Marianas é patrocinador do TRAMA
TRAMA, festival literário das editoras independentes de Curitiba e região, tem sua primeira edição em 2025 TRAMA é um festival literário criado por e para apaixonados por livros, reunindo editoras independentes de Curitiba e região metropolitana e de outras cidades do Paraná. O objetivo é fortalecer o mercado editorial local, promovendo o encontro entre editoras, autores e leitores em um ambiente vibrante e acolhedor. Um espaço onde a literatura independente é a protagonista, onde leitores descobrem histórias únicas e onde editoras e autores locais recebem o destaque que merecem. Com entrada gratuita, atividades interativas e um clima convidativo, TRAMA celebra a cultura e amplia o acesso a narrativas fora do circuito mainstream . TRAMA é um evento literário criado e organizado por GREI (grupo de editoras independentes de Curitiba e região metropolitana). Fábrica do Livro (empresa especializada em impressão de livros, editoriais e materiais de divulgação) e Coletivo Marianas (grupo de escritoras e artistas) são os patrocinadores da primeira edição do festival. As editoras, membros do GREI, envolvidas com a realização e organização do evento, são: Labora Livros , Impérios Sagrados , Donizela , Insight , Factum , Máquina de Escrever , Edições Têmpora , Anadara brasiliana Edições e Editora Autoral . TRAMA acontece no centro de Curitiba, no espaço cultural ALFAIATARIA , em local de fácil acesso (com rampa e banheiro adaptado para pessoas com deficiência), e a entrada será gratuita. O espaço tem a parceria de Café Coado na Calcinha , estabelecimento localizado ao lado, que estará aberto durante todo o evento. A Feira literária do TRAMA acontece na sala multiuso durante todo evento, contando com a presença de diversos expositores: editoras independentes, coletivos e autores (as). As diversas atividades, oficinas, painéis, palestras e mesas-redondas acontecem no subsolo. Detalhes: Local: Alfaiataria Espaço de Arte, Rua Riachuelo, 274 - Centro, Curitiba, PR Data: Maio 17 e 18 (2025) Horários: Sábado: 10h - 20h | Domingo: 11h - 18h PROGRAMAÇÃO COMPLETA DIA 17 - SÁBADO 🌅 MANHÃ 🕙 10h | Oficina literária Transtexto: atravessando fronteiras literárias ✍️ Dan Porto 🕚 11h10 | Painel: Crowdfunding é o novo clube do livro? Financiamento coletivo e o poder dos leitores na edição 🎤 Lua Bueno Cyríaco, Rodrigo Di Lorenzi, Rafael Maidl 🌇 TARDE 🕐 13h | Mesa Redonda: Entre linhas e desejos: o homoerotismo como subversão na literatura 🎤 Arthur Cury, Vanessa Porto 📌 Mediação: Cristian Abreu de Quevedo 🕑 14h10 | Sessão de Autógrafos do Coletivo Marianas 📚 Patrocinador 🕒 15h20 | Palestra: Fábrica do Livro 📚 Patrocinador 🕓 16h30 | Mesa Redonda: E se o futuro distópico fosse em Osasco? Cenários fantásticos no Brasil: sim, é possível! 🎤 Lucas Mota, Stephanie Caroline 📌 Mediação: Rodrigo Di Lorenzi 🕔 17h40 | Painel: Araucárias, magias e dragões: o imaginário fantástico em mãos curitibanas 🎤 Fábio Marcolino, Fúlvio Pacheco 📌 Mediação: Cristian Abreu de Quevedo 🕕 18h50 | Mesa Redonda: Etarismo na Literatura - Representações e Desafios 🎤 Luci Collin, Maria Lorenci, Eva Coller 📌 Mediação: Francine Cruz ... DIA 18 - DOMINGO 🌅 MANHÃ 🕦 11h30 | Desenha que passa : oficina de ilustração com Gerson Cordeiro 🎨 Editora Insight 🌇 TARDE 🕜 13h30 | Palestra: Fábrica do Livro 2 📚 Patrocinador 🕑 14h40 | Painel: Literatura Indígena - Vozes, Memória e Resistência 🎤 Olívio Jekupé, Jovina Renhga, Ceia Bernardo Kavenhkág 🕒 15h50 | Painel: Quilombo, Periferia e Centro - Vozes Pretas em Movimento 🎤 Jô Macario, Nará Souza, Célio Jamaica, Aline Reis 🕔 17h00 | Mesa Redonda: Literatura Transgênero - Vozes, Representatividade e Resistência 🎤 Maria Vitória Rosa, Amanda Leal, Sam Gomes, Mercuria, be rgb, Rivka 📌 INFORMAÇÕES GERAIS: 📚 Realização: GREI 📍 Local: Rua Riachuelo, 274 - Centro, Curitiba - PR 🎟️ Entrada gratuita ⏳ Duração das atividades: 50 minutos 🔹 Intervalos de 10 minutos entre as sessões
- 72° Letra de Mulher: Cemitério de coisas vivas e Intolerância: da fé à fúria
No dia 03 de novembro de 2024, aconteceu o 72° Letra de Mulher , na Feira do Poeta, em Curitiba, apresentando Evelin Moreira com o livro Cemitério de coisas vivas (Donizela, 2024) e coautores da antologia Intolerância: da fé à fúria , organizada por Letícia Lopes (Donizela, 2024). O evento é um encontro mensal realizado pelo Coletivo Marianas e acontece todo primeiro domingo do mês, com lançamento e relançamento de livros, roda de leitura e sessão de autógrafos. Cemitério de coisas vivas Cemitério de coisas vivas , primeiro livro de Evelin Moreira, é uma obra poética autobiográfica, que guia o leitor em uma jornada íntima por suas memórias e experiências mais profundas. Dividido em três partes — "Nascimento", "Morte" e "Ressurreição" —, o livro explora temas como infância, família, luto, depressão, ancestralidade e amores, sempre com um olhar voltado à resiliência e à autodescoberta. A palavra "cemitério", do latim coemeterium , significa "onde dormem os mortos", mas Evelin subverte essa ideia ao acordar suas vivências, transformando dores e perdas em poesia. Seus versos resgatam memórias, sentimentos de saudade e transformações, transitando entre a escuridão e a luz, e convidam o leitor a refletir sobre sua própria história. A obra provoca uma questão essencial: por que escondemos aquilo que nos molda, se são essas vivências que nos definem? As ilustrações do livro são da artista plástica lapeana Ná Silva ; a revisão é de Almateia Revisões ; a orelha é da poeta Shirley Pinheiro e o projeto gráfico é de Andréia Carvalho Gavita . O livro está disponível para aquisição na loja virtual da editora: link para encomenda . Intolerância: da fé à fúria Intolerância: da fé à fúria é composta por contos, poemas e testemunhos escritos por 33 autores que vão desde uma fé profunda até dores e decepções de quem não consegue mais se apegar a nenhuma esperança sobrenatural. Um manifesto contra a intolerância religiosa e, principalmente, um chamamento ao acolhimento, ao amor e à tolerância. A antologia foi organizada e revisada pela escritora e tradutora Letícia Lopes, o projeto gráfico é de Andréia Carvalho Gavita e as ilustrações são da designer Maristela Ono (capa) e da arte-educadora Débora Bacchi . Autores: Adriana Alexandre , Adriana Tozzi , Alethea Silveira, Analine Prehs , Andréia Carvalho Gavita , Brenda Ferrari, Bruno Bossolan, Daniela Amaral, Danielle Rech, Débora Bacchi , Elciana Goedert , Elenice Padilha Belniak, Elisabete Neumann , Francielle Costacurta, H. L. Lopes, Ji Negrão , Julia Thomaz dos Santos, Juvi Honório, Letícia Lopes , Luciana do Rocio Mallon , Lucielle Reis, Maria Lorenci , Marli Voigt , Nádia Burda , Ná Silva , Paulo Rizotte, RoCastro, Rose Rocha, RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Sonia Cardoso , Susan Blum e Vanessa Porto . O livro está disponível para aquisição na loja virtual da editora: link para encomenda . Este texto foi originalmente publicado no site da Editora Donizela .
- Habitat é um poema de Nic Cardeal
"As pessoas da pessoa são múltiplas na pessoa." (ditado da etnia africana Bambara) Há um mundo outro mundo vários mundos dentro do mundo Se eu sonhar com o Sol à janela dos meus olhos, todos se acenderão? Há um mundo outro mundo vários mundos dentro de mim Se eu apagar a Lua do meu mundo, todos anoitecerão? As múltiplas pessoas em mim não desconfiam (nem eu) que a Alma não se apaga ainda que lhe sustentem tantas metáforas Há um mundo em minhas entranhas onde as estrelas não são fixas balançam na ciranda revolta dentro do peito bem no centro desta casa em movimento: extensão da pele vestígios vagos miragens paradoxos do meu mais íntimo silêncio Eis a melhor linguagem do voo na imensidão: o Divino de todas as coisas, ainda que nem me ouça, sabe, antes de mim, que o amor não tem opostos, apenas dispostos – tu ouves? – -*-
- E se... é um poema de Maria Lorenci
E se derrepente já fosse Março? Uma florada extra de ipês clandestinos… Ventosas madrugadas e garoas Inesperadas névoas no final do dia Inexplicáveis sons de sinos Se intrometendo pelo meio da fumaça… … e se derrepente fosse a praia E alamandas florescessem despudoradas Junto a hibiscos e abacaxis E fossem ondas com trinta pés A se desmaiar na areia Som e fúria, e pressa e paz… Mais um pouco te demorasses E fosse eu inteira Não esta sombra em que me tornei E sendo inteira, abrisse a bolsa E conjurasse perfumes, batons e um guarda-chuva Uma nova vida, talvez mais doce… … e se chegasse enfim o tempo De colher as uvas e o mel Dobrar os joelhos em gratidão Talvez houvesse um minuto Instante cósmico infinito Pra resolver "eu e você"…
- Armadura, um conto de Tânia d'Arc
Não sei por que tanta dureza. Não que a vida tivesse sido sempre fácil, ao contrário, havia percorrido inúmeros obstáculos. Alguns pulou, noutros se estabacou. Mas também não se pode dizer que tivesse sido das mais difíceis. Teve seus confortos, desfrutou prazeres e também diversas alegrias. Mas era dura. Dura nas palavras, dura no olhar. Seu caminhar era duro. O coração, no entanto, não. Esse era molinho e doce. Mas era dura no existir. Eu não sei, e ela também não sabia, o porquê de tanta dureza. Poderia tentar ser diferente e de fato tentava. Por vezes, esforçava-se um bocado para impressionar na maciez. Mas era dura. Não era dureza de alma, era apenas no modo. No modo de ser, no modo de encarar a vida. Talvez tivesse sido a melhor — ou única — forma encontrada para se manter firme. E, realmente, não caía. Mantinha-se de pé, acontecesse o que acontecesse. Não era um golpe que a derrubava. Certos sorrisos, contudo, já foram capazes de fazê-la esmorecer. Chegou, inclusive, a desequilibrar-se nessa corda bamba que é a vida. Manteve, porém, a firmeza ereta e sábia dos que procuram continuar. Para isso, precisava ser dura. Talvez tivesse sido a forma que encontrou na vida para enfrentar o viver. Para manter-se viva, vestiu-se de dureza. Sentia-se pesada, é verdade. Mas, ao menos, protegida (da própria vida). Publicado no livro Entraves & entranhas .
- Coletivo Marianas participa do Love Day, no dia 29 de março
No dia 29/03 , o Coletivo Marianas estará junto com a Editora Donizela comemorando o aniversário de Curitiba e expondo os livros das integrantes e outros produtos no Love Day , que acontecerá no Love City , na Rua Riachuelo, 500 . O evento acontece das 10h às 20h e recebe vários outros expositores e artistas, com muita música, cultura, arte e skate. Programação do Love Day e mais informações Feira com 25 expositores: artesanato, brechó, tatuagem, livros e mais! Show da Jazz Gang 3 Restaurantes e bar sinistro Convênio com o Estacionamento Planalto (R$ 15) Entrada gratuita
- Nic Cardeal
Nic Cardeal (Eunice Maria Cardeal), natural de Brusque (SC), reside em Curitiba (PR) desde 2006. Graduada em direito, é funcionária pública federal aposentada pelo TRF da 4ª Região, com atuação como assessora jurídica/oficial de gabinete na Justiça Federal do Paraná e de Santa Catarina. Seus textos literários estão compilados na página do Facebook “Escrevo porque sou rascunho”. Colabora, como autora e editora adjunta, na publicação eletrônica Revista Feminina de Arte Contemporânea Ser MulherArte . Alguns textos da autora Liquidação anatômica Vendo coração descompassado válvula mitral em estado literal artéria aorta no caminho de volta. Faço escambo sem nenhum problema de veia entupida – estúpida é a vida que se esquece de estancar minhas feridas. Faço descontos invento contos refaço uns pontos também concedo alguns versos como brinde ao universo – liquidação anatômica no anátema da tua presença com possibilidade de paraísos – meus infernos internos tão inteiros serão doados aos pedaços. Alugo coração acelerado válvula de escape em caso de choque – faço escândalo em miúdos gemidos se me trouxeres alguma novidade sobre a vida. Pago recompensa acaso te demores a contar lentamente minhas batidas cardíacas. Publicado em Sede de céu , pela Editora Penalux. Sina Tão tarde para queimar a vela esquecida no altar da tua alma, por dentro, os destroços de uma casa em ruínas e uns dedos longos que escreveram poucos argumentos acima dos teus segredos: tão breve o silêncio, sem qualquer possibilidade de dizer sobre o tempo que nunca veio... [Aqueles que escrevem têm as unhas rasgadas pelos densos dos seus medos, outros modos de percepção do que segue no limiar do absurdo, perscrutando dimensões de outros mundos, onde devaneios são sementes germinando paraísos em um universo paralelo derradeiro] Tão fina a folha quanto a asa da andorinha em lonjuras nunca percorridas, assim te fazes, tu que escreves das coisas jamais vistas por outros meios que não teus ecos silenciados pelo espanto! Aquieta teus reflexos, suspende a tua angústia uma oitava acima, desce os olhos de dentro ao peito mais profundo, saberás legitimar tuas verdades na mesma medida da tua necessidade mais genuína: – Tu és aquela que nunca termina! – [Aqueles que consomem escrituras têm as asas apartadas dos seus dorsos, outros meios de linguagem para abarcar os sentidos do coração: a palavra – um silêncio feito de matéria visível que desanda distante da forma exata – amplifica os sentidos nunca d'antes conhecidos] Depois dos tempos, dos séculos, contornos ou regressos, serás feita da mesma essência das unhas rasgadas pelos densos dos teus tantos medos, das mesmas asas apartadas do teu dorso, no melhor meio de linguagem do teu voo: – Tu és aquela que aventura asas na imensidão! – Publicado na coletânea Prêmio Off Flip 2022 , pelo Selo Off Flip. Espécies Para cultivar orquídeas é preciso da natureza o nitrogênio, o fósforo, cálcio, cobre, enxofre, magnésio e zinco. Para criar passarinhos basta um grande horizonte, asas abertas, céu azul, sol a pino, nuvens esparsas, tempestades, belas tardes, inteiras noites pelo caminho, voos largos, tempos livres. Para ser humano é preciso não ter feito da estrada que ficou ao longe um silêncio sem retorno. Poema ainda não publicado em livro. Livros Sede de céu (Penalux, 2019) Costurando ventanias – uns contos e outras crônicas (Penalux, 2021) A menina que queria entender das águas (Caravana, 2023) Coautoria Antologia do Varal Literário (Editora da UFSC, 1983) Agenda Permanente Poesia Brasil (SRR Editor, 2004) Brumas e brisas – Coleção Biblioterapia, vol. 2, (Cândido, 2017) Antologia de poesias Mulherio das Letras (Costelas Felinas, 2017) Mulherio das Letras – contos e crônicas , vol. 4 (Mariposa Cartonera, 2017) 360 Plural (Scenarium Livros Artesanais, 2017) Revista Plural “Wild Nights” (Scenarium Livros Artesanais, 2017) Mulherio das Letras pela paz – contos & poesias Alemanha/Brasil (ABR Editora, 2018) Revista Plural “Ciranda” (Scenarium Livros Artesanais, mar. 2018) Revista Plural “Que tal um Café?” (Scenarium Livros Artesanais, jun. 2018) Conexões Atlânticas I – Lisboa (In-finita, 2018) Conexões Atlânticas II – Lisboa (In-finita, 2018) Coletânea Poética Mulherio das Letras (ABR Editora, 2018) 2ª Coletânea de prosa Mulherio das Letras (Indicto Editora, 2018) V Prêmio Literário Cidade Poesia e III Láurea Cidade Poesia (ABR Editora, 2018) Um girassol nos teus cabelos – poemas para Marielle Franco (Quintal Edições, 2018) Feliz Ano Velho (Scenarium Livros Artesanais, 2018) Marielle’s (Scenarium Livros Artesanais, 2018) Sete luas (Scenarium Livros Artesanais, 2018) Revista Plural “Clandestina”: homenagem a Hilda Hilst (Scenarium Livros Artesanais, ago. 2018) Revista Plural “Redemoinho” (Scenarium Livros Artesanais, nov. 2018) Feminismos, artes e direitos das humanas (Tirant Lo Blanch, 2018) Elas e as letras (Versejar, 2018) Plural “Fahrenheit 451” (Scenarium Livros Artesanais, 2019) Livro da Tribo 2019 (Editora da Tribo, 2019) Sou mulher, logo existo! Amor, liberdade, luta e resistência 3ª Coletânea de poesias e prosas Mulherio das Letras (ABR Editora, 2019) Livro da Tribo 2020/2021 (Editora da Tribo, 2019) O livro das Marias I – coletânea de poesias e contos (Ixtlan, 2019) Antologia comemorativa Dia Internacional da Mulher Mulherio das Letras Portugal – prosa e conto – Lisboa (In-finita, 2019) Antologia comemorativa Dia Internacional da Mulher Mulherio das Letras Portugal – poesia – Lisboa (In-finita, 2019) Colectânea Mulherio das Letras Portugal – poesia – Lisboa (In-finita, 2020) O livro das Marias II – coletânea de poesias e contos (Ixtlan, 2020) Pandemia de palavras – Lisboa (In-finita, 2020) Porque somos mulheres – Antologia I – poesia (Ser MulherArte Editorial, 2020) Se essa lua fosse nossa – Enluaradas I – e-book (Ser MulherArte Editorial, 2021) Direito e arte – livro 01: pelo direito da poesia – e-book (Tirant lo Blanch, 2021) Direito e arte – livro 02: pelo direito na poesia – e-book (Tirant lo Blanch, 2021) Direito e arte – livro 03: pela poesia no direito – e-book (Tirant lo Blanch, 2021) Direito e arte – livro 04: pela Poesia do direito – e-book (Tirant lo Blanch, 2021) Direito e Arte – livro 05: o direito pela poesia – e-book (Tirant lo Blanch, 2021) Coletivo “Colheita” (Scenarium Livros Artesanais, 2021) A obra de Maria Valéria Rezende: resenhas e variações Lisboa (Amare Livros/In-Finita, 2021) Coletivo “Nascer pela Segunda Vez” (Scenarium Livros Artesanais, 2021) Cada um com seus poemas – poesia (Delicatta, 2021) Por elas: poemas e prosas para as meninas e mulheres afegãs Mulherio das Letras – e-book (Amare Editora/Ser MulherArte Editorial, 2021) Os melhores poemas 2021 – e-book (2021) Memorial Cecília Meireles (Selo Editorial Independente, 2021) Feminino Infinito – 120 poetas, escritoras & artistas brasileiras (SPVI Books, 2022) Prêmio Off Flip 2022 – poesia (Selo Off Flip, 2022) Quando chega a primavera – Mulherio das Letras Santa Catarina (Folha Editora, 2023) Ampliando horizontes: poesia e ficção ano 3 – poemas (Máquina de Escrever, 2024) Mulherio das Letras Paraná – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Nic Cardeal Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc
- Daniela Amaral
Daniela Amaral é bibliotecária por formação e escritora por vocação. Atua como diretora administrativa do Conselho Regional de Biblioteconomia do Paraná (CRB-PR) e idealizou e desenvolveu o projeto da biblioteca comunitária Praça S. Francisco. Coordenou o projeto do livro Livre instância , para o qual contribuiu como escritora, organizadora, diagramadora e autora de diversos textos. Também foi coordenadora do blog Livre instância e do Clube do Livro. Além disso, é articulista no Jornal Juvevê , publica textos no site HojePR e é coautora de obras literárias coletivas. Em 2022, ficou em 3° lugar no Concurso de Contos de Pinhais e, em 2024, foi a roteirista do filme vencedor A cor da poesia , ganhador da categoria estudantil do Festival de Cinema de Pinhais. Alguns poemas da autora Viver é mais que sonhar Muitas vezes quem somos é muito diferente daquilo que um dia planejamos ser. Nossos ingênuos sonhos da infância e da adolescência tornaram-se alucinações, fantasias de uma mente imatura. A cada escolha que fazemos nos deparamos com a realidade atual que se concretizou num pequeno intervalo entre a juventude e o início da idade madura. E nesse vai e vem da vida, como num piscar de olhos, nos tornamos as pessoas que dizíamos que nunca seríamos. Fazendo tudo aquilo que havíamos prometido nunca fazer, seguindo a largos passos o mesmo caminho trilhado por nossos pais, repetindo as suas frases como mantras. Por vezes, seguimos com mais acertos do que erros e muitas vezes graças aos ensinamentos deles caminhamos com mais cautela. Pode-se dizer que em um instante temos uma vida inteira pela frente e no outro já é janeiro de novo, mês dos impostos, matrícula do filho, material escolar, cartões de crédito estourados por culpa do espírito natalino e uma ressaca moral repleta de promessas não cumpridas pela virada de mais um ano. Será que nos tornamos apenas sombras dos nossos sonhos? Será que a vida nos ensinou a sonhar diferente? Ou simplesmente aprendemos que é melhor ficar acordado, pois a realidade pode ser muito mais interessante do que sonhar? Enxergar e vivenciar o mundo acordado por vezes pode nos trazer a dor, o medo e o sofrimento, mas também traz consigo a alegria de viver o instante, de sentir o pulsar do sangue nas veias, o coração acelerado, as borboletas no estômago… Sim, dona Elis Regina, Belchior estava certo: “Viver é muito mais que sonhar”. Publicado no blog Livre instância . Prazeres Na vida que vai Na vida que vem No cochilo da tarde No tempo que tem No sábado que vem No dia sem horas Na noite sem sol Na manhã estrelada Na música que dança Na bailarina que canta No gato que mia No rabo do cão Na poesia que brinca Nos risos felizes Nas lágrimas de emoção Nos abraços apertados dados de coração Nos amigos que temos No cheiro dos livros Na chegada Na partida Na estrada Na saudade que eu sinto No verso que eu digo No que sou No que dou No prazer de ser O que se é Do jeito que se quer Coautoria Livre Instância Ampliando horizontes – contos Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Daniela Amaral Site profissional Instagram Publicado por: Tânia d'Arc
- Laura Monte Serrat
Laura Monte Serrat nasceu na primavera de 1949. Desde pequena, ama desenhar e escrever, apesar das dificuldades. Mas isso não foi um obstáculo. Escreveu muito tempo para gavetas e caderninhos e hoje escreve para os leitores de sua profissão e da vida. Participou de muitas antologias da Feira do Poeta, algumas do Mulherio das Letras e do Marianas. Semeia arte para que hoje e amanhã sejam colhidas sensibilidade e força para lutar em defesa da igualdade e da diversidade. Alguns poemas da autora Tempo Bento Bento passou por aqui, mas não quis ficar. Foi uma visitinha de médico... Criou laços entre amigos, Espalhou amor entre nós. Chegou, não quis descer... Viveu no quentinho da mãe, emanou calor e energia! Marcou! Sem mesmo se mostrar... Não vimos seu rostinho, seu jeitinho, sua voz. Nos abençoou com sua passagem por aqui e logo seguiu em direção ao firmamento... Chega, Bento? Tchau, Bento! Obrigada por este rastro de luz! Da sua quase bisa, Laura O fundo de mim Mergulho-me Chego ao fundo Do meu mar... Encontro o verde olhar amigo, Minhas dúvidas, Algumas escolhas E poucas certezas... Encontro respingos Da dor, das dores, Das Saudades, da tristeza! Encontro, também, Sementes de esperança De alegria de viver Como pano de fundo... As memórias das andanças E os amores do mundo! Mergulho-me! Ora orgulho-me, Ora, aceito... O que está feito, está feito... Agora é transformar! Triste Tenho lavado minh'alma com lágrimas e colocado para clarear no sol do silêncio das palavras... Busco as conexões possíveis, que expliquem o sujeito oculto, o objeto indireto atrás dos garimpos, dos desmatamentos, das invasões violentas e empobrecedoras, dos escárnios em relação às descobertas, das coligações de dependência ou de fortalecimento de poderios, dos motivos pelos quais vivemos nossa humanidade, desde que a história alcança – em guerra, em disputas, em competição, em conquistas desonestas... Dizem que o sujeito não está oculto – é o poder, o prazer, o desejo de acumular, a indiferença – e que os objetos são diretos – as armas bem concretas e o capital, cada vez mais abstrato... Motivos e alvos das lutas – que roubam a dignidade, que matam os iguais, que desequilibram a natureza, que colocam em risco a vida, que entopem os rios e mares, que acinzentam os céus, que encapam a Terra, que propagam a cegueira d'alma, incapazes de prever o que está por vir – e a surdez que impedirá a antecipação da harmoniosa melodia de ser, de estar, de conservar, de criar, de cuidar, de construir juntos e de viver com alegria! Livros Educação de crianças pequenas (Pulso Editorial, 2006) Psicopedagogia e o momento do aprender (Pulso Editorial, 2006) Psicopedagogia: o aprender do grupo (Pulso Editorial, 2016) Espiral poética (Marianas Edições, 2018) Coautoria Conexão Feira do Poeta – vol. I ao VIII (Nogue Editora, 2015-2022) Marianas (Mariana Edições/Anadara brasiliana Edições, 2019) Mulherio das Letras Portugal (In-Finita, 2020) Quam sacer cruor (Marianas Edições/ Hecatombe 2021) Tuíra (Marianas Edições/Donizela, 2022) Nove meandros (Donizela, 2023) Idade é fogo – autora e ilustradora (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná – poesia – autora e ilustradora (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Laura Monte Serrat Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc
- Consolação Soranço Buzelin
Maria da Consolação Soranço Buzelin é mineira, de Juiz de Fora, e reside em Curitiba desde 1998. Formada em letras, completou seus estudos no mestrado em teoria literária da universidade Uniandrade, em Curitiba. Durante sua trajetória, participou de oficinas literárias em São, Rio de Janeiro e Curitiba. Publicou Nó de laço (poemas), pela Araucária Cultural, em 2006, e participou com poemas e contos de várias coletâneas. Alguns poemas da autora Crianças Como posso ter a crença que são como cristal ou sol num mundo em crise triste vazio Se as vejo pelas ruas entre dores sós. Engrenagem Passa o homem a buscar da vida o seu sentido da roda à eletricidade aos céus ousa alçar Navega por mares estranhos até a internet alcançar voa por mundos distantes até a si tenta clonar Nessa busca incessante os elos dessa engrenagem na ferrugem se acabam corroem os sonhos em nada Apesar de tanto almejar percorrer longas jornadas esquece esse homem. de só por um instante Para dentro de si olhar. Esse estranho Quem é esse estranho que me olha assim de repente traceja no sorriso breve toda a dor que me estraçalha Quem é esse estranho que zomba e fere diz o que não quero ouvir disfarça, me despedaça Quem é esse estranho que me alveja, se instala astuto em minhas entranhas no tudo nada me amordaça Quem é esse estranho que em meu peito mora tão perto, tão longe O amor. Esse estranho. Livros Nó de laço (Araucária Cultural, 2006) Coautoria Contos fantásticos (BR Letras, 2007) Os mais belos poemas de amor (BR Letras, 2007 Antologia de poetas brasileiros contemporâneos (CBJE, 2007) Contos por 14 autores (JM editora, 2008) Panorama literário brasileiro (BR Letras, 2008) A brisa é você – minicontos (Araucária Cultural, 2009) Encontro pontual (Scortecci, 2010) Encontro pontual (Scortecci, 2011) Poesia do Brasil (2011) Poesia do Brasil (2012) Dinâmica das palavras (Guemanisse, 2012) Saiba mais sobre Consolação Soranço Buzelin Facebook Publicado por: Tânia d'Arc
- Esmeraldina Francelina de Medeiros
Esmeraldina Francelina de Medeiros é natural de Cornélio Procópio (PR), mas reside em Curitiba desde sua juventude. Professora e bancária aposentada, apaixonada por literatura, licenciou-se em letras aos 73 anos. Hoje, aos 81, é membro do Centro de Letras do Paraná e participou de várias coletâneas de poemas e crônicas. Seu livro publicado em 2023, Jornadas além das estrelas – do coração terra ao ponto luz , faz um relato autobiográfico multidimensional. Alguns poemas da autora Projeção Invisíveis asas ligeiras ao infinito me levam. Mais veloz do que a luz, rompem a barreira do som. Como um flash memorizo a imensidão sideral, visito alguns planetas, ou vazo o grande portal, onde há vida após a vida no mundo dos imortais. E como um raio retorno, puxada por um cordão ao pulsante coração, onde repousa meu corpo: minha morada, meu chão! Devaneio Elevo aos montes meu pensar! Vejo o verde berço do mundo a embalar a natureza num abraço materno e profundo. Avisto ao longe no horizonte, o arco-íris no véu cristalino a lembrar de nossa aliança com o Onipotente Divino. Na mente levanto um voo, por sobre o campo em flor, sentindo a mais pura brisa, e na Alma, só paz e amor! Lindas aves em revoadas das mais variadas cores, dão trinadas sinfonias e entoam aos céus louvores. Do meu devaneio desperto e vejo com triste amargor, o planeta todo infestado de sombra que assola com dor. Livros Jornadas além das estrelas – do coração terra ao ponto luz (publicação independente, 2023) Saiba mais sobre Esmeraldina Francelina de Medeiros Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc
- Coletivo Marianas participa do Relance, no Sesc Paço da Liberdade, com lançamentos e relançamentos de livros
No dia 15 de março de 2025 , integrantes do Coletivo Marianas vão participar do Relance , no Sesc Paço da Liberdade , organizado pelo GREI (grupo de editoras independentes). O evento acontece de três em três meses aos sábados, das 10h30 às 17h , sempre no mesmo local. Tem como proposta ocupar espaços e divulgar a produção editorial de Curitiba e região metropolitana, por isso, reúne editoras locais e também dá espaço para coletivos e autores independentes. O Marianas participará como coletivo com seis obras, com sessão de autógrafos às 13h. E as integrantes Francine Cruz e Tânia d'Arc participarão como autoras individuais, levando três obras cada. A Editora Donizela , que faz parte do GREI, também estará presente e levará algumas obras individuais e coletivas das integrantes. Livros do Coletivo Marianas no Relance de março de 2025 Confira alguns dos livros do coletivo presentes no evento A casa dos dois amores, romance de Francine Cruz A casa dos dois amores , romance de Francine Cruz , conta a história de Felipe, que, após uma fatalidade, vê-se obrigado a deixar sua vida pacata e mudar-se para São Paulo a fim de ingressar no convento dos franciscanos. Sessão de autógrafos às 16h. A Mulher-Polvo, longo conto de Adriana Tozzi A Mulher-Polvo , de Adriana Tozzi , é um longo conto abordando a Mulher-Polvo, criatura que habita a personagem Antônia. As lavadeiras, livro-objeto de Edra Moraes As lavadeiras , livro-objeto de Edra Moraes , apresenta uma “montagem sintática” que integra as linguagens plástica e literária. Composto por doze cartões postais das obras originais, cada exemplar tem cinco cópias de cada arte, assim os leitores podem compartilhar com amigos enquanto mantêm a coleção completa de doze cartões. Entraves & entranhas, contos de Tânia d’Arc Entraves & entranhas , de Tânia d’Arc , é um livro de contos com histórias de diferentes mulheres confrontando suas próprias realidades e lutas: ora em busca de autenticidade, ora em tentativa de rompimento com o passado, ora um despertar para novas verdades. Sessão de autógrafos às 15h. Feito às pressas, poemas de Paula Almeida Feito às pressas , de Paula Almeida, é um livro de poemas que pode ser lido na velocidade em que foi escrito, assim como pode ser deliciosamente degustado, sem pressa nenhuma. Idade é fogo, antologia organizada por Maria Lorenci Idade é fogo , antologia organizada por Maria Lorenci , reúne poemas e prosas de 37 escritoras abordando o etarismo. No olho do paradoxo, poemas de Priscila Prado No olho do paradoxo , de Priscila Prado , possui poemas produzidos a partir da analogia entre os paradoxos que nos angustiam e os furacões: a busca de encontrar no centro de si mesmo um ponto de equilíbrio e calmaria, como o que há no olho do furacão. O Natal do Beto, infantil de Tânia d’Arc O Natal do Beto , de Tânia d'Arc , é um livro infantil para colorir que conta a história de um menino curioso e uma mãe questionadora. Juntos, eles fazem reflexões a respeito do Natal — data aguardada por muitos e desigual para tantos —, ressignificam a figura do Papai Noel, refletem sobre a distribuição de presentes e descobrem o verdadeiro espírito natalino. Sessão de autógrafos às 15h. O que te escrevo é pedra bruta e delicada, poemas de Tânia d’Arc O que te escrevo é pedra bruta e delicada , de Tânia d’Arc , é um l ivro de poemas e prosa poética dividido em quatro seções que levam nomes das pedras Granada, Galena, Selenita e Sugilita, simbolizando etapas de evolução no amor. Já a ametista da capa remete à transformação ocorrida nesse percurso. Sessão de autógrafos às 15h. Poemas para brincar nas quatro estações, haicais de Francine Cruz Em Poemas para brincar nas quatro estações , de Francine Cruz , a autora utiliza todas as características do haicai, resgatando a essência do olhar contemplativo e criando belos haicais para cada uma das quatro estações. Sessão de autógrafos às 16h. Salubria, antologia organizada por Tamyris Torres Salubria , antologia poética organizada por Tamyris Torres , reúne poemas e prosas de 37 autoras abordando a saúde mental das mulheres. Vovô foi embora, mas deixou muita história!, infantil de Francine Cruz Vovô foi embora, mas deixou muita história! , de Francine Cruz , retrata a visão de uma criança sobre o luto. Apesar da tristeza, a protagonista lembra com carinho da personalidade do avô e das lembranças que compartilhou com ele. Sessão de autógrafos às 16h. O evento terá ainda outras atividades e atrações gratuitas e oferece vantagens para quem fizer a inscrição antecipada por meio deste link .
- 75° Letra de Mulher: lançamento de "As flores de Júlia" e antologias dos coletivos Oceânicas e Mulherio das Letras Paraná
No segundo Letra de Mulher do ano, o Coletivo Marianas recebe convidadas para o lançamento de As flores de Júlia: poemas seletos de Júlia da Costa e antologias dos coletivos Oceânicas e Mulherio das Letras Paraná . O evento será marcado pela apresentação das obras, com participação de organizadoras e autoras, leitura de poemas, roda de conversa, venda dos livros e sessão de autógrafos. É aberto ao público e acontece no dia 9 de março , das 10h às 13h , na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras As flores de Júlia da Costa Reunião de poemas de Júlia da Costa , primeira mulher paranaense a publicar um livro, o Flores dispersas , lançado em 1867. Além de poeta, foi uma grande precursora da literatura feminina no Brasil e escreveu também crônicas e artigos para jornais e revistas. Esta edição atualizada foi organizada por Rosana Barroso e publicada pela Anadara brasiliana Edições . O livro pode ser adquirido no dia do evento e em outros momentos, diretamente com a organizadora. Marítimas Esta antologia reúne textos em prosa e verso de integrantes do Coletivo Oceânicas, com sede em Paranaguá, e convidadas. Os textos abordam temáticas relacionadas ao mar e ao universo marítimo. Foi organizada por Rosana Barroso e publicada pela Anadara brasiliana Edições . O livro pode ser adquirido no dia do evento, e em outros momentos, diretamente com as autoras e/ou organizadora. Mulherio das Letras Paraná Mulherio das Letras Paraná: poesia é o primeiro livro publicado pela regional paranaense participante do Mulherio das Letras , coletivo literário feminista idealizado e articulado por Maria Valéria Rezende e outras artistas da palavra em 2017. O movimento é composto por milhares de escritoras, editoras, ilustradoras, pesquisadoras e livreiras, entre outras mulheres ligadas à cadeia criativa e produtiva do livro, no Brasil e no exterior, a fim de questionar, ampliar e dar visibilidade à participação de mulheres na literatura. Este volume inaugural reúne 49 poetas paranaenses integrantes de vários outros coletivos feministas e foi organizado por Elciana Goedert (Marianas, Curitiba) e Rosana Barroso (Oceânicas, Paranaguá); editado por Editora Donizela (Curitiba) e Anadara brasiliana Edições (Paranaguá); revisado por Gisela Maria Bester (Marianas, Curitiba) e Tânia d'Arc (Marianas, Curitiba); com capa criada por Jéssica Iancoski , da Editora TAUP (Curitiba). O livro pode ser adquirido no dia do evento, e em outros momentos, diretamente com as autoras e/ou organizadoras ou no site da Editora Donizela .
- Coletivo Marianas celebra 170 eventos realizados entre 2014 e 2025, fortalecendo a literatura e arte produzida por mulheres
Sarau do coletivo na XXI Feira do Livro Editora UFPR O Coletivo Marianas, grupo literário e artístico paranaense, alcançou a marca de 170 eventos realizados entre os anos de 2014 e 2025. Essa trajetória reforça o coletivo como um dos grupos que promovem a literatura e arte produzida por mulheres, criando espaços de diálogo, visibilidade e valorização da produção artística e literária. Diversidade de espaços e ações O Letra de Mulher, evento fixo e principal do Coletivo Marianas, foi realizado em diferentes locais ao longo dos anos, adaptando-se a cada contexto e ampliando seu alcance: Café Babette: onde o Letra de Mulher iniciou suas atividades, consolidando-se como um espaço de encontro e troca. Feira do Poeta: local que abrigou a maior parte das edições do Letra de Mulher, tornando-se o principal ponto de referência do evento. Ambiente virtual: durante a pandemia, o Letra de Mulher migrou para o ambiente online, mantendo a conexão com o público e ampliando sua abrangência. Além do Letra de Mulher, o Coletivo Marianas participou ativamente de eventos organizados por instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Fundação Cultural de Curitiba, festivais e feiras literárias locais, incluindo: Mamute : Feira de produção gráfica-literária que reúne artistas e editoras independentes. Estopim : Plataforma de impressos e publicações de artistas e editoras independentes em Curitiba. Ocupa Riachuelo : Festival que celebra a arte e a ocupação de espaços urbanos. Festival da Palavra de Curitiba : evento que reúne nomes e temas que contemplam a diversidade de vozes e de perspectivas em uma grande celebração da palavra em suas mais diversas manifestações, reunindo conhecimento e experiências no cenário da literatura, dança, teatro, música e outros desdobramentos. Emporium Handmade : Feira criativa de marcas autorais em Curitiba. O coletivo também participa ativamente do Relance Literário , uma mostra de livros trimestral organizada pelo GREI (Grupo de Editoras Independentes de Curitiba e Região), reforçando seu compromisso com a cena literária independente. Em 2025, o Coletivo Marianas será um dos patrocinadores do TRAMA , festival literário também organizado pelo GREI, consolidando ainda mais sua atuação no apoio à literatura e à cultura. Essa participação em eventos externos, somada à organização do Letra de Mulher, reforça o compromisso do coletivo em ocupar espaços culturais diversos e promover a literatura e arte produzida por mulheres. Promoção da literatura e arte produzida por mulheres O Letra de Mulher, assim como as demais ações do Coletivo Marianas, abrange uma variedade de formatos, como saraus, rodas de conversa, lançamentos de livros, feiras literárias, exposições e recitais. Essas ações têm como foco principal: Ampliar a visibilidade de escritoras, poetas e artistas. Fomentar o diálogo sobre temas relacionados à autoria, gênero e diversidade. Criar redes de apoio entre mulheres que produzem literatura e arte, fortalecendo a cena cultural paranaense. Impacto e reconhecimento Ao longo de mais de uma década de atuação, o Coletivo Marianas tem contribuído para: Incentivar a leitura de obras escritas por mulheres, ampliando o acesso à produção literária. Promover a publicação de autoras, especialmente por meio do projeto editorial Marianas Edições , que já lançou diversas obras em parceria com editoras como Anadara brasiliana Edições e Donizela . Fortalecer a cena literária no Paraná, criando espaços de diálogo e troca entre escritoras, artistas e o público. O coletivo também integra escritoras e artistas de outros estados, ampliando sua rede de apoio e colaboração. Além disso, mantém parcerias e alinhamentos com outros coletivos, como: Mulherio das Letras PR : representação paranaense do movimento nacional que reúne escritoras, profissionais da escrita e artistas. Coletivo Vozes Escarlate : Coletivo literário com sede em Lapa/PR. Coletivo Oceânicas : Coletivo literário com sede em Paranaguá/PR. Coletivo Pretas com Poesia : Coletivo de Curitiba/PR que promove a literatura e a arte com autoria de mulheres negras e suas escrevivências. Coletivo Todas da Lei : Coletivo de mulheres do Direito que tem como propósito a democratização do conhecimento acadêmico sobre igualdade de gênero. Rede Maria Bueno : rede de apoio a mulheres e crianças contra a violência. Essas parcerias reforçam o compromisso do Coletivo Marianas em construir uma cena literária mais colaborativa, diversa e inclusiva. Sobre o Coletivo Marianas Fundado em 2014, o Coletivo Marianas é um grupo literário e artístico que reúne mulheres em torno da produção e difusão de literatura e arte. Com foco na autoria de mulheres, o coletivo promove eventos, publicações e ações que valorizam a voz e a criatividade das mulheres, contribuindo para uma cena cultural mais diversa e inclusiva. Contato para imprensa: e-mail: coletivomarianas@gmail.com Redes sociais: @coletivomarianas ( Instagram e Facebook ) Site: www.coletivomarianas.com.br
- Selo, logo atualizada e o cavalo-marinho que continua: as novidades do Coletivo Marianas
A logo do Coletivo Marianas Logo do Coletivo Marianas em 2025 A logo do Coletivo Marianas, criada em 2014, quando o grupo foi fundado, é uma representação poderosa e simbólica. Em 2025, a logo passou por uma atualização na tipografia, que agora inclui explicitamente o termo “Coletivo”, reforçando a identidade do grupo como uma união de mulheres em prol de um objetivo comum. A logo traz a figura de uma mulher nua fluida, quase uma sereia, em formato triangular, uma escolha visual que carrega múltiplos significados. O triângulo é uma forma geométrica que evoca estabilidade, equilíbrio e transformação, mas também está associado ao ventre, símbolo de criação, fertilidade e origem da vida. Essa conexão com o ventre reforça a ideia de que as mulheres são fontes de criação e transformação, capazes de gerar não apenas vida, mas também ideias, histórias e arte. A nudez da mulher na logo representa transparência, autenticidade e resistência, simbolizando a luta das mulheres por liberdade e igualdade em uma sociedade que frequentemente as oprime. A simplicidade da figura permite que qualquer mulher se identifique com a imagem, reforçando a ideia de coletividade e sororidade. A referência à sereia na logo não é casual. Esse ser mitológico nos remete ao “maldito canto da sereia”, uma narrativa que historicamente associa a voz forte, sincera e mágica das mulheres a maldições e perigos. Essa associação, no entanto, é uma construção patriarcal, que busca silenciar e controlar as vozes femininas. O Coletivo Marianas ressignifica essa imagem, celebrando a força e a beleza da voz das mulheres, reais ou inventadas, como um instrumento de transformação e libertação. O nome Marianas também remete ao mar, reforçando a conexão com a sereia e com a Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos. Essa referência simboliza a imensidão e a diversidade das experiências e histórias que o coletivo busca explorar e divulgar. A logo é um símbolo icônico do coletivo, representando a luta feminista e também a força da união entre mulheres. Ela reflete o compromisso do grupo em promover a visibilidade e o protagonismo das mulheres na literatura, nas artes e em outros campos, além de inspirar a criação de redes de apoio e colaboração. O selo Mariana Coelho Selo Mariana Coelho O selo Mariana Coelho é uma iniciativa do Coletivo Marianas. Visa celebrar e reconhecer editoras, escritoras e artistas que promovem e incentivam a participação de mulheres nos campos da publicação, escrita e ilustração. O selo homenageia Mariana Coelho , uma importante educadora, escritora e feminista brasileira do século XX, que dedicou sua vida à luta pelos direitos das mulheres e à promoção da educação feminina. Autora de obras como A evolução do feminismo (1933), Mariana Coelho deixou um legado que inspira o coletivo a continuar abrindo caminhos para as artistas e escritoras. O Coletivo Marianas, responsável pela criação do selo, busca destacar e apoiar projetos e pessoas que contribuem para a visibilidade e o empoderamento das mulheres na literatura e nas artes. Ao conceder o selo Mariana Coelho, o coletivo reconhece o trabalho de editoras, autoras e ilustradoras que abrem caminhos para que mais mulheres possam expressar suas vozes e histórias. Essa iniciativa é uma forma de combater a desigualdade de gênero no mercado editorial e artístico, além de inspirar novas gerações de mulheres a se envolverem com a escrita, a ilustração e a publicação. O selo também serve como um incentivo para que mais editoras e instituições culturais adotem práticas inclusivas e diversificadas em seus catálogos e projetos. A arte do selo foi desenhada para capturar de forma criativa e significativa o espírito da iniciativa, destacando o compromisso do coletivo em valorizar e ampliar a arte e a literatura produzida por mulheres. A concessão do selo Mariana Coelho será feita de forma estratégica e significativa por um comitê composto por integrantes do Coletivo Marianas para premiar editoras, escritoras, ilustradoras e artistas que promovam a participação das mulheres na literatura e nas artes e para projetos que incentivam a diversidade e a igualdade de gênero no mercado editorial e artístico. O cavalo-marinho híbrido: símbolo das publicações Coletânea Marianas (Anadara Brasiliana Edições, 2019) O cavalo-marinho com chifre de unicórnio e corpo de diatomácea é o símbolo do projeto de publicações do Coletivo Marianas, também criado em 2014. Essa criatura híbrida e imaginativa foi desenhada por Gabriel Rezende , um apoiador do coletivo, e carrega múltiplas camadas de significado. O cavalo-marinho foi escolhido por sua singularidade e por desafiar as normas tradicionais de gênero: é o macho que carrega os ovos e dá à luz aos filhotes, simbolizando uma ruptura com o patriarcado e a redefinição das estruturas de poder. Essa inversão de papéis é uma metáfora poderosa para a redistribuição de poder e a valorização do cuidado como algo que não está restrito a um gênero específico. O chifre de unicórnio adiciona um toque de magia e transformação, representando a busca pelo extraordinário e a celebração da criatividade. Já o corpo de diatomácea (microalgas) conecta o símbolo à ciência e à natureza, destacando a complexidade e a beleza nas pequenas coisas. A junção desses elementos em uma única criatura híbrida também nos convida a refletir sobre as formas de classificação, mostrando que as categorias rígidas são construções humanas e que a arte e a escrita podem transcender limites, unindo realidade e ficção. Além disso, o cavalo-marinho híbrido ilustra as capas dos 33 livros publicados pelo coletivo entre 2016 e 2019 , tornando-se um emblema reconhecido do projeto editorial. Ele nos lembra que a criação artística e literária é um mergulho nas profundezas da psique humana, onde o real e o imaginário se encontram. Essa figura híbrida e subversiva é um chamado para que todas as pessoas, especialmente as mulheres, se reconheçam como agentes de mudança, capazes de gerar novas ideias, novas histórias e novos mundos. A logo atualizada do Coletivo Marianas, o selo Mariana Coelho e o cavalo-marinho híbrido formam um conjunto de símbolos poderosos que encapsulam a essência do grupo. Cada elemento reflete o compromisso do coletivo em promover a autoria de mulheres, desafiar convenções e criar espaços onde elas possam se expressar livremente. Através de suas publicações, atividades culturais e iniciativas como o selo, o Coletivo Marianas continua a honrar o legado de Mariana Coelho, inspirando novas gerações de mulheres a mergulhar nas profundezas de suas próprias histórias e transformar o mundo através da arte e da palavra.
- Mulheres em estado bruto um texto de Cida Varela
Da mistura de poemas gestados e paridos pelas mulheres poetas que conheci: alguns eu li, outros eu ouvi - de todos colhi emoções e alimentei-me. Um dia embarquei nas palavras para fugir da casa assombrada para descobrir minhas próprias asas para escapar da caixa, social, fútil e banal. Escrevi viajando no aroma das folhas no chá de nós misturadas nas asas das bruxas voadoras lambuzadas de mel, canela, gozo, sal e fel. Convivi com mulheres em estado bruto parindo poemas pelos vãos do patriarcado feio, venenoso, visceral e ultrapassado. Palavras escritas, lidas, ouvidas salvaram-me libertaram minhas crias. Eu, criatura crua, imersa em memórias dolorosas costurei os cortes, vomitei as dores e criei poemas. Versei aplaudindo a ousadia das bruxas e dancei sobre o altar das santas. Arrumei meu desalinho, reconstruí meus escombros, Ressurgi mais viva, estranha e dona de mim. Se alguém diz assim: aquilo foi seu calvário ou seu fim, afirmo que sim. Para renascer, é preciso morrer. A escrita foi e é o meu parto - às vezes, é preciso parir emoções nocivas para renascer - como o sol - reluzir.
- Vida um poema de Analine Prehs
Vida, vida, vida O que é a vida senão um emaranhado de linhas Linhas que se encontram Linhas que se amarram Linhas que se separam... Vida que desabrocha Vida que cresce Vida que vai Linhas que a interceptam Linhas que unem Linhas que cortam Vida Vida doce Vida amarga Simplesmente vida. Simplesmente luz. Simplesmente linha...
- Começar de novo... um poema de Laura Monte Serrat
Vida contida, vida explodida, vida vivida no espaço da mente, no fundo do peito, na rede invisível de fios rarefeitos... Na pauta possível de um traçado malfeito, em linhas tremidas, rumos não previstos... Ambiências movidas... Dos primeiros rabiscos a um grande final... Possível recomeço... Do ponto vital, ao lado do avesso!
- Vivendo é um poema de Sonia Cardoso
Sim. Já vesti os mortos E desvesti os vivos Acompanhei suas dores Melancolias profundas Caminhadas trôpegas O ir e vir da vida.
- Dicionário prático para sentimentos confusos é um poema de Adriana Tozzi
Amar. Olhar no outro e ver-se. Aceitar a sombra na luz, o riso na lágrima, o peso do tempo nos ombros, e ainda assim estender a mão. O amor não é paz, Mas um pacto— Uma corda esticada Paixão. Um relâmpago. Um lampejo no peito que cega e encanta, que queima sem luzir. Fogo breve que dança e se apaga e renasce logo adiante. Sexo. Carne que grita e sussurra, que se enlaça e se solta, que prova o gosto do agora sem prometer o depois que fica logo ali, na curva onde o tempo se dobra e as linhas se cruzam. Onde tudo que é vivido se entrelaça no vácuo invisível do que poderia ter sido. Viver. Um instante que se dobra sobre si mesmo, uma fome que não sacia, um sonho que se esquece ao despertar. Respirar, Sentir-se inteira, Mesmo nas partes quebradas. Tropeçar nos próprios passos E ainda assim seguir dançando
- Sonhos é um poema de Daniela Amaral
Viver um sonho não é viver dormindo. Sonha quem vive com os olhos bem abertos. Pois só assim se enxerga longe. Dormindo, descanso para esperar meu sonho acordada. Acordada, sigo rumo ao mundo do sonho. Sonhar dormindo é sonhar bem longe. Sonhar acordada é encontrar o caminho do sonho. Se não há ilusões na vida, como posso acalentar a minha alma que repousa dormindo?Não há sonho distante, não há realidade constante. Há apenas o sonho de um instante.
- Integrantes do Coletivo Marianas participam do programa Trajano pela Paz
No dia 28 de fevereiro de 2025, integrantes do Coletivo Marianas participaram de uma entrevista no programa Trajano pela Paz, mantido por Jussara Nascimento , na Rádio Cultura AM 930, de Curitiba. As escritoras Maria Lorenci , Laura Monte Serrat e Danielle S. Pacheco contaram sobre o grupo, falaram sobre publicações coletivas e individuais e sobre o propósito de ouvir e publicar a voz de mulheres. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:
- Pontes de Pênsil um poema de Danielle Rech
Pontes Pênsil Tanta matéria morta e viva atravessa de uma margem para outra do rio menos as árvores da beira, e algumas mulheres que estão satisfeitas em terra firme as samambaias arrancadas e as capivaras cruzam o tuba-nharô, em tupi-guarani, o pai feroz as roedoras, desviam dos rejeitos de carvão, agrotóxicos dos resíduos de porcos, dos restos das olarias as garotas da universidade mudam de margem pela ponte pênsil com asas nos pés e projetos na cabeça contam com o cuidado do manto das estrelas o rio Tubarão, pai protetor em suas carnes aquosas se encontra furioso o escuro da noite não é para mulheres menos ainda para as mulheres de travessia.
- Coletivo Todas da Lei, de advogadas, divulga a produção literária de mulheres em parceria com o Coletivo Marianas
Integrantes do coletivo Todas da Lei no lançamento do livro Ressignificando o sistema: feminismo, lacunas e resistência , no Palacete dos Leões, em junho de 2024 No mês de março, muito se fala sobre sororidade e parceria entre mulheres, mas nós sabemos que a nossa luta é constante e não se limita ao Dia Internacional da Mulher. Por isso, felizmente, surgem cada vez mais grupos feministas comprometidos a se apoiar e a abrir caminhos de forma coletiva e contínua. E o que acontece quando esses grupos, organizados em seus próprios núcleos, decidem expandir sua atuação e caminhar para além de seus espaços? Crescem ainda mais! Não é à toa que uma frase muito conhecida compara a união feminina à força aquífera: "Mulheres são como as águas: crescem quando se encontram." E foi isso o que aconteceu (e está acontecendo) com o Coletivo Marianas, de escritoras e artistas, e o Todas da Lei, de advogadas. Em junho de 2024, integrantes dos dois grupos tiveram seu primeiro contato, no lançamento do livro Ressignificando o sistema: feminismo, lacunas e resistência , obra coletiva do Todas da Lei que reúne artigos científicos sobre as questões de gênero. A partir desse encontro, surgiu a vontade de unir forças e aumentar ainda mais o alcance de suas vozes. Uma das principais ações decorrentes dessa parceria é a divulgação das obras literárias de escritoras do Coletivo Marianas no Instagram do Todas da Lei. Wanessa Assunção Ramos , responsável pelas redes sociais e uma das coordenadoras do Todas da Lei, conta que o grupo procura apoiar outros coletivos e realizar atividades colaborativas em outros setores sempre que possível, por isso propuseram a ação com o Marianas. "Uma das nossas parcerias mais significativas é com o Marianas. A cada duas semanas, destacamos autoras pertencentes a esse coletivo, promovendo obras criadas por mulheres e incentivando a visibilidade de suas produções." Wanessa acredita que iniciativas como essa atendem aos principais objetivos do grupo: "Um dos pilares do Todas da Lei é o apoio mútuo entre mulheres, com a intenção de criar um ambiente mais justo e equitativo. Isso se traduz na superação de obstáculos frequentemente impostos pelas desigualdades estruturais de gênero. Nossos objetivos são claros: promover o empoderamento mútuo, desconstruir estigmas e estereótipos, reduzir a solidão e o isolamento, criar redes de oportunidade e suporte e, finalmente, contribuir para uma verdadeira transformação social." Que este seja só o início de um grandioso encontro de águas. Sobre o Todas da Lei O coletivo Todas da Lei, fundado pela juíza de direito Camila Henning Salmoria , pela advogada Daiana Allessi e pela promotora de justiça Mariana Bazzo , tem como objetivo reunir mulheres, estudiosas e entusiastas do feminismo, promovendo o aprofundamento do conhecimento científico sobre igualdade de gênero. A coordenação do grupo cresceu com a adesão das advogadas Aline Cordeiro Andriolli e Wanessa Assunção Ramos , o que possibilitou uma maior amplificação do alcance e a produção de conteúdos informativos de qualidade e acessíveis a um público mais amplo. As publicações do coletivo acontecem por meio do Instagram ( @todasdalei ) e do site oficial ( todasdalei.org ), oferecendo uma programação diversificada, que inclui análises de documentos oficiais, colunas escritas pelas próprias integrantes e indicações culturais, como livros, filmes e eventos. Sobre o livro "Ressignificando o sistema: feminismo, lacunas e resistência" A obra Ressignificando o sistema: feminismo, lacunas e resistência é uma coletânea de artigos escritos por integrantes do coletivo Todas da Lei. Composto por várias perspectivas sobre feminismos e gênero, o livro é um sonho concretizado durante o primeiro ano de existência do grupo. Está cheio de reflexões profundas, análises críticas e experiências pessoais e profissionais vivenciadas por mulheres que compartilham suas vozes, lutas e conquistas. De maneira técnica e muito apaixonada, contém problematizações que abordam o vasto universo de alteridades femininas de modo que cada texto oferece uma visão única e inspiradora sobre a complexidade dos feminismos contemporâneos e mostra como a opção política e pessoal de lutar por uma sociedade que trate a todos e todas com equidade e respeito aos direitos humanos de meninas e mulheres é uma necessidade urgente. Este livro é um testemunho do poder transformador das mulheres que respiram o Direito e não aceitam mais calar diante das injustiças que as assimetrias de gênero seguem causando na vida das mulheres brasileiras. O acesso ao e-book é gratuito, atendendo ao propósito das integrantes de democratizar o conhecimento acadêmico sobre igualdade de gênero. Confira no link: Ressignificando o sistema: feminismo, lacunas e resistência
- Susan Blum
Susan Blum Pessôa de Moura nasceu em 1963, em Curitiba. Foi professora universitária por mais de vinte anos e é oficineira de criação literária e contação de histórias por mais de vinte e cinco anos, em diversos locais como FCC e Celin da UFPR. É formada em Psicologia pela PUCPR, em Letras pela UFPR, é mestre em Estudos Literários pela UFPR e iniciou Doutorado na USP, na mesma área. Publica seus textos no blog Novelos Nada Exemplares e faz parte do Coletivo Marianas desde o início. Alguns textos da autora Bem na ponta dos pés, consegui tocar, com a ponta de meus dedos, uma estrela. Ela explodiu tal qual bolha de sabão e mil borboletinhas como purpurina escolheram reluzentes sob meus olhos... ...e você me diz que se apaixonou pelo brilho do meu olhar! Passagem sépia Na penumbra do quarto fechado apenas destoa acredita de sol que passa pela pequena abertura da cortina amarelada. Nela, outra cortina se forma, feita de pequenos pontos de pó que voam e sobrevoam na luminosidade esmaecida do quarto banhado em sépia. Na cama, o doente apenas olha. O fio da memória balança o olhar perdido que busca no pó e no amontoado das caixas antigas das recordações, uma visão dessa cortina esvoaçante de pós da sua infância. Mas é tarde, muito tarde... Pelo canto dos olhos cansados passa o coelho branco... Ele corre pelos corredores da vida... Ainda vislumbra rapidamente o pedaço da saia azul e alguns fios dourados de Alice que segue o coelho... Aproveitando as portas abertas de Barba Azul. Tudo passa a ser espaço de luz âmbar em um tempo sépia (...) mais e mais (...) até que (...) tudo o que restará do doente na cama será exatamente isso (...) uma foto, amarelecida pelo tempo, de uma criança lendo Alice. Textos publicados no livro Novelos nada exemplares , pela editora Amplexo. Livros Novelos nada exemplares (Amplexo, 2010) Segundos em pó (Donizela, 2023) Iara (Medusa, 2023) Podem ser adquiridos diretamente com a autora. Coautoria Então é isso? (Araucária Cultural, 2012) 48 contistas paranaenses (Biblioteca Pública do Paraná, 2014) Quam Sacer Cruor (Hecatombe, 2021) Um frasco de vida (Assis editora, 2021) Tuíra (Donizela, 2022) Nove meandros (Donizela, 2023) Folimpa (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 ( Anadara brasiliana Edições/ Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Susan Blum Blog Novelos Nada Exemplares Currículo Lattes Publicado por: Tânia d'Arc
- Edra Moraes
Edra Moraes (Edra Ferreira de Moraes) é escritora, multiartista e produtora cultural. Em 2016, recebeu a Bolsa da FBN para o livro Para ler enquanto escolhe feijão (Atrito Arte). Em 2023, o livro foi traduzido para o espanhol e lançado na Argentina, pelo grupo Caravana Editorial. Em 2022, estreou como contista com o livro Dispneia distópica (Patuá). Em outubro de 2023, lançou o livro de mininarrativas Serei breve , que faz parte da coleção do Mulherio das Letras. Em 2024, lançou o livro-objeto As lavadeiras (Atrito Arte). Alguns poemas da autora Do que cabe no CV Cabe o nome, a idade, o sexo Não cabe o gênero, o desejo e o complexo Cabem as datas que dão início e fim Não cabe a jornada, o pão feito em casa A tarde sem fazer nada Cabem as referências, o cargo e o salário Não cabe a honra, a fome, as trapaças Cabem as fotos da cabeça Não cabe a mão, a perna, nem gozo e desespero Cabem os diplomas, prêmios e as honrarias Não cabe o tropeço, o fracasso, a desistência Cabem as viagens e línguas estrangeiras Não cabe o poema, a lua e o flatmate Cabem penas de pavão recortadas no paint Não cabe desilusão, solidão e o recomeço Ode aos rotos (para Cruz e Sousa) os miseráveis, os rotos são flores do esgoto são mortos-vivos no shopping do crack esfarrapados da moda nunca roubam o suficiente para uma conta na suíça mendigos, exibidores de feridas são sobras sem uso social dejetos humanos são nossas fezes depois do banquete espelhos do nosso egoísmo reflexo sem maquiagem prova da nossa existência são o outro, vire o rosto não veja agora mas o você sem dente sorriu para você enquanto fuça na lixeira Livros As lavadeiras – livro-objeto (artes plásticas e literatura) (Atrito Arte, 2016) Para ler enquanto escolhe feijão – Bolsa Biblioteca Nacional (Atrito Arte/Kan Editora, 2016) Antologia poética – seleção dos textos (2021) Livro digital Dispneia distópica – contos (Patuá, 2022) Poems – Poemas (bilíngue) Serei breve – mininarrativas – Coleção Mulherio das Letras IV (Venas Abiertas, 2023) Para leer mientras eliges frijoles (Caravana Editorial, 2023) Da divina, da humana, da profana – tríade (Atrito Arte/Kan Editora) Coautoria Raízes : Brazilian women poets in translation I (Venas Abiertas) Eles não vão nos calar (Persona) Livro aqui Um dedo de prosa (Atrito Arte) Prêmio Off Flip (Off Flip, 2022) Livro aqui Coleção de poemas feministas (Persona) Antologia Casa Gueto (Patuá, 2022) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Prêmios Obras Literárias Digitais (2020) Memorial de Vivências – Literatura, Livro e Leitura (Unespar) Cultura nas Redes (2020) FCC Digital (2020) Saiba mais sobre Edra Moraes Portfólio Site sobre o projeto "As Lavadeiras" - Exposição-objeto Instagram Facebook LinkedIn YouTube Publicado por: Tânia d'Arc
- Salubria, organizado por Tamyris Torres
Sinopse Poemas e prosas de 37 autoras abordando a saúde mental das mulheres. Mais informações Organizadora: Tamyris Torres Editora: Donizela Ilustração: Maristela Ono Adquira direto com as autoras e organizadora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/salubria-sa%C3%BAde-mental-das-mulheres Contato da organizadora Instagram: https://www.instagram.com/tamyristorresoficial/ E-mail: livrosaudementaldasmulheres@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Gisela Maria Bester
Gisela Maria Bester é escritora gaúcha radicada há 26 anos no Paraná e há 14 também no Tocantins. É revisora de textos. Vem do direito, área em que foi docente, pesquisadora e autora. Fez mestrado e doutorado (UFSC), doutorado-sanduíche (Universidad Complutense de Madrid e Sapienza Università dia) e pós-doutorado (Universidade Clássica de Lisboa). Na escrita literária, desde 2022 publica contos, crônicas, poemas livres, haicais e haibuns. Integra coletivos literários (Marianas, Escreviventes, RuídoRosa, Mulherio das Letras, TPM) e grêmios de haicai. Em 2023 publicou o livro de poemas Pinte-me de Azul ! Alguns poemas da autora Sombra avulsa Há um prólogo que nasce nas sinapses e do varal esticado pingam letras ainda molhadas. Torcidas palavras secam ao vento enquanto fábulas querem ganhar vida, contudo, na moral da história, o tempo não quer passar; resigna-se, no entanto, porque foi inventado, mas, por quem? Já no aquário atravessam um harpão no pequeno peixe e como ele não sangra explicitamente, acham que não sente a dor. Enquanto isso, sente fome o dicionário de ser mais visitado sente sede o jardim de ser mais observado e eu sinto que em algum lugar estão as pessoas que tudo isso farão um dia. Na mordida da mordaça da lembrança tudo será reconstruído. E a luz voltará a entrar por aquelas brechas pelas frestas da própria memória de onde ainda trovejam sonhos. E então, um novo prefácio verterá dos teus olhos e logo um posfácio cairá do teu pulso. Poema publicado em Nós: textos de autoria feminina , pelo Selo Off Flip. Provador Prova a dor fiel provoca(dor). Nem um espelho por mais que afine e alongue tua silhueta consegue por nenhuma ilusão de ótica nenhum truque tirar-te a dor. Nem uma roupa por mais que te luza elegância brilho transparência luxo alegres cores tapa o tapa que levaste ontem. Vendedor de vestes espelho não desveste o bolor que n'alma vai nem acalma a sede e a fome da gulosa e aflita sanguessuga vista quando te desnudas no prova(dor). Poema publicado em Pinte-me de Azul! , pela Mondru. O peso de ser mulher O peso do mundo O peso da neurodivergência A mulher Leva Com poemas de berço Tornar-se cheia Terminar-se de fazer Costurando-se a si mesma Começando pelas veias E ocupar espaços na vida na página na cadeira na mancha da toalha de mesa e nas pernas de menstruação... Na calentura do sopro reacender O que já longe sumiu em memoricídeos Entre o peso da mentira E a expansão da verdade A mulher Leve Poema publicado em A mulher não sou eu , pela Mondru. Livros Cadernos de Direito Constitucional – Parte I (Síntese, 1999) Cadernos de Direito Constitucional – Parte II (Síntese, 1999) Direito Constitucional – Fundamentos Teóricos, Vol. 1 (Manole, 2005) Pinte-me de Azul! – poesia (Mondru, 2023) Coautoria Diários afluentes: 7 dias, 14 mulheres (RuídoRosa, 2023) Nós: textos de autoria feminina (Off Flip, 2023) A mulher não sou eu (Mondru, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo – autora e colaboradora (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná – poesia – autora e revisora (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Prêmios e reconhecimentos Prêmio Nacional Instituto Ethos – Jornal Valor Econômico de Sustentabilidade 1º lugar na categoria Professores (8ª Edição, 2008) Homenagem pública da Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional Tocantins, 2018) pela atuação como Diretora-Geral da Escola Superior de Advocacia (OAB-TO) Menção honrosa pela excelente participação e desempenho no n. 14 da revista literária portuguesa Ecos da Palavra (Amarante, 28 dez. 2022) Destaque no Prêmio Off Flip de Literatura + Humor com o conto “Pescaria” (Selo Off Flip, 2022-2023) Finalista do Prêmio Off Flip de Literatura – categoria Crônica com “Crônica da Chegada” (Selo Off Flip, 2023) Menção Honrosa no 37º Prêmio Yoshio Takemoto de Literatura 2023 com conjunto de haicais (Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil, 2023) Acadêmica da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Artes e Filosofia), cadeira 49, patronesse Wislawa Szymborska, de 2023 em diante 3° lugar no 7º Concurso de Haicai de Toledo (PR) – categoria Adulto Estadual (Kenzo Takemori, 2023) Livro inédito classificado no Prêmio Nacional Carolina Maria de Jesus (Ministério da Cultura, 2023) 1º lugar na categoria Haicais 38º Prêmio Yoshio Takemoto de Literatura (Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil, 2024) 4° lugar no 8º Concurso de Haicai de Toledo (PR) categoria Adulto Internacional/Nacional (Kenzo Takemori, 2024) Fundadora, coordenadora e curadora do Folhas Secas – Haicais Tradicionais (espaço da Revista Mar de Lá, números de fev. 2023 a fev. 2024, p. 11-12) 1° Troféu Capivara – Prêmio Literário da Cidade de Curitiba (TAUP, 2024) Reconhecimento Literário com Pinte-me de Azul! – Escritor Estreante Saiba mais sobre Gisela Maria Bester Instagram Facebook Beacons (repertório parcial de publicações) Falando de Literatura – Autora de Curitiba vence prêmio nacional de haicai Exposição da AVIPAF na Feira do Poeta de Curitiba Resenha de Gisela Maria Bester (p. 54-56) Prefácio de Gisela Maria Bester (p. 17-18) Publicado por: Tânia d'Arc
- Marianas 10, organizado por Rosana Barroso e Angela Ikeda
Sinopse Marianas 10 é uma coletânea realizada para comemorar os dez anos de existência do Coletivo Marianas , organizada por Angela Ikeda e Rosana Barroso Miranda e publicada em parceria com as editoras Donizela e Anadara brasiliana Edições . O projeto gráfico e a diagramação são de Andréia Carvalho Gavita , a ilustração da capa é de Daniela Pace Devisate e a revisão é de Tânia d’Arc . O livro tem a participação de 38 autoras do coletivo, que colaboraram com poemas, prosas e ilustrações: Adriana Alexandre , Adriana Tozzi , Andréia Carvalho Gavita , Angela Ikeda, Ange Pugliesi, Araci Maria Labiak, Cida Varela , Danielle Rech, Débora Bacchi , Edra Moraes , Elciana Goedert , Elisabete Neumann , Francine Cruz , Gisela Maria Bester , Iandella Cape, Ieda Vidal , Jaqueline Balthazar Silva , Ji Negrão , Jô Macario , Jussara Nascimento, Letícia Lopes , Lilian Miranda , Luciana do Rocio Mallon , Maísa Cardoso , Márcia Pfleger , Maria Lorenci , Maristela Ono , Nanci Reis, Neysi Oliveira , Priscila Prado , Rita Delamari , Rosa Maria Mano, Rosana Barroso Miranda , RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Susan Blum , Tânia d’Arc e Valeria Borges . Mais informações Organizadoras: Angela Ikeda e Rosana Barroso Miranda Editoras: Donizela e Anadara brasiliana Edições Adquira direto com as autoras e organizadoras ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/marianas-10 Contato das organizadoras Instagram: https://www.instagram.com/rosana.barroso7/ https://www.instagram.com/angikeda/ E-mail: angela.ikeda@gmail.com anadarabrasiliana@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Idade é fogo, organizado por Maria Lorenci
Sinopse Idade é fogo é uma antologia do Coletivo Marianas que reúne poemas e prosas de 37 escritoras abordando o etarismo. Autoras: Aglaé Gil , Andréia Carvalho Gavita , Ange Pugliesi, Angelita Alves , Araci Maria Labiak, Bárbara Lia, Beth Fernandes, Cida Varela , Cristiane Lopes, Daniela Pace Devisate, Elciana Goedert , Gisela Maria Bester , Jaqueline Balthazar Silva , Laura Monte Serrat , Lilian Miranda , Lira Agibert, Luci Collin, Maria Elizabeth Candio, Maria Lorenci , Maria Quarentei, Marilena Wolf de Mello Braga, Micheliny Verunschk, Nanci Reis , Neuzi Barbarini, Neysi de Oliveira , Priscila Prado , Rita de Cassia Lins e Silva, Rita Delamari , Rosa Maria Dantas, Rosa Maria Mano , RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Sonia Cardoso , Susan Blum , Susi Monte Serrat, Suzi Pereira e Valeria Borges da Silveira . Mais informações Organizadora: Maria Lorenci Editora: Donizela Revisão: Aglaé Gil Ilustração: Adriana Tozzi e Laura Monte Serrat Prefácio: Janice Nodari Paratexto da 4ª capa: Elieder Corrêa da Silva Colaboradora: Gisela Maria Bester Adquira direto com as autoras e organizadora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/idade-%C3%A9-fogo Contato da organizadora Instagram: https://www.instagram.com/maria_lorenci_mako/ E-mail: lorencimaria7@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Intolerância: da fé à fúria, organizado por Letícia Lopes
Sinopse Intolerância: da fé à fúria é composto por contos, poemas e testemunhos que vão desde uma fé profunda até dores e decepções de quem não consegue mais se apegar a nenhuma esperança sobrenatural. Um manifesto contra a intolerância religiosa e, principalmente, um chamamento ao acolhimento, ao amor e à tolerância. Autores: Adriana Alexandre , Adriana Tozzi, Alethea Silveira, Analine Prehs , Andréia Carvalho Gavita , Brenda Ferrari, Bruno Bossolan, Daniela Amaral , Danielle Rech, Débora Bacchi , Elciana Goedert , Elenice Padilha Belniak, Elisabete Neumann , Francielle Costacurta, H. L. Lopes, Ji Negrão , Julia Thomaz dos Santos, Juvi Honório, Letícia Lopes , Luciana do Rocio Mallon , Lucielle Reis, Maria Lorenci , Marli Voigt , Nádia Burda , Ná Silva , Paulo Rizotte, RoCastro, Rose Rocha, RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Sonia Cardoso , Susan Blum e Vanessa Porto . Mais informações Organizadora: Letícia Lopes Editora: Donizela Revisão: Letícia Lopes Ilustração: Maristela Ono e Débora Bacchi Adquira direto com as autoras e organizadora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/intoler%C3%A2ncia-da-f%C3%A9-%C3%A0-f%C3%BAria Contato da organizadora Instagram: https://www.instagram.com/leticia.lopes.ferreira/ E-mail: leticiafirst@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Can, A Cachorra Escondida Por Trás da Palavra Cansada ée um texto de Luciana do Rocio Mallon
Quando eu era criança pensava que o feminino de cão era can. Numa tarde de primavera, vi uma cachorra de rua e exclamei para a minha vó: - Olhe lá: - Uma can! Porém ela corrigiu: - Não é can. - O nome certo é cadela, a esposa do cão . Deste jeito eu perguntei: - Mas se feminino de cachorro é cachorra, por que a esposa do cão não pode ser cã? A idosa exclamou: - Não faça pergunta difícil, menina! A partir daquele instante, toda a vez que uma moça dizia: - Estou cansada! Eu imaginava uma cachorra de rua, velha, doente e macucada ao lado dela. Na verdade eu via uma can, uma cadela triste e imaginária que ficava ao lado de pessoas fadigadas depois de um árduo dia de trabalho ou de alguma atividade pesada. Este animal imaginário funcionava como um anjo que ficava com uma parte do cansaço da pessoa para amenizar o corpo e a alma do ser humano. O problema é que toda a vez que trabalho demais e me esforço além da conta chego a ver, até hoje, uma can ao meu lado. Esta cachorra idosa e triste só vai embora depois que tomo banho e durmo. Mas a can sempre me deixa uma surpresa no dia seguinte: - Um osso de esperança para ser roído, aos poucos, cada vez que me esforço.
- Shirley Pinheiro
Shirley dos Santos de Oliveira (Shirley Pinheiro) nasceu em Curitiba e escreve desde a infância. Formada em estudos sociais e pós-graduada pela PUC, participou de várias antologias desde 2015, dentre elas, a comemorativa do Dia Internacional da Mulher, do Mulherio das Letras Lisboa. Publicou seu primeiro livro Mercúria em 2018. Em 2020, participou da antologia Tuíra , pelo Coletivo Marianas. Também participou das Escrituras negras I, II, III e IV, Eróticas yabás e muitas outras. Alguns poemas da autora Quando eu for brisa e você sentir um leve toque em seus lábios, Serei eu, depositando neles os beijos que a vida não me permitiu lhe dar! Publicado em Mercúria , pela Bolsa Nacional do Livro. Muros invisíveis De um universo cheio de controversos Nasceu aquela menina. Caminhou dentro do branqueamento, embalada e protegida do preconceito. Uma certeza apenas! Um dia estaria sozinha, sem muros de proteção Neste universo diverso se reconheceu então Era negra sim! Publicado em Escrituras negras II , pela Editora Ixtian. Livros Mercúria (Marianas Edições, 2018) Compras direto com a autora. Coautoria Poetas malditos (Insight, 2015) Conexão Feira do Poeta III (Nogue Editora, 2017) Conexão Feira do Poeta IV (Nogue Editora, 2018) Conexões atlânticas – Brasil/Portugal (In-Finita, 2018) Parnaso poético II (publicação independente, 2018) Parnaso poético III (publicação independente, 2019) Mulherio das Letras Portugal – edição comemorativa ao Dia Internacional da Mulher (In-Finita, 2019) Conexão Feira do Poeta V (Nogue Editora, 2019) Tuíra (Donizela, 2019 e 2022) Conexão Feira do Poeta VI (Nogue Editora, 2020) Livro das Marias II ( Ixtian , 2020) Escrituras negras I (Ixtian, 2020) Escrituras negras II (Ixtian, 2021) Quan sacer cruor (Urutau, 2021) Parnaso poético IV (publicação independente, 2021) Enluaradas Saravasti, 2021) Marianas (Marianas Edições, 2021) Mulher & poesia: empoderamento da mulher (Darda Editora, 2021) Escrituras negras III (Ixtian, 2022) Escrituras negras IV (Ixtian, 2023) Escrituras negras V (Ixtian, 2024) Escrituras negras VI (Ixtian, 2024) Eróticas yabás (Anadara brasiliana Edições, 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Shirley Pinheiro Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc
- Coletivo Marianas participa do Festival Ocupa Riachuelo com livros e outros produtos artísticos
Nos dias 8 e 9 de fevereiro, o Coletivo Marianas vai participar do Festival Ocupa Riachuelo , que acontece na rua de mesmo nome, no centro histórico de Curitiba, das 11h às 20h, com entrada gratuita. Várias integrantes do grupo vão expor seus livros e demais produtos artísticos e literários, mas o evento contará com um grande leque de atrações relacionadas a outros setores também, como moda autoral e sustentável, esportes variados, gastronomia e música. O principal objetivo é ocupar a rua da capital paranaense com alegria, diversidade e celebração e promover o comércio local. O Love City , bar de skate localizado na Rua Riachuelo, número 500, é um dos principais pontos do festival, oferecendo um espaço com pista de skate, opções gastronômicas, exposições, feiras e desfiles de carnaval. Já o Cataia Bar , que fica na Praça 19 de Dezembro, marcará presença com uma programação musical especial e exposições fotográficas. Confira a programação do Festival Ocupa Riachuelo Love City Endereço: Rua Riachuelo, nº 500. Exposição “Suporte Movimento”, desfile de carnaval de Lu Glóz e apresentação da banda Rivotrio com o DJ Manzana. Cataia Bar Endereço: Rua Praça 19 de Dezembro, nº 13. Exposição “Travessia Caiçara” do fotojornalista Maycon Hoffmann, com apresentação de Rubia Divino e Samba do Cassim e uma festa de esquenta para o Festival no dia 7 de janeiro com o grupo Fandango Ubá. Praça 19 de Dezembro Sessão de yoga ao ar livre com Kali Ananda e ocupação por diversos bloquinhos de carnaval. Projeto Linogravura Realiza oficina de criação de carimbos, ministrada por Letícia Mancebo, com um custo de R$80,00 para participar. Alguns dos livros expostos pelo Coletivo Marianas Entre os livros que serão expostos pelo Coletivo Marianas no Festival Ocupa Riachuelo estão algumas das antologias de que o grupo participa, mas em ambos os dias haverá muitos outros títulos coletivos e individuais, de diversas integrantes e editoras.
- Xalé Negro é um conto de Letícia Lopes
Hoje vai ter um baile e quero dançar. Meus pés enfiados em botinhas pretas me chamam. Meus olhos escuros no espelho me chamam. Eu tenho um espelho grande em que verifico todos os detalhes da imagem refletida. A saia escura que chega até as ponta das botas. As mangas da blusa clara que chegam até os pulsos e os apertam. As franjas do xale negro que chegam até os quadris. Mas o colo está livre. Livres clavículas, veias, artérias. Um baile em um galpão de madeira. É agora. Foguinhos ligados a um fio preto no teto derramam a luz amarela. O piano velho e desafinado toca a valsinha antiga: “um-dois- três, um-dois-três, um-dois-três...” Valsinha desenxabida e querida. Não gostei do barulho que minhas botas fizeram ao entrar no galpão. Toc, toc, toc no chão de madeira empoeirado. Todo mundo pode ouvir meus. Toc, toc, toc. Está todo mundo olhando para mim? Reprimo o esgar de minha boca. Finjo. Cumprimento um, sorrio para outra. Boa noite, boa noite. Podem olhar, irmãos, irmãs, não vão encontrar. Levei a vida aperfeiçoando esta pessoa reta, este porte modesto (mas, quero crer, altivo), os cabelos domados, o queixo baixo, o olhar médio, o quase sorriso, o andar contido, as mãos juntas. Hoje me dei o prazer de uma gola aberta, mas não faz mal, é noite de baile. Boa noite, boa noite. Toc, toc, toc. Atravesso o galpão e me sento em um banco duro e comprido de sarrafo junto à parede de madeira. Mas não me encosto, mantenho as costas empertigadas. Paredes de galpões de madeira, com aquele cheiro e o pó, sob aquela luz mortiça, Deus me livre de bichos que correm por essas paredes de madeira, pelos chãos do mundo, Deus me livre de me acharem, se enroscarem em meus cabelos, em meu xale, em meu pescoço, nessa minha vida. Um burburinho na entrada anuncia a chegada de um grupo diferente. Homens. Olho assim, quase desinteressada. Homens sempre os mesmos. No começo, podem significar uma porção de coisas e, no fim, não significam nada. Mas para dançar uma valsa, quero um homem e me ponho a observar. E estou observando quando, do meio daquele grupo que se espalha entre os casais que dançam, enquanto estou sentada ali sozinha no banco de madeira, uma figura se destaca e se aproxima. Uma figura de homem. Um homem que é ele. Meus olhos pasmados o percorrem. Veste um uniforme militar verde-oliva, novo e condecorado, botas altas e escuras. Carrega um quepe sob um dos braços dobrados e traz o sorriso mais aberto , como se nos tivéssemos visto ontem e nas melhores relações. Ele se inclina, coloca o quepe sobre o banco e me estende a mão, um convite de silêncio no olhar e no sorriso. Todos os presentes, sem parar de fazer o que estão fazendo e ao mesmo tempo, voltam a cabeça para olhar em nossa direção. Então, por um segundo tudo para – só por um segundo –, até a valsa. Com um sobressalto, penso que é evidente que não vou aceitar, não vou segurar aquela mão estendida, não vou me erguer daquele banco. Não vou me comportar como se nos tivéssemos visto ontem e nas melhores relações. Valsar com ele, não. Só que vejo meu braço se mover e as pontas dos meus dedos tocarem as pontas dos dedos dele. Levanto para dançar. E noto que meus lábios se abrem em um sorriso. Formamos um par e saímos rodando. Um-dois-três, um-dois-três, um-dois-três... Quantos olhos nos acompanham, como insetos, no mesmo ritmo, um julgamento atrás de cada olhar? Seguem nossos movimentos, nossos olhos, nossos lábios. Ainda sorrindo, ele os ignora, finge ignorar. E finge ignorar que eu não o amo mais. Este homem dançando comigo está vivo. A mão que tomou a minha mão é quente; é firme o braço que me enlaçou e me conduz. É nesse enlace que duvido de que meu amor tenha acabado. O amor dele, sei que houve nunca. E, na valsa, os olhos dele brilham como se houvesse. Luzes de Natal. O sorriso dele brilha. E o rosto dele, tão perto do meu, me ofusca. Vamos às voltas, eu não preciso fazer nada, mal posso tomar fôlego. Em momentos, meus pés saem do chão. Um-dois-três, um-dois-três... Roda, roda, roda, roda... Ele murmura. O que ele está dizendo? O que você está dizendo? O quê? Rodamos. Meu xale negro desliza das minhas costas para o chão. Meus cabelos se desprendem e voam pelas minhas costas, batem no meu rosto, roçam o rosto dele. Rimos. Ele fala, mas o que ele diz, meu Deus? Rodamos um-dois-três, um-dois-três... Ele ri, eu rio. De repente, ele me beija. Roda. Ele me quer. Um-dois-três... Eu vou. Dá-me por garantida. Presa, caçada pronta. Sou eu? Viro meu rosto de um lado a outro na valsa-roda-caçada para evitar ou encontrar o dele, afogueado, os olhos dele brilhantes, os lábios dele úmidos, seus dentes, sua língua, seu hálito em minha boca, meu colo, meu pescoço... Ainda dançamos? É isso que estamos fazendo? Um-dois... Algo assim, no meio do baile? Do galpão? A nossa volta todos os amigos, inimigos... Ele enlouqueceu? Preciso fugir? Não quero. Quero ceder, mas isso não pode. Quero ceder a isso que talvez não seja fome, mas gula. Quero ceder aqui mesmo, neste salão em que todos os olhos-insetos nos queimam, os ouvidos ouvem e as bocas calam. Não pode. Me debato, empurro, grito. Em vão, ele não para. Ninguém faz nada. Não veem? Se ninguém faz nada, se ele não para, a louca sou eu, não ele. Deliro que estou me debatendo e gritando, que ele é um animal que fareja , pula, lambe, arranha, morde e rasga minha carne. Sou louca, estamos apenas dançando. Nada mais. Uma valsa antiga. Um. Dois. Três. Eu me debato, viro-lhe costas e o abraço dele se desfaz. Caio de joelhos no chão de madeira. Respiro profunda e rapidamente, as palmas das mãos no chão sujo, os joelhos doem de encontro à dureza. A poeira que sobe do chão me sufoca. Espero que ele me ajude a levantar, mas ele não desce àquele chão. Não sinto suas mãos em meus ombros, não sinto sua respiração. Não o escuto. Os casais continuam dançando ao meu redor. Ninguém vem. Estou de joelhos no meio de um salão de baile. Volto-me devagar. Onde ele está? Onde ele foi? Ainda de joelhos, rodo a cabeça para olhar em todas as direções. Pessoas dançando a valsa velha. Ninguém vem em meu auxílio. Devagar, ofegando, eu me levanto com a ajuda das minhas mãos no chão sujo de madeira. Limpo as mãos na saia como posso. Recolho meus cabelos espalhados como posso, junto meu xale pisoteado e sujo, busco dar um aspecto mais decente a minha figura. Em pé, procuro. Onde ele está? Desvio dos casais e procuro. Nenhum olhar encontra o meu. Então novamente um sobressalto. Vejo uma figura que me aterroriza. Não dança, não está nem em pé. Em um dos cantos do galpão, sentada em um banco comprido de sarrafo encostado à parede, ela observa os casais que dançam. De saia escura e longa, blusa clara, de mangas compridas, a mulher aperta um xale negro fortemente contra o pescoço escondendo o colo, clavículas, veias e artérias. As costas estão bem empertigadas, para não encostar na parede e correr o risco de que algum bicho se enrosque em seus cabelos. Os pés em botinhas se movem um pouco no chão empoeirado de madeira, como se valsasse, um-dois-três, um-dois-três enquanto sonha com visitas de amores mortos e desejos velhos.
- 74° Letra de Mulher: lançamento da antologia Idade é fogo e onze anos do Coletivo Marianas
O primeiro Letra de Mulher de 2025, evento mensal do Coletivo Marianas, será marcado pelo lançamento do livro Idade é fogo , antologia sobre etarismo que reúne 37 autoras com cinquenta anos ou mais. A obra foi proposta por Marilza Terezinha Mendonça, nascida em 1947, e organizada por Maria Lorenci , nascida em 1958. Como é costume, o encontro acontecerá em um domingo, no dia 2 de fevereiro , na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30), das 10h às 13h , e contará com apresentação da obra, roda de conversa, leitura dos textos e sessão de autógrafos com as autoras presentes. Além disso, as integrantes do Marianas aproveitarão a oportunidade para celebrar os onze anos do coletivo. Idade é fogo estará disponível para compra no dia, mas é possível encomendá-lo também pelo site da Editora Donizela neste link .
- Coletivo Marianas lança antologia em comemoração aos dez anos do grupo
No dia 20 de outubro de 2024, o Coletivo Marianas se reuniu para o lançamento da antologia Marianas 10 , organizada para celebrar os dez anos do grupo. O evento aconteceu durante a 71ͣ edição do Letra de Mulher — roda mensal do coletivo, aberta ao público, que acontece todo primeiro domingo de cada mês na Feira do Poeta, no Largo da Ordem, em Curitiba, das 10h às 13h. As coautoras se reuniram para falar sobre a obra, fazer leitura dos textos e dar autógrafos. Foi um um momento de muita força, troca e festa! Na mesma ocasião, Priscila Prado , integrante do coletivo e uma das coautoras da antologia, também apresentou o livro de micropoemas Fósforo . Ambos podem ser adquiridos diretamente com as autoras ou no site da Donizela . Confira alguns registros desse momento tão especial Sobre o Marianas 10 Marianas 10 é uma coletânea realizada para comemorar os dez anos de existência do Coletivo Marianas, sendo organizada por Angela Ikeda e Rosana Barroso Miranda e publicada em parceria com as editoras Donizela e Anadara brasiliana Edições . O projeto gráfico e a diagramação são de Andréia Carvalho Gavita , a ilustração da capa é de Daniela Pace Devisate e a revisão é de Tânia d’Arc . O livro tem a participação de 38 autoras do coletivo, que colaboraram com poemas, prosas e ilustrações: Adriana Alexandre , Adriana Tozzi , Andréia Carvalho Gavita , Angela Ikeda, Ange Pugliesi, Araci Maria Labiak, Cida Varela , Danielle Rech, Débora Bacchi , Edra Moraes , Elciana Goedert , Elisabete Neumann , Francine Cruz , Gisela Maria Bester , Iandella Cape, Ieda Vidal , Jaqueline Balthazar Silva , Ji Negrão , Jô Macario , Jussara Nascimento, Letícia Lopes , Lilian Miranda , Luciana do Rocio Mallon , Maísa Cardoso , Márcia Pfleger , Maria Lorenci , Maristela Ono , Nanci Reis, Neysi Oliveira , Priscila Prado , Rita Delamari , Rosa Maria Mano, Rosana Barroso Miranda , RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Susan Blum , Tânia d’Arc e Valeria Borges . A ilustração da capa foi escolhida por ilustrar o ambiente marinho e seus habitantes — peixes, cavalo-marinho, estrela-do-mar, garrafa ao mar, sereia mitológica —, já que o nome Marianas também nos faz lembrar da Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos. O cavalo-marinho foi originalmente idealizado por Andréia e desenhado por Gabriel Rezende . Esse espécime biológico foi escolhido coletivamente para simbolizar o projeto de publicação do grupo, o Marianas Edições, e ilustra as capas dos 33 livros publicados entre 2016 e 2019. Além disso, o cavalo “mariano” foi desenhado com corpo de diatomáceas (algas) e chifre de unicórnio, para nos mostrar que a arte e a escrita são baseadas em realidade e ficção, sempre nos fazendo mergulhar nos mares da psique humana. O ser mitológico que também está mergulhado na ilustração da capa, a sereia, nos remete ao “maldito” canto dessa figura, o que é uma injustiça, pois a voz forte, sincera e mágica das fêmeas (reais ou inventadas) associada a maldições é puro oportunismo patriarcal. Cavalo-marinho desenhado por Gabriel Rezende para simbolizar o projeto de publicação Marianas Edições. Sobre o coletivo O Coletivo Marianas foi idealizado em 2014 para divulgar e promover a arte e a literatura com autoria de mulheres por meio da realização de atividades culturais e publicação de livros impressos e digitais de suas integrantes com a parceria de editoras independentes. O nome Marianas foi escolhido para homenagear a escritora, poeta, educadora e jornalista Mariana Coelho , autora, dentre outros, do livro A evolução do feminismo , publicado em 1933. Este texto foi originalmente publicado no site da Editora Donizela .
- Coletivo Marianas e editoras de Curitiba promovem feira de livros, lançamentos e sarau na Casa Pagu
O Coletivo Marianas e o GREI , grupo de editoras independentes, estarão juntos em mais um evento literário. Dessa vez, será no café e bar Casa Pagu , localizado na Rua Benjamin Constant, 400, na cidade de Curitiba. E acontece das 17h às 21h, no dia 21 de dezembro de 2024. O encontro é uma iniciativa do GREI chamada "GREI por aí". Trata-se de uma minifeira de livros produzidos pelas editoras do grupo e realizada em diversos espaços da cidade e da Região Metropolitana. Nesta primeira edição, conta com exposição das obras literárias, artigos de papelaria, sarau com microfone aberto e tem o Coletivo Marianas como convidado especial. Programação completa A exposição dos livros do grupo de editoras independentes e do Coletivo Marianas acontecerá a partir das 17h e a entrada é gratuita. Os lançamentos e sessões de autógrafos começam a partir das 17h30, e o sarau acontece das 20h às 21h. Confira a programação completa. 17h – Exposição de livros 17h30 – Ataque Fegatello , de Lua Bueno Cyríaco (BuruRu, 2024) 18h – O Natal do Beto , de Tânia d'Arc (Donizela, 2024) 19h – Poemas de uma boca suja , de Márcia Pfleger (Patuá, 2024) 20h – Idade é fogo , de várias autoras, org. Maria Lorenci (Donizela, 2024) 20h – Sarau com microfone aberto Resumo do evento Quando : 21 de dezembro de 2024 (sábado) Horário : das 17h às 21h Onde : Casa Pagu – Rua Benjamin Constant, 400, Curitiba Quanto : grátis
- Márcia Pfleger
Márcia Adriane Pfleger (Márcia Pfleger) é escritora e jornalista de Curitiba. Em 2015, lançou Caneca de café com versos , pela Editora 7Letras. Tem poemas e contos publicados em revistas, jornais e sites de artes e de literatura. Foi um dos destaques citados no "Dossiê Woolfianas – Mulheres que Escrevem nos Séculos XX e XXI", organizado pela UFPR, e em 2021, foi finalista do Prêmio Off Flip (poesia). Integra a coletânea nacional As mulheres poetas na literatura brasileira , pela Arribaçã. Em 2020, lançou Camélias afônicas , pelas Marianas Edições. Alguns textos da autora A mulher do fim do mundo ter dentro de si algo acontecendo como um silêncio (não é qualquer coisa) atrás do balcão os seios dela apontam a rua qual a sensação de jogar longe os sapatos a sola nua dos pés rilhar o asfalto? pela manhã terá anseios de esgrima com as agulhas de tricô ser o Unabomber entupindo a válvula das panelas de pressão às vezes dentro de si algo gigantesco estala... mas ela sabe que em Ushuaia as geleiras desmoronam em acordar as gaivotas que adormecem embaladas por um braço do oceano. Picnic underground Cortar fora os olhos com um volteio de krav magá. Nem distar pela janela as mangueiras ensuquecidas no pomar alheio nem ejacular os olhos pelas pernas da filha do vizinho (ela usa a cerca elétrica como meias de redinha) impossível – impossível tocar. Gula sexo e inveja: a voracidade do que entra e do que sai pela boca é a mesma. Eu faria um turn out com um fusca 67 Acrobacias numa árvore de mangas só pra espiar pela janela Jogaria uma pedra da vesícula com um bilhete enrolado convidando-a para um picnic underground no porão do bar. Mas aí a tia Dilce (sim, ela mesma, mora comigo, o sobrinho amado) esticaria seu cabo submarino da garganta até meus ouvidos – esquema de injetar o grito no córtex, you know? – e 20 helicópteros em conjunção solar derrapariam no espaço com morteiros apontados pra mim. Sustente uma ereção com isso, quem? Agora o relógio mingua perdendo segundos de sangue gota a gota tac tac tac (num balde esmaltado). Todos os olhos do mundo em cima de mim e a tia Dilce me arrastando pelo piercing do nariz. O mundo – e a tia Dilce O mundo – e a tia Dilce O mundo – e a tia Dilce Afinal quem se importa com uma paixão adolescente pela esfinge que usa meias de redinha para apanhar meus olhos do tamanho de goiabas? – “O mundo”, a tia disse. (Capítulos II e III geminados): Fazia uma manhã quase helvética quando o pequeno urso saiu a passeio. O dia estava lindo para uma selfie e todos querem fingir uma prainha só pra quicar nas redes sociais neonazicolunistas. (Epílogo): Depois de arrancar discurso até dos capitólios, encho a mochila com os cadernos encouraçados onde escondi as bobagens que… A vida brincou de mim enquanto eu brincava ser uma poça d'água. Na casa ao lado, você estará à janela sem nunca saber o nome de todas as constelações que batizei por teus olhos… Do lado oposto estou eu indo embora. Silêncios Fura o travesseiro de penas e ali esconde as lamúrias O esforço inútil de varrer calçadas em dias de vento Colar objetos quebrados com cuspe, sem dizer palavra Coisas escorrem dos cantos mal rejuntados que ensopam chinelos de pano O teu silêncio é cheio de vazamentos Livros Caneca de café com versos (7Letras, 2015) Camélias afônicas – e-book (Marianas Edições, 2020) Poemas de uma boca suja (Patuá, 2024) Coautoria As mulheres poetas na literatura brasileira (Arribaçã, 2021) Prêmio Off Flip – poesia (Off Flip, 2021) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Márcia Pfleger Unha que risca a lousa Publicado por: Tânia d'Arc
- Má, de Neysi Oliveira
Sinopse Os poemas de Má , escritos no período pós-pandemia, trazem mulheres fora do padrão esperado pela sociedade, as que incomodam, surpreendem e são protagonistas de suas próprias histórias. Mais informações Autora: Neysi Oliveira Editora: Donizela Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/m%C3%A1 Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/neysioliveira Telefone: ( 41) 98734-4820 Publicado por Tânia d'Arc
- Poemas para brincar nas quatro estações, de Francine Cruz
Sinopse Poemas para brincar nas quatro estações contém 40 haicais que reúnem num mesmo cenário os encantos da natureza e as alegrias da infância em cada uma das estações do ano. Como o nome já diz, são pequenos poemas a serem experimentados por crianças de todas as idades, até mesmo as que já são avós, mas mantém os sonhos e o entusiasmo da infância. Mais informações Autora: Francine Cruz Editora: Donizela Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/poemas-para-brincar-nas-quatro-esta%C3%A7%C3%B5es Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/francinecruzescritora E-mail: francinecruz2011@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Jô Macario
Jocilene Macario da Silva (Jô Macario) é mulher preta, poeta, percussionista, cantora, compositora e cronista. Escreve desde os doze anos, transformando sua vivência em crônicas e poesia. É organizadora e declamadora em saraus e eventos na cidade de Curitiba e RM. Idealizadora do coletivo Pretas com Poesia, integra a Rede de Mulheres Negras, Roda de Samba Maria Navalha e Baque Mulher Curitiba. E foi umas das finalistas no prêmio Carolina Maria de Jesus com seu 1° livro. Alguns poemas da autora De cor Aquieta sobre o som da morada Presa escondida como cárcere Noturna insônia a chave não tem Sobeja a palavra para o além Sussurram os mortos do bem Venham, chegam A festa nas estrelas todos estão Contam como é o paraíso de cada um Choram pelo inferno que lhes conduz “O ruim está aqui” grita outro Ouço com desconforto Falam sobre sua existência em vida Os amores vividos As dores esquecidas Conselhos dos nobres vou anotar As somas dos acordes tentam explicar Em meio à gargalhadas sinto a presença na madrugada dos que foram longe Não os vejo mais Pergunto sobre os anjos, deus e seus encantos Falo e não brinca o de chapéu Digo tudinho sobre o réu Pois diga, quero ouvir É bonito e sem suor Dança sobre a sorte seu jogo é a morte aos que não souberam acordar. É vaidoso, as vezes rancoroso Sabe tudo que estamos a falar Traz consigo o ressentimento do expulsar Rejeitado com a cabeça erguida traz a soma da certeza de que um dia vence a briga. Do santo dele quero falar É forte sobre o seio do seu trono Escondido, mas é Orixá Intocável em seu recanto Quem o viu diz que é santo Mas é Orixá O da cor não odeia Ama a todos e pronto Não tem a fisionomia dos brancos Roça a terra e planta a semente em todos os cantos Tem um chapéu de palha na mão uma bengala Sorri em meio ao pranto Parece até eu em vida Na labuta de todos os dias Plantava e não comia Construía e não morava Criava e não crescia Pobre deus da senzala Despedi a luz do dia Agradeci a companhia Voltem quando a lua voltar Mas um sol veio e me deixou pensar Onde um dia vou morar? Se chama gato Eu queria ser um gato Um felino, um leopardo Enxergar o oculto do além Ser acariciado sem saber por quem Subir altos lugares Bocejar nas dificuldades Ser dono das 7 vidas Traçadas bem regidas Ter meu lugar de necessidades sem pagar imposto Me esconder no meio do dia sem encontros Não precisar sorrir para ser amada Só passar entre as pernas nas chegadas E pedir um afago não cobrado Viro a mulher gato segura na noite do beco Gata preta, defesa na rua, que arranha e morde sem culpa Pula entre as cidades e viaja no colo dos que permanecem Se lambe, se afaga Foge da água que afoga Volta para o lar que a implora Não castrada faz a aliança com marginalidade Cria revolução dos bichanos Confunde os que a amam E desfila Com seu rabo encorajado. Terezas e Benguelas E eu que sou negra todo dia Negra na rua, no corre, na lida Negra na noite e na luz da vida Rotulada Escrava ou a mulata Objetificada e hipersexualidade Não pode ser doutora Ou pós-graduada. Há Vozes de muitas trazendo o contrário De Conceição Evaristo A Megg Rayara existo De Sueli Carneiro A Iyagunã Dalzira resisto Que grandes mulheres somos Tão pequenas diz a sociedade Somos ministras de coragem Criando um quilombo em cada lugar Tantas Terezas líderes de seus lares Abandonadas pela desigualdade Mas que regem a vida e lutam por igualdade Olhe para o lado tem uma Benguela aí Com olhos firmes e punho cerrado Cabeça erguida e coração guiado Olhe para o lado tem uma Tereza aí A abrace e sinta a sua verdade A abrace e sinta sua coragem Mulher preta toda ancestralidade Livros Prima mulier (Donizela, 2024) Coautoria Poesia afro-curitibana (Humaitá, 2023) Campoesiar (Movi, 2023) Pretas com Poesia - autora, organizadora e curadora (Donizela, 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Jô Macario Instagram Publicado por: Tânia d'Arc
- A fábula da formiga Bernadete, de Maísa Cardoso
Sinopse Em A fábula da formiga Bernadete você vai ver um bambolê para chamar de seu. Ali, bem debaixo dos nossos pés, o comportamento de uma formiga vai balançar com todo o formigueiro. Cabe à Rainha, com sua sabedoria, desvendar essa situação. E o que um bambolê tem a ver com essa história? Caros leitores de todas as idades, preparem-se para bambolear nesta fábula, que também pode acontecer por aqui, no mundo dos humanos, e que vai encantar as gentes de todos os cantos! Mais informações Autora: Maísa Cardoso Editora: Insight Adquira direto com a autora ou pelo link: https://editorainsight.com.br/produto/a-fabula-da-formiga-bernadete/ Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/maisacardoso.escrita/ Telefone: ( 41) 99918-0448 E-mail: profmaisa.escrita@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Contornos e contrastes, de Rita Delamari
Sinopse O livro Contornos e contrastes faz parte do projeto de publicação com autoria de mulheres do Coletivo Marianas. A poesia de Rita Delamari fala de superação, dos saberes da mulher e da natureza. A descoberta da força que carregamos transborda emoção em letras. A água que corre sem parar, contornando os obstáculos até o encontro com o mar. Fala de paixões, maturidade feminina, coragem de amar. Intenso e suave, gostoso de ler, envolvente... Desenha a vida articulando sentimento e razão; fantasia e realidade; e muito amor! Mais informações Autora: Rita Delamari Editora: Marianas Edições Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.amazon.com.br/Contornos-Contrastes-Rita-Delamari-ebook/dp/B09NM7VHWS Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/ritadelamariescritora/ Telefone: ( 41) 99632-4801 E-mail: ritadelamari@hotmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Integrantes do Coletivo Marianas recebem troféu e reconhecimento literário em prêmio da cidade de Curitiba
As escritoras Francine Cruz e Gisela Maria Bester , integrantes do Coletivo Marianas, receberam troféu e Reconhecimento Literário no Prêmio Literário da Cidade de Curitiba , com as obras de poesia Poemas para brincar nas quatro estações (Arpillera, 2023) e Pinte-me de Azul! (Mondru, 2023). O prêmio é uma iniciativa da Editora Toma Aí Um Poema (TAUP) com o apoio cultural da Lei Paulo Gustavo e busca valorizar e incentivar a produção de literatura da capital paranaense. Voltado exclusivamente para autores residentes em Curitiba, o prêmio busca reconhecer sua excelência literária e inspirar a próxima geração de escritores da cidade. O projeto conta com o suporte de um corpo de jurados altamente qualificado, selecionado pela editora, garantindo a transparência e a imparcialidade no processo de julgamento. Abrange diversos gêneros literários e é composto por quatro categorias: Melhor Livro; Escritor Estreante; Roteiro Original; e Escritor Juvenil. Autora de nove livros, Francine Cruz concorreu na categoria Melhor Livro com a obra Poemas para brincar nas quatro estações , livro artesanal publicado pela Editora Arpillera em 2023 e reeditado pela Editora Donizela em 2024 em formato infantil. Com sua obra de estreia, Gisela Maria Bester concorreu na categoria Escritor Estreante com o livro Pinte-me de Azul! , publicado pela Editora Mondru em 2023. Ambas ficaram em terceiro lugar em suas categorias, receberam Reconhecimento Literário por suas produções e contribuições literárias à cidade e foram agraciadas com o Troféu Capivara, animal símbolo de Curitiba. Outras duas integrantes do coletivo ficaram entre os semifinalistas nas duas categorias: Bárbara Lia, com a obra Totem Esplendor (Donizela, 2023), em Melhor Livro; e Tânia d'Arc, com sua obra de estreia O que te escrevo é pedra bruta e delicada (Patuá, 2023), em Escritor Estreante.
- Pinte-me de Azul!, de Gisela Maria Bester
Sinopse Pinte-me de Azul! traz olhares e sentidos humanistas, amalgamados em diversas formas de poemas, mostrando uma poesia crítico-social feminista, antirracista, insurgente contra as violências laboral, ambiental e de gênero, que jorra na defesa de tudo o quanto seja vulnerável. Por importar-se com a dor alheia, Gisela Maria Bester também chora a dor da Terra e verte versos em resistente revolução. A obra traz estampas de memórias, povoando poemas de possibilidades de voos, na perspectiva de soerguimentos. Também registra gritos emergentes, e não menos urgentes, como os de pessoas em situação de rua e de neurodivergentes, enaltecendo, ainda, pelo resgate, nuanças de saberes das ancestralidades imigrantes europeias pobres, berços e raízes da autora. Ao homenagear a multiartista brasileira negra Maria D’Apparecida, de cuja fala saiu a epígrafe principal e o título do livro, as palavras são puxadas por um metafórico fio azul catártico, que o “pinta” de modo a alcançar a representatividade de seres diferentes em suas essências, onde também a autora encontra uma fresta para si. Mais informações Autora: Gisela Maria Bester Editora: Mondru Adquira direto com a autora ou pelo link: https://mondru.com/produto/pinte-me-de-azul/ Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/giselabesterescritora/ Telefone: (63) 99965-2500 E-mail: giselambester@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- O Natal do Beto, de Tânia d'Arc
Sinopse Em O Natal do Beto , você vai acompanhar a jornada de um garoto que questiona tudo o que achava saber sobre a data. Quando ele começa a ver o Natal por um novo olhar, as dúvidas sobre a neve, as roupas do Papai Noel e a injustiça na distribuição de presentes o levam a uma profunda reflexão sobre generosidade e empatia. Prepare-se para uma leitura que vai tocar seu coração e inspirar você a ver os padrões preestabelecidos de outro modo. Mais informações Autora: Tânia d'Arc Editora: Donizela Adquira pelo link: https://www.donizela.com/product-page/o-natal-do-beto Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/taniadarc Telefone: (41) 99136-9680 E-mail: tania_darc@hotmail.com
- O sono do sol, de Cida Varela
Sinopse O sono do sol é um romance que trata da vida e da morte de Airmid sob a perspectiva do sol. Afinal, se há um caminho límpido para adentrar o outro universo, quem sabe, este trânsito situa-se entre o surgimento e o sumiço do sol. É dentro desse ambiente que vamos conhecer Airmid e sua trajetória no estágio pós-morte, quando ela tem a consciência de situar-se num ambiente diverso daquele no qual vivia. E mesmo ciente do seu súbito desencarne, ela insiste em não sucumbir; é através da sua relutância para assimilar a própria morte que outras descobertas e conexões surpreendentes aconteceram. A obra não se insere num contexto espiritual, mas vislumbra que a alma tem uma natureza liberta, que não assimila a característica letal da morte, a qual chega sorrateira e ceifa a vida. E esta passagem para outro plano é descrita como uma pausa do sol entre a vida e a morte, como se uma sombra imensa usurpasse a luz e depois oferecesse flores para enfeitar o espaço vazio. Mais informações Autora: Cida Varela Editora: Donizela Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/o-sono-do-sol-cida-varela Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/cida.varelaa E-mail: cidavarela13@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Aprisionadas, de Cida Varela
Sinopse Aprisionadas objetiva relatar histórias de mulheres que cometeram crimes e passaram pelo sistema prisional e, embora vistas como criminosas, as narrativas revelam tragédias que podem evidenciar tanto culpadas quanto inocentes, sempre lembrando que são apenas mulheres com características de docilidade e fragilidade, porém, tais qualidades não impediram que seus crimes revelassem faces de perversidade. Descrever seu dia a dia antes e após o crime pode ser um caminho para descortinar as portas de um mundo onde personagens que viveram situações de conflito contem seus dramas, falem das condições em que viviam, narrem relações familiares e com suas vítimas, falem porque em dado momento deixaram a posição de passivas para ocuparem a posição de algozes. Cada história remete a alguma forma de aprisionamento e impulsiona a reflexão sobre outras violações físicas, jurídicas e morais, porque passam muitas mulheres, ocasionando aumento das estatísticas de encarceradas e, certamente, fazendo com que muitas paguem o preço, sejam estereotipadas, rotuladas e condenadas antes e após as grades. Mais informações Autora: Cida Varela Adquira direto com a autora. Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/cida.varelaa E-mail: cidavarela13@gmail.com Publicado por Tânia d'Arc
- Lapa, história e memórias, de Valeria Borges
Sinopse Em coautoria com Rosemery Bianchini, Lapa, história e memórias trata-se de um livro didático sobre a história da Lapa, destinado a escolas. Mais informações Autora: Valeria Borges Adquira na Casa Vermelha, na Lapa (PR) ou direto com a autora. Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/valeriaborgesdas Telefone: ( 41) 99104-6351 E-mail: valbs@hotmail.com Publicado por Tânia d'Arc



















































