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  • 92° Letra de Mulher: lançamento de "Quebracabeças" e "Luna de Sangre"

    O 92° Letra de Mulher apresenta o lançamento dos livros Quebracabeças, de Camila Caires, e Luna de sangre, de Ingrid Leandro, com mediação de Letícia Lopes. As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura de poemas dos livros. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 06 de setembro de 2026, das 10h30 às 13h30, na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Quebracabeças Uma pergunta atravessa este livro: o que fazemos com aquilo que herdamos? Não se trata apenas de posses materiais — um pingente de ouro em forma de conchinha do mar, um bezerro que, com o passar dos anos, se transforma em um pequeno rebanho —, mas aquilo que nos habita por dentro e que carregamos como uma espécie de marca (ou destino) biográfica. Um quebra-cabeças que precisamos, em algum momento da vida, nos aventurar a montar. Desdobramento de uma palestra-performance realizada, pela primeira vez em 2025, o livro quebracabeças, da artista, escritora, psicoterapeuta e pesquisadora Camila Caires vem sendo escrito, entretanto, há muito mais tempo, principalmente, se partirmos do entendimento de que a escrita é um lento trabalho de decifração dos signos que nos constituem e, também, um gesto de peregrinação e de partilha. Camila Caires performa uma genealogia familiar atravessada pela enxaqueca — essa dor que atinge 20% da população feminina no Brasil e cujas causas permanecem, em grande parte, indecifráveis. Entre médicos, acupunturistas, plantas, centros espíritas e variadas formas de deslocamento (físicos e psíquicos), a narrativa, em formato de quebra-cabeça, acompanha uma mulher que transforma a busca pela cura em movimento de invenção de si e de criação. Entre imagens, fragmentos de memórias e perguntas, a autora cria um artefato verbo-visual que é também um dispositivo de escuta: da mãe, da infância e do corpo, um corpo que aprendeu cedo demais o idioma da dor. Quebracabeças não é, entretanto, apenas sobre sofrer uma dor — é sobre herdar um sintoma, uma genealogia, uma história. Como se a linhagem feminina transmitisse, junto ao sangue, uma vibração insistente. O texto tenta domar essa herança, realinhá-la, desmontá-la peça por peça. Se a dor é um mapa quebrado, a escrita é tentativa de recompor seus fragmentos — não para apagá-la, mas para transformá-la em outra coisa: voz, gesto, travessia, criação. Flávia Péret A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora Urutau: https://editoraurutau.com/titulo/quebracabecas Luna de sangre Livreto escrito por Ingrid Leandro que contém o roteiro, a poesia e a mitologia da peça homônina, cuja estreia, em 2019, recebeu o prêmio de Melhor espetáculo do Prêmio Laércio Ruffa. A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/luna-de-sangre-de-ingrid-leandro

  • Eventos do Coletivo Marianas em agosto de 2026

    4° Prosa de Mulher (01/08) Apresentando: E se a cidade fosse uma mulher, de Sarah Carneiro Cabelo Rosa, de Letícia Lopes Com mediação de Susan Blum ⏰ 14h30 às 16h30 📍 Cefuria – Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba (PR) 91° Letra de Mulher (02/08) Apresentando: Vida em versos, de Elis Schwanka Unilateral, de Elizabeth C. R. Setti Mora em mim uma história, de Maísa Cardoso Com mediação de Gisela Maria Bester ⏰ 10h30 às 13h30 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Coletivo Marianas no IV Festival da Palavra (05/08 a 09/08) Exposição de livros das integrantes. Coletivo Marianas na seção infantil da BPP (08/08) Apresentação de Zuri, com a autora Jô Vertuan. ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba 45ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro 2026 (12/08 a 16/08) Exposição de livros de escritoras do Coletivo Marianas e sarau com integrantes. Coletivo Marianas na seção infantil da BPP (22/08) Apresentação de O Circo do Sol e da Lua, com a autora Paula Giannini. ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba.

  • Elis Schwanka

    Elis Schwanka é professora, pedagoga, formadora, palestrante, escritora, poeta e antologista pela Brecci Books. Participou de dezenas de antologias nacionais e internacionais e publicou seu livro de poemas Vida em versos com o coletivo Mulherio das Letras. Escreveu livros didático-pedagógicos e artigos sobre educação. Integra o Centro de Letras do Paraná; a Academia Feminina de Letras do Paraná, cadeira 37; a AIML, cadeira 197; da AILAP, cadeira 98; e é membra fundadora da AISLA. Apaixonada pela educação, o despertar e encantamento pela literatura se deu no exercício da função de professora. Um poema da autora Eu, mulher Mulher das Letras Verbos, pronomes, artigos indefinidos... Múltiplas facetas. Mulher da Pedagogia Paulo Freire, Saviani, Vygotsky, Montessori, Piaget, Auguste Comte, Emília Ferreiro, Henri Wallon, Frenet, Darcy Ribeiro... Inspirações que se complementam nas diferentes linhas e tempo. Mulher Professora Dos pequenos aos grandões Muitas formações Imensuráveis transformações Momentos memoráveis, para guardar em nossos corações. Mulher Formadora De Reggio Emília à Pedagogia da Autonomia Mulher Sonhadora, idealizadora De uma Educação Transformadora. Mulher Escritora Dos Didáticos, pedagógicos, materiais de formações Artigos científicos Literários Algumas contribuições. Mulher aprendiz de poetisa Cecília Meirelles, Helena Kolody, Clarice Lispector, Drummond, Vinicius de Moraes, Mario Quintana, Adélia Prado, Cora Coralina... Muito me motiva. Mulher Antologista Semeadora de sonhos De poetas e poetisas. Mulher da Mediação de Leitura Contação de História De Ana Maria Machado, Eva Furnari, Ziraldo, Mauricio de Souza, Monteiro Lobato, Sylvia Orthof... Mulher da Literatura Machado de Assis, Shakespeare, Dostoiévski, Charles Dickens, Jane Austen, Miguel Cervantes, Lygia Fagundes Telles, Suassuna, Saramago, Guimarães Rosa... Das Rodas de Leitura. Mulher da Arte De brincar, experimentar, pintar e bordar Mulher que incentiva mulher Mulher que se inspira em mulher Frida Kahlo, Malala, Mafalda, Anne Frank... Mulher Militante. Mulher Feminista Da luta por direitos Do combate à violência e qualquer tipo de discriminação. Mulher Mãe Mulher Esposa Mulher forte, alguns confundem com sorte Mulher Filha Mulher Irmã de 5 Mulher Tia, Madrinha, Tia-avó Tudo em uma só. Mulher dona de casa e de si Mulher amiga, algumas por toda vida Mulher sobrevivente de um mundo desigual Mulher de Fé Que sabe o que quer. Mulher Multifacetada Das diferentes fases de mim Marcadas. A mulher de hoje Não é a menina de ontem Nem a mesma amanhã será Mas sua essência certamente Permanecerá. Livros Vida em versos (Vienas Abiertas, 2023) Vida em versos (Vienas Abiertas, 2025) Coautoria Passos que contam: coletânea de vidas – org. (Brecci Books, 2026) Ode: uma homenagem poética ao lugar onde vivemos – org. (Brecci Boocks, 2025) Primavere-se: escolha viver e florescer! – org. (Brecci Books, 2025) Ser mãe e a dádiva de gerar vidas – org. (Brecci Books, 2025) Linhas literárias (Vira-Tempo Editora, 2025) Melhores autores contemporâneos na Bienal (Literarte, 2025) De mulher para mulher: sororidade poética – org. (Brecci Books, 2024) Memórias literárias – org. (Brecci Books, 2024) No meu quintal tem um pé de poesia (Brecci Books, 2024) Relatos e experiências literárias no ambiente escolar (Brecci Books, 2024) Vozes portuguesas (Literarte, 2024) 365 motivos para sorrir: mensagens diárias (Brecci Books, 2024) Castelo de areia (Brecci Books, 2023) Como não sentir saudade (Brecci Books, 2023) Fauna poética: entre lobos e ovelhas (Brecci Books, 2023) História de coser (Brecci Books, 2023) Linhas literárias (Vira-Tempo Editora, 2023) Se eu quiser falar com Deus (Brecci Books, 2023) Uma por todas e todas por uma (Brecci Books, 2023) Entrelinhas do silêncio (Selo Editorial Independente, 2022) O Pequeno Principe: um olhar poético (Brecci Books, 2022) Alegria: momento ou opção de vida? (Poeta Alternativo Coletâneas, 2021) Alvorada poética (EHS Edições, 2021) Amor sem fronteiras (Poeta Alternativo Coletâneas, 2021) Conexões Atlânticas VI – Brasil/Portugal (In-Finita, 2021) Eles passaram, eu passarinho (EHS Edições, 2021) Gratidão: motivos poéticos (EHS Edições, 2021) Mãe para sempre amar (Versejar, 2021) Mulherio das Letras na Lua – Brasil/Portugal (In-Finita, 2021) Olhar feminino: uma antologia só de mulheres (EHS Edições, 2021) Ressignificâncias (EHS Edições, 2021) Se essa lua fosse nossa (Ser Mulher Arte Editorial, 2021) Sons & tons (EHS Edições, 2021) Vereda poética (Poeta Alternativo Coletâneas, 2021) Vida em verso: emoção em poesia (Versejar, 2021) Saiba mais sobre Elis Schwanka Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Angie Ikeda

    Angie Ikeda (Angela Cristina Ikeda) é graduada em letras inglês e ciências biológicas e mestre e doutora em genética pela UFPR, onde trabalha desde 2011 com biotecnologia florestal. Possui publicações científicas nas áreas de genética de microrganismos e propagação vegetativa e, entre ciência e arte, é dançarina de dança do ventre e fusão desde 2021. Organizou as antologias Nereidas e Marianas 10. Traduziu para o português o livro Gotas de água, de Agnes Catlow (Donizela, 2024). Participa dos coletivos Marianas e Oceânicas e de raqs de propagação de ações culturais realizadas por mulheres. Alguns poemas da autora Correnteza Pegadas firmes e silenciosas, ondas que molham a barra da saia bordada dos prazeres da vida. Saia que adorna a figura feminina, delicada e serena, vestes do que se convém ser. Gastas pelos sopros do nascer mulher. Quiçá, tornar-se uma. Nega-se à vestimenta que lhe sobra. Pois o que é dos outros, não lhe cabe. E despindo-se das saias da vida percorrem a sinuosidade de um rio, desaguam bicas de menina e mulher, mãe, maternal ou não, jovem sereia, banhada, velha bruxa, inacabada. Nutrem-se das gotas d’água férteis que transmutam essa vida molhada. Ao agora Acordei aleatória. Ansiosa e alienada às animosidades apáticas. Aos ânimos alheios, altivos, auspiciosos e audaciosos, ambiguidades. Aborrecem-me. Acometida de adereços acadêmicos, adestrada por afazeres anacrônicos, assintomática de anseios autênticos... Alucinações, aliterações, amarguras açucaradas. ahhhh... apenas aforismos ao acaso. Coautoria Nove meandros (Donizela, 2023) Poesia viva (Coletivo Fomento Literário, 2023) Nereidas – organização e texto (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 – organização e texto (Donizela/Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná (Donizela/Anadara brasiliana Edições, 2024) Gênero é água (Donizela, 2026) Tradução Gotas de água (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Angie Ikeda Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ange Pugliesi

    Ange Pugliesi é cronista e integra o Coletivo Marianas desde sua criação. Alguns textos da autora Réquiem Em minhas preces bruxescas, fabriquei gênio amoroso, como um clown (donos da suprema bondade) que andasse assobiando, equilibrado nos trilhos e que como eu, fizesse piada para estranhos no elevador. Pra que ser sério agora, amor? Deixe disso, ídolo falido que a peça está no fim, não há mais nada a ser dito. A piada de humor negro desta vida veio pronta e está posta. Só nos cabe rir e não entender. Porque diabos sequestramos Deus. Haicai budista Os defeitos? Teus. O ego é cisco No olho de Deus. Aro lunar ou Declaração Universal dos Direitos dos Poetas 1. Todo poeta é livre, escandalosamente livre, das opiniões sobre sua obra e inclusive sobre as bobagens que faz com sua vida. 2. Todo poeta tem o direito de rasgar seus escritos, ou brigar com sua arte e simplesmente não exercê-la mais. (Como poeta, aqui, entendam-se todos os escritores, fotógrafos, músicos, atores, pintores, escultores e cineastas. Os dançarinos perderam o direito de parar, pois seus corpos e mentes já não lhes pertencem mais, e sim ao Poder que está acima deles.) 3. A todo poeta é dada a dose necessária de sofrimento, mas, via de regra, apenas o suficiente para que sejam atormentados pela beleza e passem a vida tentando denunciá-la. Doses excessivas de encantamento podem levar à loucura, caso no qual deve-se consultar um analista. Com sorte, ele será um também um poeta e poderá iluminar o caminho que já trilhou, evitando que o pobre diabo se extravie. Publicados no livro Torta de medo com maçãs, pela Editora Donizela. Livros Torta de medo com maçãs: poemas para bruxas emocionadas (Donizela, 2026) Coautoria Servir com arte (Escola de Governo, 2011 e 2012) Erótica fêmina (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 (Donizela/Anadara brasiliana Edições, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2025) Aurora em transe (Donizela, 2026) Bruxaria é terra (Donizela, 2026) Saiba mais sobre Ange Pugliesi Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ly Lanna

    Ly Lanna é professora da rede pública de Curitiba, onde reside com sua filha e sua cachorrinha Lupita. Atualmente é formadora de professores em um núcleo de educação, onde trabalha com educação matemática. É mestranda em Educação pela UFPR. Autora publicada pelo selo cultural Lambrequim com as obras Sentinela de pedra & outros contos para gente (in)quieta (2024) e Vrykolaka (2026), considera-se uma amadora apaixonada pelos encantos das artes. Alguns trechos da autora [...] Cada história contada, na verdade, começa muito antes de começar. Toda história carrega sua própria história, aquilo que vem antes do “era uma vez”, e aqui vou tentar contar um pouco da história dessa história ao passo que, ao mesmo tempo, conto do evento em si. Uma vez, quando mais moço, fui com meu pai para a maior montanha da nossa região, Los Andes. Era tempo de aprender a sobreviver, dizia meu pai. Passado de geração em geração, desde que meus ancestrais foram conquistados pelos Tahuantinsuyu, aquele era um ritual para o menino virar homem, que alguns poucos dos pequenos e tradicionais povoados da região ainda tentavam manter, assim como os contos da tradição oral. O ritual era, a um só tempo, simples e hercúleo: exigia sacrificar aos Apus das montanhas o menino que subiu e, assim, aquele que subiu a montanha descia dela como homem e o menino pertenceria para sempre a ela. Meu avô dizia que a montanha ajuda os vivos a invocarem a própria força, mas que devemos entrar nela com humildade e respeito, se não, ela te traga. Por isso é que, simbolicamente, oferecemos o menino a ela, como presente. A montanha que meu pai escolheu subir foi a maior, Apu Aconcágua, a montanha sagrada de onde Mama Quilla, a deusa da lua, mirava o mundo; onde é possível ficar mais perto dos deuses do Hanan Pachã, e se eles se agradarem da nossa força e coragem, abençoam-nos com alguma graça. Meu pai dizia que havia recebido força. E, sem dúvidas, foi o homem mais forte que já conheci. Meu avô dizia que recebeu paz para o espírito inquieto e, de fato, morreu como um sábio bastante respeitado entre os seus. Eu já sabia o que pediria.Contam os antigos que o Sapa Inca, o primeiro imperador do império das 4 direções, descobriu a magia da montanha através de um sábio viajante, e que levou seu filho que estava à beira da morte até o cume para pedir aos deuses a graça da cura. Quando o filho foi curado, o imperador fez um sacrifício para os deuses, ele sacrificou um belo e saudável menino de seu povo. A montanha abraçou o corpo do menino com seu manto gélido e acolheu seu espírito inocente. Dizem que, após o sacrifício, muitos tentaram subir a montanha para pedir uma graça, mas poucos conseguiam ser fortes e corajosos o suficiente para conseguir. Com o passar dos anos, os sacrifícios reais foram sendo proibidos e mal vistos, acabando-se de vez com a chegada dos espanhóis, há centenas de anos. Mas as crenças de um povo não acabam só porque estranhos lhes tomam as terras. Os rituais aos Apus se mantiveram entre os povos tradicionais, mas passaram a oferecer em sacrifício simbólico o menino que sobe, para este voltar como símbolo da conquista da grandeza no homem. E tinha chegado a minha vez, finalmente, no meu aniversário de 17 anos. Como de costume, o pai levaria o filho à montanha. [...] Trecho de um conto de Sentinela de pedra & outros contos para gente (in)quieta, Lambrequim (2024). O corvo pousou no galho podre da árvore envenenada pelas sombras. O barulho do estralo da madeira seca se desfazendo, despertou o verme que a ocupava. Vagarosamente se pôs para fora do novo buraco provocado pelo pouso do estranho. Aquela repentina exposição do verme causou-lhe uma morte rápida, invejável para os demais micros seres vivos que morriam aos poucos naquele cenário assombroso. O corvo bicou algumas vezes o tronco, na esperança de mais algum verme o saciar a fome com a inocente necessidade de fuga diante do desconhecido. A morte combinava com aquele lugar amaldiçoado. A vida ali só prosperava enquanto se alimentasse das sombras, da podridão e dos sons da solidão estranha, aquela que se deixa estralar pelo gemido do vento. [...] — Nara, eu já te contei como foi, não quero gastar nosso tempo recontando tudo, quero que me dê sua opinião profissional de como isso pode estar afetando a minha qualidade de vida e por quê?!! — eu perguntava aflita à minha psicóloga. Já estava sendo interrogada há meia hora pelo último sonho que contei. — Querida, o diabo mora nos detalhes! Preciso que tente se lembrar de algo mais, de qualquer elemento desse teu sonho, assim posso analisar melhor esse fundo do seu inconsciente. O universo onírico pode nos contar muito sobre nós mesmos, até mesmo sobre os mistérios que carregamos em nossas almas. — Nara, você virou alguma dessas religiosas que falam em vida passada, reencarnação ou coisa parecida? — eu já sabia da pegada esotérica se manifestava nela às vezes, mas ela sabia que eu gostava de uma análise concisa, com base teórica plausível, então me irritava comentários espirituais ou do tipo, nos nossos espaços de fala. — Tudo bem, eu só quero te ajudar e nem sempre meus métodos serão de todo do seu agrado. Você está tomando a medicação para dormir? — ela desviou o assunto. — Não. Não quero. Não quero abusar dos benzodiazepínicos. Quero preservar minha mente e poder tomar um vinho de vez em quando. — Eu bem sabia o quanto esses tipos de medicações podiam ser prejudiciais. — Mas estou tentando técnicas interessantes, e o problema não tem sido a iniciação no sono, mas a duração dele e o súbito acordar após esses sonhos insanos, quando o corpo sente uma carga grande de stress! Eu nem vejo tv na minha vida, para ter tanto conteúdo horrível desse tipo repertoriando meus sonhos... — Você só precisa resistir. Você tem traumas suficientes na sua história para manifestar de diversas formas, e o sonho é um recurso de investigação. Precisamos entender melhor o que tem aí. — Nara sempre insistia nos meus sonhos, de uma maneira quase que obsessiva, até. — Resista, você é forte, e quando descobrir qualquer coisa, se lembrar de alguma informação, me conte. Me conte tudo! Cada detalhe importa pra gente tecer melhor essa angústia que você não traz pra superfície. Aquilo era algo estranho de se dizer para uma paciente. Juro que se eu não soubesse de todos os certificados e diplomas da Nara, eu duvidaria de sua habilidade em alguns momentos. Ela havia frequentado as melhores instituições e feito as melhores especializações da área dela e me surpreendia com suas inclinações para algum estilo coaching de constelação sei lá do quê! — Espero que seu diário inclua mais do que seus horários de refeição, cardápio, atividade física e dados metabólicos da próxima vez que eu te ver. Sua tarefa da semana é arranjar um programa social com algum amigo e tentar exercer seu lado feminino. Ficar de papo com os idosos não vale como vida social. Você é jovem, vá viver um pouco fora da zona de conforto! Ela lia meu diário desde que combinamos que eu registraria minhas atividades mais relevantes e eu havia dito que já fazia isso no meu diário e que ela poderia lê-lo se quisesse. Eu não perderia tempo anotando mais coisas inúteis. — E por lado feminino você quer dizer o quê? Usar saia ao sair com alguém? — revirei os olhos com a ideia, rindo. — E deixe meus velhinhos fora disso, são as únicas conversas que valem a pena! Além disso, não se cansam de mim, pois me esquecem com frequência. Era para soar engraçado, mas lembrei da dona Adélia, a minha paciente bastante fragilizada e com demência avançada. Eu cuidava do caso dela há um bom tempo e havia me apegado muito com aquela senhorinha danada. Na hora a graça passou. Era muito sério aquilo tudo. — Engraçadinha. Seu senso de humor só melhora! Falo sério. Faz meses que não vai em um encontro com pessoas. Seus pacientes são compromissos de trabalho, não são pessoas com quem possa ter vida social, você sabe muito bem disso. Ter um peixe também não conta. Vá, tente se soltar um pouco, relaxe e depois me conte o quanto eu errei com o pedido. Você é uma profissional da saúde mental, sabe da importância de interagir socialmente... Toda sessão tinha uma “missão”, um dever de casa para realizar, esse era o método dela, uma salada terapêutica com um pouco da linha cognitiva comportamental com psicanálise e psicologia analítica. Saí do consultório da Nara com a brincadeira ecoando: claro que vou te mostrar o quanto você está errada! Com quem eu iria sair para mais um encontro entediante e com os mesmos finais desconcertantes, onde a pessoa não conseguiu despertar meu interesse, fica desinteressada e só quer acabar a noite, inventando qualquer desculpa para tal?! Ah, claro! Teria que ser alguém novo, pois eu já havia gasto todas as oportunidades conhecidas. Seria um desafio achar alguém que não soubesse da minha fama de fria-frígida e esquisitona. Claro, havia o Dom, meu supervisor na psiquiatria, que aceitaria um convite meu na hora, mas eu não envolvo trabalho com vida pessoal, mesmo sendo bem comum no Santa Madalena colegas de trabalho saírem juntos e até terem relacionamentos. Mas já dizia meu pai: onde se ganha o pão, não se come a carne! Naquela noite jantei sozinha, como de costume. Olhando meu peixe parado em seu aquário, o cumprimentei em pensamento: boa noite, Nara! Sua xará disse que você não me oferece vida social adequada! Como sempre, sem resposta. A companhia perfeita! Trecho do romance Vrykolaka, publicado pela Lambrequim (2026). Livros Sentinela de pedra & outros contos para gente (in)quieta (Lambrequim, 2024) Vrykolaka (Lambrequim, 2026) Saiba mais sobre Ly Lanna Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Programação da Casa Paraná na Flip

    Terra de gente da palavra | Homenagem a Helena Kolody Quarta-feira – 22/07/2026 10h às 12h30 Ajustes finais na montagem do espaço 12h30 às 14h Videopoemas 14h às 15h Lançamentos de escritores paranaenses Fernando Antonio Prado Gimenez Maria José dos Santos Vertuan 15h às 16h Lançamentos de escritores paranaenses Daniel Montoya Guilherme Eisfeld Naotake Fukushima 16h às 17h Videopoemas 17h às 18h30 Mesa de abertura – Helena Kolody: a palavra que permanece Vida, obra e legado da poeta homenageada da Casa Paraná na 24ª Flip Com: Gisela Maria Bester Mediação: Tatjane Garcia 18h30 Sessão de autógrafos de Pinte-me de Azul! e Sorrir, esse sacrifício, obras de Gisela Bester 20h Sarau – Paraná terra de gente da palavra – poemário de Helena Kolody Boemia Poética – sarau de microfone aberto Quinta-feira – 23/07/2026 10h às 12h30 Oficina de haicai para crianças – Poemas para brincar, com Francine Cruz 12h30 às 14h Videopoemas 14h às 15h Lançamentos de escritoras paranaenses Letícia Gomes Ana Emília Cardoso 15h às 16h Lançamentos de escritores paranaenses Sérgio Viralobos Monica Berger Lu Otto 16h às 17h Videopoemas 17h às 18h30 Mesa – Mulheres editoras: publicar, resistir e transformar o mercado editorial Com: Andréia Carvalho Gavita e Melissa Reinehr Mediação: Francine Cruz 18h30 Lançamento e sessão de autógrafos do livro Quero ser genial, de Adriana Moro Lançamento e sessão de autógrafos do livro Mulher coiote, de Carola Ponto 20h Sarau – Paraná terra de gente da Palavra – antologias do Coletivo Marianas Boemia Poética – sarau de microfone aberto Sexta-feira – 24/07/2026 10h às 12h30 Oficina de autoconhecimento – Onde a literatura encontra o eu: do caos ao voo, com Cintia Ishizaka 12h30 às 14h Videopoemas 14h às 15h Mesa – O ser humano pela filosofia oriental Caminho de seda e pedra: literatura, psicologia e experiência humana Com: Cintia Ishizaka 15h às 16h Sessão de autógrafos do livro Caminho de seda e pedra, de Cintia Ishizaka 16h às 17h Lançamento coletivo de obras da Coleção Gralha Azul, da Editora Toma Aí Um Poema, com diversos autores paranaenses Autores Gralha Azul: Ana Carla Bellon, Suelen Trevizan, Jéssica Vergopólen Demais participantes: P. C. Filiputti, J Tulio, Sandro Sedrez, Mabelly Venson 17h às 18h30 Mesa – (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher (obra da Coleção Gralha Azul) Com: Francine Cruz Mediação: Tatjane Garcia 18h30 Sessão de autógrafos de (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz 20h Sarau – Paraná terra de gente da Palavra – escritores e coletivos paranaenses Boemia Poética – sarau de microfone aberto Sábado – 25/07/2026 10h às 12h30 Oficina de haicai para todos – Planta poema!, com Gisela Maria Bester 12h30 às 14h Videopoemas 14h às 15h Sessão de autógrafos de O que te escrevo é pedra bruta e delicada; Entraves & entranhas; e O Natal do Beto, obras de Tânia d'Arc 15h às 16h Lançamentos de escritores paranaenses Letícia Lopes Jaqueline Conte 16h às 17h Mesa – A experiência do projeto “Direito à Literatura”, que realiza leitura com homens e mulheres em privação de liberdade no Complexo Médico Penal do Paraná Com: Daniel Montoya e Letícia Lopes Mediação: Tatjane Garcia 17h às 20h Gravação de entrevistas realizadas por Tamyris Torres na Casa Paraná para o podcast Drum Brasil Primeiro bloco – das 17h às 17h45 Diversidade enquanto mulher Shirley Pinheiro Cintia Ishizaka Melissa Reinehr Segundo bloco – das 17h45 às 18h30 Projetos culturais Edra Moraes José Carlos Vieira Jr, CEO Drum Brasil Fernando Antonio Prado Gimenez Terceiro bloco – das 18h30 às 19h15 Escrita de mulheres negras Shirley Pinheiro Quarto bloco – das 19h15 às 20h Diversidade na literatura Gisela Maria Bester Jaqueline Conte Eva Rocha 20h Sarau – Paraná terra de gente da Palavra – poemário de Laura Santos e coletivo Pretas com Poesia Boemia Poética – sarau de microfone aberto Domingo – 26/07/2026 10h às 12h30 Oficina de poesia para crianças, com Jaqueline Conte 12h30 às 14h Videopoemas 14h às 14h30 Lançamento de Sem alarde, os poemas sangram, livro semifinalista do Escritoras Brasileiras, escrito por Edra Moraes 14h30 às 15h Autografaço de encerramento com diversos autores paranaenses e com a coordenadora da Casa Paraná Edra Moraes Programação permanente (todos os dias, o dia todo) Espaço do Escritor Paranaense, com mesa permanente para exposição de livros, lançamentos e sessões de autógrafos de autores independentes. Feira e exposição de livros do Coletivo Marianas, do GREI e de outros coletivos parceiros. Exibição contínua de videopoemas premiados produzidos no Paraná, destacando obras e projetos como Pássaros Ruins, Portáteis e outras produções que revelam a potência da videopoesia paranaense. Livro de Presença da Casa Paraná, convidando os visitantes a registrarem sua passagem e integrarem a rede da literatura paranaense. Acompanhe o nosso Instagram para não perder nada: https://www.instagram.com/casaparana2026/

  • Coletivo Marianas na seção infantil da BPP | agosto de 2026

    Em agosto de 2026, o Coletivo Marianas apresenta Zuri, com a autora Maria José dos Santos Vertuan, no dia 8 de agosto; e O Circo do Sol e da Lua com a autora Paula Giannini, no dia 22 de agosto, ambos das 10h às 11h, na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). Conheça as obras Zuri Na Vila dos Sonhos, Zuri acredita que as melhores histórias acontecem todos os sábados, ao lado da mãe e da avó. Mas um convite inesperado muda sua rotina e faz a menina descobrir que tudo o que viveu até ali estava preparando ela para algo diferente. Será que as histórias que escutamos na infância também nos ensinam a contar a nossa? O Circo do Sol e da Lua

  • Casa Paraná na Flip: o futuro é coletivo!

    De 22 a 26 de julho de 2026, o Coletivo Marianas promove a organização da Casa Paraná, na rua Comendador José Luiz, 274, no Centro Histórico de Paraty (RJ), durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em parceria com a escritora, produtora e multiartista Edra Moraes, com recursos obtidos por meio de edital público para fomentar a literatura produzida no Paraná. O que vai rolar? 🌞 Pela manhã | 10h às 12h30 Oficinas de criação literária para diferentes públicos. A programação reúne oficinas de haicai, poesia, escrita criativa e experiências que aproximam literatura, memória e autoconhecimento, com atividades voltadas para crianças e adultos. 📖 À tarde | A partir das 14h A Casa Paraná se transforma em um espaço de encontros e lançamentos de livros. Escritores e escritoras paranaenses apresentam suas obras, conversam com leitores e participam de sessões de autógrafos. Também haverá um Espaço do Escritor Paranaense, aberto para autores independentes que estiverem participando da FLIP e desejarem lançar seus livros na Casa. E, no mesmo espaço, a feira de livros reunindo selos pequenos e coletivos que representam a diversidade da produção editorial paranaense. 🎤 Às 17h Mesas de debate reúnem escritores, editoras, pesquisadores e convidados para discutir literatura, mercado editorial, formação de leitores, processos criativos e temas contemporâneos da produção literária — incluindo os desafios e as estratégias de quem edita, distribui e vende livros fora do circuito das grandes editoras. 🌙 À noite | Boemia Poética Ao final da programação oficial, a Casa Paraná convida o público para um Sarau de Microfone Aberto. Traga um poema, um conto, uma crônica ou um trecho de sua obra. A proposta é transformar a Casa em um espaço de convivência, celebração e encontros, onde a palavra continua circulando de forma livre e afetiva. Feira de Livros 📚 A programação conta com a participação de editoras e coletivos parceiros, como o Grupo de Editoras Independentes de Curitiba e Região Metropolitana (GREI), que agrega nove editoras paranaenses (Anadara brasiliana Edições, Editora Autoral, Editora Donizela, Editora Elixir, Factum História, Editora Insight, IS Editora, Laboralivros e Máquina de Escrever), e o Mulherio das Letras Paraná, que reúne diversos coletivos feministas paranaenses (Marianas, Oceânicas, Pretas com Poesia, Vozes Escarlate). O Coletivo Marianas promoverá uma exposição com livros de integrantes, do GREI e do Mulherio das Letras Paraná, reunindo autores e autoras contemporâneos e obras de autoras consagradas, entre elas a homenageada Helena Kolody, Alice Ruiz, Luci Collin e Laura Santos. Programação permanente • Espaço do Escritor Paranaense, com mesa permanente para exposição de livros, lançamentos e sessões de autógrafos de autores independentes. • Feira e exposição de livros do Coletivo Marianas, do GREI e de outros coletivos parceiros. • Exibição contínua de videopoemas premiados produzidos no Paraná, destacando obras e projetos como Pássaros Ruins, Portáteis e outras produções que revelam a potência da videopoesia paranaense. • Livro de Presença da Casa Paraná, convidando os visitantes a registrarem sua passagem e integrarem a rede da literatura paranaense. A CASA É SUA! Se você é escritor, escritora, poeta, editor, ilustrador, livreiro, pesquisador, mediador de leitura ou simplesmente ama literatura e estará na FLIP, passe para nos visitar. Venha tomar um café, descansar entre uma atividade e outra, conhecer pessoas, apresentar seu livro, conhecer o trabalho de coletivos literários feministas, das pequenas editoras e do GREI, conversar sobre literatura ou simplesmente compartilhar esse momento conosco. A Casa Paraná foi pensada para ser muito mais do que um espaço de programação. É um lugar de acolhimento, encontros e construção de redes — da escrita à leitura, passando por todo mundo que faz o livro acontecer no meio do caminho. Porque acreditamos que o futuro da literatura se faz coletivamente. A casa é sua. Entre, fique à vontade e faça parte dessa história. Confira a programação completa em: https://www.coletivomarianas.com/post/programacaocasaparana Equipe Andréia Carvalho Gavita (Andréia Ticiane Pires de Carvalho) Fundadora do Coletivo Marianas, é poeta, editora e web designer. É autora de sete livros de poesia e coautora em diversas antologias. Trabalha na Universidade Federal do Paraná desde 1999 e mantém a Editora Donizela desde 2021. Tem formação em Gestão Ambiental, especialização em EaD e, atualmente, é mestranda de Estudos Literários no Programa de Pós-graduação em Letras da UFPR. Portfólio Instagram Cintia Ishizaka Psicóloga clínica, escritora e produtora cultural com mais de três décadas de atuação nas artes, na cena cultural paranaense e no campo da saúde Mental, na Região Metropolitana de Curitiba. Com ancestralidade japonesa e indígena, transita entre o rigor da clínica e a intuição da narrativa, entre a psicologia oriental e a sabedoria dos povos originários. Autora de Caminho de Seda e Pedra (Donizela, 2025), Quando Amar Não Basta e Tsuru, a Garça que Não Sabia Voar (literatura infantil). Criadora do projeto sociocultural Chá com a Japa (sete anos consecutivos de encontros de empoderamento feminino por meio da literatura). Em 2022, foi palestrante convidada no Fórum Internacional Violência Contra Mulher na Pandemia. Homenageada na 1.ª Feira Literária de Piraquara (FLIPIRA 2024). Participou de lançamentos coletivos de livros na Biblioteca Pública do Paraná, na Feira Literária Lapeana, no Prosa de Mulher, no Letra de Mulher e no Festival de Teatro de Curitiba 2026. Portfólio Instagram Edra Moraes (Edra Ferreira de Moraes) Escritora, multiartista e produtora cultural. Em 2016, recebeu a Bolsa da FBN para o livro Para ler enquanto escolhe feijão (Atrito Arte). Em 2023, o livro foi traduzido para o espanhol e lançado na Argentina, pelo grupo Caravana Editorial. Em 2022, estreou como contista com o livro Dispneia distópica (Patuá). Em outubro de 2023, lançou o livro de mininarrativas Serei breve, que faz parte da coleção do Mulherio das Letras. Em 2024, lançou o livro-objeto As lavadeiras (Atrito Arte). Em 2025 foi semifinalista do Prêmio Escritoras Brasileiras. Portfólio Instagram Francine Cruz Escritora, revisora e agente cultural em obras e coletivos que abordam a autoria e os direitos das mulheres, como o Mulherio das Letras, Coletivo Marianas, Vozes Escarlate, RuídoRosa, As Contistas e o canal Senhora Literatura. Também é pesquisadora sobre relações étnico-raciais e presidente da Associação do Coletivo Marianas. É doutora e mestre em Educação, especialista em Educação das Relações Étnico-Raciais, especialista em Atividade Física e Saúde e graduada em Educação Física. Todos os títulos pela UFPR. Também é licenciada em Letras português/inglês pela UTFPR. Portfólio Instagram Gisela Maria Bester Escritora radicada há 28 anos no Paraná, é ecopoeta feminista, revisora de textos, leitora crítica e agente cultural. Vem do Direito, área em que foi docente, pesquisadora e autora, com mestrado e doutorado (UFSC), doutorado-sanduíche (Universidad Complutense de Madrid e Sapienza Università di Roma) e estágio pós-doutoral (Universidade Clássica de Lisboa). Integra coletivos literários (Marianas, Escreviventes, RuídoRosa, Mulherio das Letras, TPM) e grêmios de haicai. Publicou os livros Pinte-me de Azul! (Mondru, 2023), que conquistou o 1º Troféu Capivara/Reconhecimento Literário no Prêmio Literário da Cidade de Curitiba 2024 (Categoria Escritor Estreante), e Sorrir, esse sacrifício (TAUP, 2024), 3º Lugar no Concurso Literário Cruz e Sousa 2025 (Categoria Poesia Nacional). Em 2024 foi vencedora do 38.º Concurso Literário Yoshio Takemoto (Caterogia Haicai). Portfólio Instagram Jaqueline Conte Jornalista, poeta, escritora de literatura infantil e juvenil e pesquisadora de LIJ e literatura digital. Investigadora do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra (UC), é Doutora em Materialidades da Literatura pela UC, onde desenvolveu a antologia digital de poesia portuguesa e brasileira para crianças Tear Poético (www.tearpoetico.net). É autora de 11 livros infantis e de poesia. Instagram Melissa Reinehr Escritora e terapeuta, idealizadora do Sare Spa e da Editora Autoral. A Editora Autoral, fundada em Curitiba em 2023, publica literatura, livros infantis, obras de desenvolvimento humano e projetos educacionais. Atua com autores independentes e instituições, desenvolvendo publicações impressas e digitais e prestando serviços editoriais em todas as etapas da produção do livro. Portfólio Instagram Tânia d'Arc Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Mídias Digitais pela Universidade Positivo, trabalha com redação e revisão de textos desde 2017. É integrante e redatora do Coletivo Marianas e participa do Mulherio das Letras Paraná e do Escreviventes. Em 2023, lançou O que te escrevo é pedra bruta e delicada, semifinalista do Prêmio Literário da Cidade de Curitiba. Em 2024, publicou Entraves & entranhas e O Natal do Beto. Portfólio Instagram Stephanie da Silva Pereira Jornalista, escritora de ficção e poesia e Especialista em Estratégia da Comunicação pela UFPR e em Marketing Intelligence pela Universidade Nova de Lisboa. Em 2025 foi uma das vencedoras do concurso de contos Produção Pinguim e, em 2022, venceu o prêmio Expocom Sul XXI. Instagram Regiane Vieira da Silva Formada em Pedagogia pela PUC-PR, Especialista em Literatura Brasileira pelo Centro Universitário Santa Cruz de Curitiba e em Neuropsicopedagoia pela Universidade Santa Cruz de Curitiba, professora no ensino fundamental e participante do Clube da Leitura Leia Mulheres CWB. Já trabalhou como agente de leitura em biblioteca municipal escolar. Instagram

  • 4° Prosa de Mulher, com os livros "E se a cidade fosse uma mulher?", de Sarah Carneiro, e "Cabelo Rosa", de Letícia Lopes

    O 4° Prosa de Mulher apresenta as obras E se a cidade fosse uma mulher?, de Sarah Carneiro, e Cabelo Rosa, de Letícia Lopes, com mediação de Susan Blum. As autoras farão apresentação e leitura de trechos dos livros, bate-papo com as pessoas presentes, venda das obras e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 01 de agosto de 2026, das 14h30 às 16h30, no Cefuria (Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba, PR). Sobre as obras E se a cidade fosse uma mulher? Trata-se de uma publicação que adota o formato da literatura de cordel, não em termos de sonoridade, mas de tamanho, ou seja, feita para caber no bolso e na palma da mão e fazer circular a palavra dita, o discurso proferido, o conteúdo que, primeiro, reverberou na oralidade, depois, impresso, passou a viver nas páginas de um livreto. Com texto de Sarah Roberta de Oliveira Carneiro e fotos de Luciano Fogaça de Souza, E se a cidade fosse uma mulher? tem o selo da Conspire edições e deseja, a partir de uma escrita poética e provocativa, levar o(a) leitor(a) a se perguntar sobre os desenhos das cidades, suas convivências, suas possibilidades, seus limites, seus alcances. O livro pode ser adquirido direto com a autora, na Maitê Livros e na Mahatma – Livraria de Expansão. Cabelo Rosa A infância nem sempre, talvez quase nunca, é a terra dos sonhos mais alegres: é o que você verá e sentirá nas crianças e nos adultos de Cabelo Rosa: cinco histórias breves, algumas que flertam com a fantasia, outras que espelham a realidade. São sentimentos, pensamentos e aventuras da vida cotidiana de personagens que lutam com situações limite e saem — ou não — vitoriosas, mas, com sorte, mais conscientes de si mesmas e de desafios que, tantas vezes ignorados, afetam meninas e meninos. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/cabelo-rosa-contos

  • 91° Letra de Mulher: lançamento de "Vida em versos", "Unilateral" e "Mora em mim uma história"

    O 91° Letra de Mulher apresenta o lançamento dos livros Vida em versos, de Elis Schwanka, Unilateral, de Elizabeth C. R. Setti, e Mora em mim uma história, de Maísa Cardoso, com mediação de Gisela Maria Bester. As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura de poemas dos livros. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 02 de agosto de 2026, das 10h30 às 13h30, na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Unilateral Elizabeth C. R. Setti lança seu livro Unilateral de maneira inusitada. Inspirada em outros poetas faz o exercício de poemar autores que a inspiram com sua escrita. Já no início ela pede licença para misturar sua linhas e rimas com os poetas selecionados. Como a prefacista Lilia Souza muito bem comentou: "um ser revestido pela poesia de outros e que generosamente coloca luz sobre esses nomes. E o leitor percebe os elementos, os fios que nos reconectam com tais poetas". Unilateral é a parceria solitariamente intencional da autora, e o resultado desse trabalho é livre, colorido e como se não tivesse hora e data para terminar. "Divertido" foi a reação de Luci Collin — poeta renomada —, ao se deparar com o formato e a cor preferida de cada autor. A obra pode ser adquirida direto com a autora ou pela Amazon: https://www.amazon.com/Unilateral-Portuguese-Elizabeth-C-Setti/dp/B0GJQ4KX88 Mora em mim uma história Ô, que coisa mais bonita quando a gente descobre que desenho também é palavra. Neste cordel, poesia e imagem caminham juntas para apresentar os símbolos Adinkra, criados pelo povo Akan, na região de Gana. Cada símbolo é um jeito de guardar ideia, conselho, memória — e aqui eles se encontram com a luta antirracista e com o dia a dia de crianças e jovens. Entre rimas, histórias e curiosidades, o livro convida quem lê a olhar de novo para a história negra, para além dos estereótipos e da “história única”. É leitura para ser sentida, pensada e conversada em casa, na escola ou em qualquer roda onde caibam perguntas, afetos e novas narrativas. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo link: https://loja.infinitepay.io/maisa-65672046-d35/rbf1883-mora-em-mim-uma-historia Vida em versos Vida em versos, da escritora e pedagoga Elis Schwanka, é uma obra publicada pelo coletivo feminista Mulherio das Letras que traduz a essência e a sensibilidade da autora. Seus poemas exploram as vivências diárias da mulher, os desafios de sua profissão e as complexidades e afetos da maternidade, interligando a rotina ao ativismo e ao feminismo. O livro funciona como um refúgio acolhedor, convidando o leitor a refletir sobre a força e as múltiplas facetas femininas através do poder transformador das palavras. A obra pode ser adquirida direto com a autora.

  • Eventos do Coletivo Marianas em julho de 2026

    90° Letra de Mulher (05/07) Apresentando: Das conchas do mar aos astros do céu, o verbo é amar, de Elisabete Neumann Tantos eus, de Valeria Borges Sem alarde, os poemas sangram, de Edra Moraes Com mediação de Rita Delamari. ⏰ 10h30 às 13h30 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Coletivo Marianas na Flica (Campo Alegre) (03/07, 04/07 e 05/07) Exposição de livros das integrantes durante a 2ª Festa Literarte de Campo Alegre (Flica) ⏰ Sábado: 10h30 às 19h ⏰ Domingo: 10h30 às 18h Sessões de autógrafos de integrantes do Coletivo Marianas 03/07 (sexta) – 18h: Stephanie Caroline (Pavilhão Flica) 04/07 (sábado) –12h: Maria Luiza Wiederkehr (Pavilhão Flica) 04/07 (sábado) –16h30: Francine Cruz (Pavilhão Flica) Sarau 04/07 (sábado) – 17h30: Sarau Literário de Autoria de Mulheres, com o Coletivo Marianas (Pavilhão Flica) Roda de conversa 05/07 (domingo) – 10h:“Fortalecendo vozes: mulheres escritoras em coletividade (Palco Flica) 📍 Calçadão da Cascatinha, no centro de Campo Alegre, junto ao Festival de Inverno. Ao chegar, procure pelo pavilhão da Flica. Casa Paraná na 24ª Flip (22/07 a 26/07) O Coletivo Marianas promove a organização da Casa Paraná durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em parceria com a escritora, produtora e multiartista Edra Moraes, com recursos obtidos por meio de edital público para fomentar a literatura produzida no Paraná.

  • 90° Letra de Mulher: lançamento de "Das conchas do mar aos astros do céu, o verbo é amar", "Tantos eus" e "Sem alarde, os poemas sangram"

    O 90° Letra de Mulher apresenta o lançamento dos livros Das conchas do mar aos astros do céu, o verbo é amar, de Elisabete Neumann; Tantos eus, de Valeria Borges; e Sem alarde, os poemas sangram, de Edra Moraes, com mediação de Rita Delamari. As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura de poemas dos livros. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 5 de julho de 2026, das 10h30 às 13h30, na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Das conchas do mar aos astros do céu, o verbo é amar O livro Das conchas do mar aos astros do céu, o verbo é amar, é uma coletânea de versos em poesia, da fase ingênua da juventude à fase reflexiva da maturidade. A inspiração despretensiosa se conecta, com pausas e longos silêncios, com os questionamentos, reflexões e observações sobre o que está sob os nossos pés e os sinais dos astros no céu. A obra pode ser adquirida direto com a autora. Tantos eus Tantos eus é um livro de poesia com sensibilidade e sentimentos de amor à vida, à familia, a Deus, enfim, o amor em todas as suas nuances. A obra pode ser adquirida direto com a autora. Sem alarde, os poemas sangram Em Sem alarde, os poemas sangram, Edra Moraes apresenta uma escrita crua, elevando a realidade da vida à matéria-prima da poesia. Seus versos, como em "quando caminho pelas cidades, os poemas sangram", denunciam os sentimentos que permeiam a experiência humana. A obra expõe as feridas do cotidiano, a desordem emocional e o silêncio imposto, especialmente às mulheres, convidando à reflexão sobre a luta interna, o sofrimento e a busca por sentido em uma experiência visceral e transformadora. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou no site da Editora Polifonia: https://loja.editorapolifonia.com.br/produtos/sem-alarde-os-poemas-sangram/

  • Coletivo de escritoras organiza espaço oficial da literatura paranaense na 24ª Flip

    Com o tema “O futuro é coletivo” e homenagem a Helena Kolody, Casa Paraná representa o estado no maior evento literário do Brasil, de 22 a 26 de julho, em Paraty (RJ) Feira do Ocupa Riachuelo, no Love City. Da esquerda para a direita: Priscila Prado, Tânia d'Arc, Andréia Carvalho Gavita, Rosana Barroso, Susan Blum, Edra Moraes e Shirley Pinheiro A Casa Paraná é o espaço oficial da literatura paranaense na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), com curadoria do Coletivo Marianas, grupo de escritoras em atividade desde 2014 em Curitiba. Organizada via edital público, a casa homenageia a poeta paranaense Helena Kolody (1912-2004) e funciona como ponto de encontro entre autores, editoras independentes, leitores e pesquisadores durante os cinco dias do evento. A programação, aberta ao público o dia todo, inclui lançamentos e exposição de livros e atividades gratuitas, como mesas de debate, oficinas de haicai e escrita criativa, rodas de conversa, saraus e uma mesa sobre mercado editorial. À noite, o espaço recebe o Boemia Poética, sarau de microfone aberto. Segundo a curadora geral da casa, a escritora Edra Moraes, a proposta é apresentar o panorama da produção literária contemporânea do Paraná, com autores consagrados e novos talentos: “o Paraná tem uma produção literária robusta, diversa e contemporânea, que merece ocupar um lugar de destaque no cenário nacional”. Com visão de longo prazo, a ideia é não só realizar uma boa programação durante cinco dias, mas consolidar uma política permanente de presença da literatura paranaense nos grandes eventos nacionais. Programação Idealizada pelo Coletivo Marianas, grupo de escritoras e artistas, a Casa Paraná foi concebida como um espaço de diversidade que busca corrigir a histórica desigualdade de visibilidade da produção cultural de mulheres. A programação conta com a participação de editoras e coletivos parceiros, como o Grupo de Editoras Independentes de Curitiba e Região Metropolitana (GREI), que agrega nove editoras paranaenses (Anadara brasiliana Edições, Editora Autoral, Editora Donizela, Editora Elixir, Factum História, Editora Insight, IS Editora, Laboralivros e Máquina de Escrever), e o Mulherio das Letras Paraná, que reúne diversos coletivos feministas paranaenses (Marianas, Oceânicas, Pretas com Poesia, Vozes Escarlate). O Coletivo Marianas promoverá uma exposição com livros de integrantes do GREI e do Mulherio das Letras Paraná, reunindo autores e autoras contemporâneos e obras de autoras consagradas, entre elas a homenageada, Helena Kolody, Alice Ruiz, Luci Collin e Laura Santos. Homenagem A poeta Helena Kolody é um dos maiores nomes da literatura paranaense e referência nacional. “É o reconhecimento de uma autora que transcende o Paraná e permanece atual, inspirando novas gerações de leitores e escritores”, afirma Edra Moraes. Kolody foi uma das responsáveis por aproximar a poesia brasileira de formas breves inspiradas na tradição oriental, especialmente o haicai, presente na programação da Casa Paraná. Confira a programação completa em: https://www.coletivomarianas.com/post/programacaocasaparana Sobre o Coletivo Marianas Fundado em 2014 em Curitiba, o coletivo leva o nome da intelectual Mariana Coelho (1857-1954), pioneira na defesa da educação e emancipação das mulheres. Reúne 150 integrantes e, em 2026, se formalizou como associação sem fins lucrativos. É certificado pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura e venceu, em 2026, o Prêmio Curitiba Mais Criativa, na categoria Comunidades Criativas. Serviço Casa Paraná – 24ª Flip Onde: Rua Comendador José Luiz, 274, Centro Histórico de Paraty (RJ) Quando: 22 a 26 de julho de 2026 Programação 10h às 12h30 — Oficinas de criação literária (haicai, poesia, escrita criativa) para crianças, jovens e adultos. A partir das 14h — Lançamentos de livros e sessões de autógrafos com escritores paranaenses; espaço aberto a autores independentes. 17h — Mesas de debate sobre literatura, mercado editorial e formação de leitores. Noite — Boemia Poética: sarau de microfone aberto. Durante todo o dia • Exposição em homenagem a Helena Kolody. • Exposição permanente de livros do Coletivo Marianas e do GREI. • Espaço do Escritor Paranaense: mesa fixa para exposição e autógrafos de autores independentes. • Exibição de videopoemas paranaenses premiados (Pássaros Ruins, Portáteis). Texto escrito pela jornalista Letícia Lopes.

  • Um corpo que cai...poema de Gisela Maria Bester

    Mulher, te dei morada, mas... essa boca humilhada esses olhos gencianos onde estão teus dentes? Mulher, te dei caminho de veias, para resvalar o sangue quente de pernas, para levar teus sonhos ao cio de línguas, para friccionar tuas traduções e há glossários, para necessárias desobediências Mulher, te dei desejos Cordas e sons de cantar a vida úmida Mas essa dobradiça repetindo rangendo mecânica dor esgotada e seca qual trapo perdido, escorregando no vazio movimenta insana inanição Mulher oceânica investiga teus rastros e tenha em ti um poema porque um corpo que cai é o mesmo que se levanta

  • Coletivo Marianas na seção infantil da BPP | junho de 2026

    Em junho de 2026, o Coletivo Marianas apresenta Vovô foi embora, mas deixou muita história!, com a autora Francine Cruz e a ilustradora Débora Bacchi, no dia 13 de junho; e HannaH com a autora Jaqueline Conte, no dia 27 de junho, ambos das 10h às 11h, na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). Conheça as obras Vovô foi embora, mas deixou muita história! A obra infantil Vovô foi embora, mas deixou muita história! retrata a visão de uma criança sobre o luto. Apesar da tristeza, a protagonista lembra da personalidade do avô e das lembranças que compartilhou com ele. Ao se recordar de maneira amorosa, percebe os contrastes de geração: o avô preferia viajar de trem, enquanto a criança gosta de avião; a sociedade tem pressa, mas o parente sempre estava calmo. A personagem evoca ainda as narrativas eternizadas pelo parente, que buscava valorizar o folclore brasileiro a partir da contação de lendas como a Mula Sem Cabeça, o Saci e o Pedro Malasartes. Essa relação com a cultura do país é enaltecida também pelas ilustrações da artista plástica Débora Bacchi. Compre diretamente com a autora, ilustradora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/vov%C3%B4-foi-embora-mas-deixou-muita-hist%C3%B3ria HannaH Hannah tem o maior poder de todos. Você pode imaginar qual é? Duas histórias em uma, um espelho poderoso e um envelope recheadinho de aventuras. Venha se divertir no vai e volta dessa obra mágica, cheia de surpresas e invenções extraordinárias. Compre diretamente com a autora ou pela Amazon: https://www.amazon.com.br/Hannah-meio-bruxa-humana/dp/6561130316

  • Eventos do Coletivo Marianas em maio e junho de 2026

    88° Letra de Mulher (03/05) Apresentando: Três cordéis da Valentina, de Maísa Cardoso, e Poiesis na caixa de costura, de Sandra Pinto, com mediação de Sarah Oliveira Carneiro. ⏰ 10h30 às 13h30 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Exposição de livros na FliCu 3 (Arte e Letra) (17/05) Exposição de livros das integrantes durante a FliCu 3 (Feira Literária de Curitiba) ⏰ 10h às 18h 📍 Arte e Letra – Desembargador Motta, 2011 – Centro, Curitiba Exposição de livros na Flic (UFPR) (18/05 e 19/05) Exposição de livros das integrantes durante a Flic (Feira do Livro Independente Curitibana) durante a Semana de Letras UFPR. ⏰ 9h às 21h 📍 Corredor do primeiro andar do prédio Dom Pedro I, no campus Reitoria da UFPR. R. XV de Novembro, 1299 - Centro, Curitiba Exposição de livros e roda de conversa na Flimo (04/06 a 07/06) Exposição de livros durante todos os dias da 5ª Flimo (Festa Literária de Morretes) Sessão de autógrafos de antologias coletivas: com Adriana Alexandre, Andréia C. Gavita, María Eugenia H. Yépes, Laura Monte Serrat e Melissa Reinehr. ⏰ 07/06 – 10h às 11h 📍 Mesa rotativa Roda de conversa sobre criação, escrita e publicação de antologias: com Andréia C. Gavita, Gisela M. Bester e Maristela Ono. Mediação: Danielle Rech. ⏰ 07/06 – 14h às 15h 📍 Palco externo Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (13/06) Apresentação de Vovô foi embora, mas deixou muita história!, com a autora Francine Cruz e a ilustradora Débora Bacchi. ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba 3° Prosa de Mulher (13/06) Apresentando: A Mulher-Polvo, de Adriana Tozzi Caminho de seda e pedra, de Cintia Ishizaka ⏰ 14h30 às 16h30 📍 Cefuria – Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba (PR) 89° Letra de Mulher (14/06) Apresentando: Louvores, de Cynthia Becker; Abyssalia, de Oryanna Borges; e Voz alta, com Rayra Caroline, com mediação de Letícia Lopes. ⏰ 10h30 às 13h30 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Literatiba no Agrupa Cultura Exposição de livros coletivos e individuais do Coletivo Marianas durante o Literatiba. ⏰ 10h às 18h 📍 Agrupa Cultura — Av. Jaime Reis, 176 – Largo da Ordem, Curitiba (PR) Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (27/06) Apresentação do livro HannaH com a autora Jaqueline Conte. ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba

  • 89° Letra de Mulher: lançamento de "Louvores", "Abyssalia" e "Voz alta"

    O 89° Letra de Mulher apresenta o lançamento do livro Louvores, de Cynthia Becker; Abyssalia, de Oryanna Borges; e Voz alta, com Rayra Caroline, com mediação de Letícia Lopes. As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura de poemas dos livros. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 14 de junho de 2026, das 10h30 às 13h30, na Feira do Poeta (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Louvores Uma imagem e uma semelhança são as vozes de Louvores. É o que vem depois do drama: O texto como experiência simbólica, a alteridade, o fragmento. São poemas (pós-)dramáticos dedicados ao mundo de hoje, uma reação às escrituras que nos constroem, nos amparam, nos assolam... Mitos e arquétipos que nos foram colocados como possibilidade assertiva de ser. “[...] não importa que ele esteja todo aos pedaços. O todo é desorganizado. Mas cada fragmento individual está em ordem, é representativo de uma Ordem Superior. A Ordem Suprema prevalece até na desintegração. A totalidade está presente nos fragmentos. Presente, talvez , de modo mais claro que numa obra completamente coerente. Pelo menos não somos seduzidos pela falsa sensação de segurança produzida por uma ordem meramente humana, meramente artificial. Temos que confiar na nossa percepção imediata de ordem máxima [...] mas é claro que é perigosa (a desintegração), terrivelmente perigosa. Se por acaso não conseguirmos voltar, sair do caos...” (Aldous Huxley, As portas da percepção) A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora Patuá: https://www.editorapatua.com.br/louvores-poemas-de-cynthia-becker/p Abyssalia Da urgência adolescente à “paz dos que se sabem feras”, este livro é o corpo sólido de uma voz que ecoa há mais de trinta anos. Abyssalia reúne a produção de uma vida dedicada à palavra, em que a tinta se confunde com a própria carne. É a materialização de cicatrizes, amores e sombras transformados na mais alta ficção poética. A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/abyssalia Voz alta Voz alta, de Rayra Caroline (também conhecida como Vênus), é uma narrativa profundamente sensível e poética que mergulha na trajetória de Carol, uma menina negra que aprende a sobreviver e a se reinventar em um terreno muitas vezes hostil. O livro retrata o mundo real de diversas crianças e jovens que tiveram sua infância roubada por fardos, traumas e responsabilidades precoces, explorando como a protagonista desenvolve um olhar crítico e resiliente, vendo arte no lixo e esperança na ausência. A obra costura a história de três gerações de mulheres negras — avó, mãe e filha — marcadas por silenciamentos, abusos e buscas por identidade, transformando a dor individual em uma denúncia coletiva e, acima de tudo, em um processo de cura. Em capítulos que reinterpretam simbolismos como Gênesis e Êxodo sob a ótica da vivência afrofeminina, a autora utiliza a potência da palavra e da ancestralidade para mostrar que a redenção nasce da terra e da voz que aprende a se afirmar. A arte que ilustra a capa é de autoria de Ducalo dos Santos. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou no site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/voz-alta

  • 3° Prosa de Mulher, com A Mulher-Polvo, de Adriana Tozzi, e Caminho de seda e pedra, de Cintia Ishizaka

    O 3° Prosa de Mulher apresenta as obras A Mulher-Polvo, de Adriana Tozzi, e Caminho de seda e pedra, de Cintia Ishizaka, com mediação de Susan Blum. As autoras farão apresentação e leitura de trechos dos livros, bate-papo com as pessoas presentes, venda das obras e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 13 de junho de 2026, das 14h30 às 16h30, no Cefuria (Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba, PR). Sobre as obras A Mulher-Polvo Ficção brasileira. Um longo conto de Adriana Tozzi abordando a Mulher-Polvo, criatura que habita a protagonista da obra. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/a-mulher-polvo Caminho de seda e pedra A autora inaugura a trilogia "Os Caminhos" com uma obra que entrelaça psicologia e saberes ancestrais em narrativa literária. Explorando a Terapia dos Esquemas e filosofias orientais, o livro desvenda padrões comportamentais e convida o leitor a ressignificar suas histórias. Uma jornada íntima entre seda (flexibilidade) e pedra (firmeza), onde conceitos clínicos ganham calor humano e profundidade poética. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/caminho-de-seda-e-pedra

  • Prêmio Curitiba Mais Criativa: Coletivo Marianas fica em 1° lugar na categoria Comunidades Criativas

    Menos flores, mais leitores. E mais prêmios? Por que não? Pelo Dia Mundial da Criatividade (21 de abril), o Coletivo Marianas conquistou o primeiro lugar no Prêmio Curitiba Mais Criativa, na categoria Comunidades Criativas. O prêmio é uma iniciativa do Hub Curitiba Mais Criativa (parte da World Creativity Organization) que reconhece projetos que transformam a cidade com criatividade, inovação, cultura e impacto social. Ficamos em 1º lugar ao lado de iniciativas incríveis que, assim como a gente, acreditam que criatividade é ferramenta de transformação — não enfeite. Esse prêmio é um abraço coletivo em tudo que fazemos: por mais mulheres nos palcos, por mais leituras que abrem cabeças, por mais coletivos ocupando espaços que são de todas nós. Menos flores, mais leitores. E sim: mais prêmios também. Porque ser reconhecida também fortalece a caminhada. 💜 Coletivo Marianas — primeiro lugar. E seguimos. Texto de Andréia Carvalho Gavita, escritora, poeta, editora e fundadora do Coletivo Marianas.

  • Sandra Pinto

    Sandra Pinto é geminiana, baby boomer, nascida em 1959, no Rio de Janeiro. Graduada em história, trabalhou no Arquivo Nacional, onde se aposentou em 2014. Após a aposentadoria, retomou o estudo de uma paixão da juventude: a psicologia de Carl Gustav Jung. Fez especialização em psicologia analítica e em arteterapia. Para a autora, poetizar é um ato de amor revolucionário, é trazer o avesso para o direito e retirar o direito do lugar comum. Alguns poemas da autora A vulva qual é a forma da morte pra você? um esqueleto carregando a foice, Caronte, ou o astuto jogador de Bergman? pra mim ela é uma grande vagina a vulva da terra válvula da vida energética enigmática onde habitam as fêmeas na hora certa rompe-se o casulo pulsa contrai expulsa Eros de onde vim morri o grande relógio cósmico gira pontual cumpre decretos no dia certo da hora certa a vulva te engole de volta túnel escarlate aveludado e úmido o mesmo de onde viemos nada detém sua pulsão Tânatos para onde for nascerei Publicado em Semeadura, pela Editora TAUP. Transformer deitada a vagar sou atraída por uma luz a esquadrinhar formas ao longe a geometria urbana pula nas minhas lágrimas míopes e me orbita da arquitetura inusitada surge uma imagem robótica salta da cidade calada pro meu silêncio um robô com um único olho visível e uma boca rúbea conversa comigo a boca do transformer é uma chaminé a queimar em seu interior um sem-número de palavras não ditas calcina minha angústia evapora as lágrimas que teimam em escorrer sou eu mesma nesta imagem de cimento e tijolos estática a me observar um olho aberto outro fechado um que olha para fora, outro que me alcança por dentro enxergo minha própria dialética voo surrealista esse é o meu mundo suprarreal onde uma construção conversa comigo e me reconstrói por dentro Publicado em Semeadura, pela Editora TAUP. Hécate mumificada numa fina camada de lã pardacenta corpo inerte, mente em ebulição viva entre meus mortos realizei Hécate deusa tripla de Anatólia para o mundo alquimista sulfúrica a acompanhar a desintegração de corpos e a lenta despedida das almas resta pouco ar no casulo resignada, aguardo. a morte é certa, sigo esperançando um nova começo o corpo, antes ávido pela vida, agora pede pausa, do ir e vir das partículas. invernar, disse-me ela germinar, sussurrou-me nos braços de Hécate voei pelos braços de Hécate retornarei Publicado em 100 poetas vivos, pela Editora TAUP. Livros Semeadura (TAUP, 2024) Coautoria 100 poetas vivos – Também estamos aqui (TAUP, 2024) Saiba mais sobre Sandra Pinto Instagram Funeral, publicado como e-book Kindle Linha, agulha e resistência, publicado como e-book Kindle Publicado por: Tânia d'Arc

  • Elisabete Neumann

    Elisabete Suily Barbosa Neumann (Elisabete Neumann) nasceu em Morretes (PR). Reside em Curitiba desde os nove anos de idade, onde estudou até completar o ensino médio. Em 1974 cursou ensino técnico de Secretariado no colégio Sion. Foi secretária de gerência e de diretoria em empresas de médio e grande porte e trabalhou como agente de fiscalização na empresa URBS, de 1998 a 2012. Começou a esboçar versos a partir de 1977, por pura inspiração. Alguns poemas da autora Surreal Não é carnal. É espiritual. E essa ausência me angustia, me sufoca. É surreal! É invisível essa curva no universo. Abismo que se precipita, me traz de volta com os sentidos dormentes. Fazendo-me sonhar tudo novamente. Hemocentro de versos A alma dos poetas, sempre irrequieta, parece que busca outras terras, outro planeta. Outro sol, outras estrelas, outras pessoas. No saltitar dos versos, chorados ou cantados, pelas mãos transfusados pelo coração doado. Na caneta sangrados, pelos dedos digitados, no papel eternizados. O choro no jardim Sou feito flor no jardim, colorindo o verde do capim. Exalo todos os perfumes, doces e suaves como o jasmim. O sol reflete minhas cores e leva todas as minhas dores. A chuva derrama lágrimas incolores, jurando que chora só por mim. Em demasia fico triste e vazia. Imploro: Não faças mais assim! Livros Surreal (Filos, 2021) Coautoria Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Elisabete Neumann Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Eventos do Coletivo Marianas em abril de 2026

    Fringe – Mostra de Teatro Narrativo (02/04 - 04/04) Coletivo Marianas participa da mostra de teatro narrativo Fringe com bate-papo, exposição de livros e sarau. 02 de abril de 2026 – Quinta-feira 15h – Mesa 1: Coletivos, poesia e contemporâneo Francine Cruz (poesia e romance) e Rita Delamari (poesia) Exposição de livros: Edra Moraes (mesa 2) Francine Cruz (mesa 4) 03 de abril de 2026 – Sexta-feira 16h40 – Francine Cruz com leitura de poemas autorais 16h55 – Valéria Borges com declamação de poemas e interpretação de crônicas 17h10 às 18h – Edra Moraes com a intervenção "As Lavadeiras" (performance com extensão de varal de poemas e distribuição de livros-envelope/postais) 18h – Gisela Bester com poemas (encerramento) 04 de abril de 2026 – Sábado 15h – Mesas 1 e 2 | Coletivo Marianas com: Francine Cruz – (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher Cintia Ishizaka – Caminho de seda e pedra Sandra Pinto – Poiesis na caixa de costura Edra Moraes – Sem alarde, os poemas sangram Gisela Maria Bester – Sorrir, esse sacrifício 16h – Sarau do Coletivo Marianas 📍 Faculdade FESP – R. Dr. Faivre, 141, Centro, Curitiba (PR) Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (11/04) Apresentação de O tango do gato, com a autora Adriana Barreta Almeida. ⏰ 11h15 às 12h15 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba 2° Prosa de Mulher (11/04) Apresentando: Dispneia distópica, de Edra Moraes Allegra, de Sonia Cardoso ⏰ 14h30 às 16h30 📍 Cefuria – Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba (PR) 87° Letra de Mulher (12/04) Apresentando: Gênero é água, obra coletiva com organização de Melissa Reinehr. ⏰ 10h30 às 13h 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Bate-papo após peça A Mulher Desarvorada (24/04) Integrantes do Coletivo Marianas participam de bate-papo após a peça A Mulher Desarvorada, com texto e interpretação de Tati Pasquali. Ingresos à vendas em: https://www.bilheteriaexpress.com.br/ingressos-para-a-mulher-desarvorada-espaco-excentrico-mauro-zanatta-teatro-adulto-761275782611608.html?srsltid=AfmBOorocZNQ2NEvmDQDu2TC8BloCO78EdWvy4dxtDtlmXvVgzhW3voV ⏰ 19h 📍 Espaço Excêntrico Mauro Zanatta – R. Lamenha Lins, 1429 – Rebouças, Curitiba (PR) Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (25/04) Apresentação de Gia lagartixa, com a autora Márcia Frantz. ⏰ 11h às 12h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná – Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba Coletivo Marianas na Flap (OAB/PR) (25/04 e 26/04) Exposição de livros e artes das integrantes nos dois dias, das 10h às 18h Bate-papo na programação paralela com as integrantes e escritoras Adriana Tozzi e Priscila Prado e mediação de Letícia Lopes, no dia 25/04, às 11h 📍 Museu Oscar Niemeyer (MON) – R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba (PR)

  • Joy Bandeira

    Joy Bandeira é escritora, professora de escrita criativa e mentora de mulheres que desejam transformar suas histórias em livros e em possibilidades. Criou a Somos Valentinas, um ateliê de histórias do feminino, e o método de escrita criativa e selvagem: caminhos que ajudam a contar a própria história enquanto cultivam autoconhecimento, cura e expressão. Um texto da autora Terei 80 anos e serei velha, com os peitinhos caídos, marcas da idade e tatuagens enrugadas na pele. E chegar assim nessa idade será a maior prova de amor ao meu tempo, vida e corpo. Não vou deixar de ser hoje para parecer mais nova no futuro. Me vejo sozinha nessa idade e é esse sentimento que me leva aos conselhos desta velha senhora de 80 para a jovem de 36... Coautoria Somos Valentinas (Donizela, 2025) Saiba mais sobre Joy Bandeira Instagram Instagram do Somos Valentinas Site do Somos Valentinas Publicado por: Tânia d'Arc

  • Cristiane Lopes

    Cristiane Lopes nasceu em 1968, em Curitiba (PR). Arquiteta e urbanista, é escritora, professora e ambientalista. É autora de livro técnico voltado ao ensino profissional e de livro de contos, além de coautora em antologia. Sua escrita articula pensamento crítico, sensibilidade literária e questões éticas, dialogando com território, memória, educação e com as complexidades do viver contemporâneo. Alguns poemas da autora Triste? É trocar tua presença por tua lembrança... momento cruel quando tenho que separar-me de teu olhar. Virá o dia no qual não será preciso dizer-te até breve, porque teu amor embalará meu sonho. Deus te fez Adão e de ti me fez: Eva. O uno bipartiu-se e nós existimos, algumas vezes nas nostálgicas noites ou nas tardes ensolaradas chega mansamente a saudade. Meu ser humano anseia voltar a origem recriando o divino momento em que fundidos no mesmo abraço, eu, concebo as estrelas, tu, geras os mundos e no êxtase absoluto retornamos a Deus. É na calada da noite que te encontro, transeunte errante nas ruas da cidade. Gosto de ver-te assim, tranquilo a minha procura. Se me encontrarás? Depende de ti.... Livros A verdadeira face (Bubok, 1999) Layout de espaços e decoração de eventos (e-Tec MEC, 2012) Coautoria Idade é fogo (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Cristiane Lopes Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Danielle Rech

    Danielle Rech (Danielle Gonçalves Rech Mazzorana) é uma artista das palavras. Nasceu em Tubarão (SC), mora em Curitiba (PR) e é mãe de dois meninos. Licenciada em ciências sociais e mestra em antropologia social, é autora do livro de poesia Três miomas e possui publicações em revistas digitais. Organizou e possui poemas na antologia Nove meandros e participou de diversas outras obras coletivas. Faz parte dos coletivos Marianas, Vozes Escarlate, Mulherio das Letras Paraná e RuídoRosa. Alguns textos da autora Tradução Um corpo áspero em ruínas  bombardeado em terras minadas  poucas palavras, muitos fantasmas  corre pelas savanas da infância  seduzida por tua valentia  te olho à distância  perscruto  mapeio outro mundo, linguagens  anseio por longas viagens  tento teu dialeto  por um minuto, te entendo  mas tu te turvas  em silêncios  fascinada por teu idioma  com delicadeza, insisto  de ti não desisto  busco a tradução dos teus escombros Publicado em Três miomas , pela Editora Urutau. Tentativa de inscrever uma presença-ausência                                                                                                      no dia em que o sol nasceu morto uma presença aguda cessou seus batimentos insisto em não me lembrar quando menos de nove meses em sete anos e aquele coraçãozinho intenso já não mais acompanhava  as batidas das asas do beija-flor  que pousou sobre meus ombros um pequeno amontoado de células partes indiscerníveis aos olhos um corpinho-garatuja frágil envolvido por uma colcha  feita dos meus retalhos meu mundo era só silêncio sem sintaxe, sentidos ou língua  agarrei-me à parede morta mesmo ferida-aberta  eu estava de pé meu corpo ainda existia  eu mesma efêmera por minhas pernas trêmulas o sangue espesso escorria  até encontrar o chão um rebaixamento na superfície um vão me continha ouvi dizer que havia um lugar  a abrigar seus pedaços desterrados um frasco frio meus olhos não tiveram a valentia de olhar preferi fazer um abrigo  na escuridão da noite infinita meu corpo um terreno vazio terra sem vida pós-queimada  infértil, amontoado de cinzas, sem água passo então a construir sozinha sem saberes de construção civil – os saberes me faltavam – uma casa precária um território-relicário pra descansar repousar a cabeça e o coração desolado – o meu ainda batia, não com o mesmo ardor – tentativa de irrigar o inabitado com meu entorpecimento sem lágrimas ocupar o vazio do sol frio  com um poema incompreensível suportar o que não tem nome a brutalidade da perda das palavras a dor que estraçalha  e teima em não se inscrever no papel com linhas Publicado em Nove meandros , pela Editora Donizela. QUINTA-FEIRA, 18 de MAIO : o sol da manhã não apareceu. Não veio envolver seus raios em torno do meu corpo enquanto dançamos movimentos-intuição. Sessão com a psicanalista. Exaurida. Desenrolamos uma dança intensa com o brandir de símbolos densos. Tocadas profundezas, estou subterrânea. Ticê me observa. Acessei cantos sombrios, esquecidos, de invernos brutais. Uma dança híbrida. Trágica: memórias, dores-fósseis, rostos em sofrimento criam movimentos-melancolia. E turbulenta: afetos frenéticos, corpos se debatem em angústia no salão da minha psique. Sinto falta de uma brisa-bálsamo no rosto durante uma dança inventada ao ar livre. Dançava na beira de um penhasco. Pulei em um abismo-ponta-de-faca. Meu íntimo. Meu corpo rasgado não quer ir pro mundo. Encolho-me sangrando debaixo de folhas sem vida. Quebradiça. Fico com meus restos. Recolho-me em meu corpo-estação-noite.  Publicado no e-book Diários afluentes: 7 dias, 14 mulheres , pelo coletivo RuídoRosa. Livros Três miomas (Urutau, 2022) Pele plana (Donizela, 2025) Podem ser adquiridos com dedicatória diretamente com a autora ou pelos links. E sem dedicatória pelo site da Editora Donizela . Coautoria Quem dera o sangue fosse só o da menstruação (Urutau, 2019) Quam sacer cruor (Hecatombe, 2021) Vozes Escarlate (Hecatombe, 2021) Anônimo não é nome de mulher (2022) Raízes: Brazilian women poets in translation (Venas abiertas, 2022) A mulher não sou eu (Mondru, 2023) Nove meandros (Donizela, 2023) Marianas 10  ( Anadara brasiliana Edições/ Donizela, 2024) Ampliando horizontes – poemas (Máquina de escrever, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Diários afluentes: 7 dias, 14 mulheres (Coletivo RuídoRosa) Antologia suja (Donizela, 2025) Saiba mais sobre Danielle Rech Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • 88° Letra de Mulher: lançamento de "Três cordéis da Valentina" e "Poiesis na caixa de costura"

    O 88° Letra de Mulher apresenta o lançamento do livro Três cordéis da Valentina , de Maísa Cardoso , e Poiesis na caixa de costura , de Sandra Pinto , com mediação de Sarah Oliveira Carneiro . As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura de poemas dos livros. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público   e acontece no dia 03 de maio de 2026 , das 10h30 às 13h30 , na Feira do Poeta  (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Três cordéis da Valentina Com lirismo, coragem e um olhar atento ao mundo, Três cordéis de Valentina apresenta três narrativas em verso que unem a tradição do cordel à realidade contemporânea de meninas e adolescentes brasileiras. No primeiro cordel, conhecemos Valentina — uma jovem sonhadora, nascida em um contexto de pobreza, que encontra na escrita um espaço de força e invenção. O segundo cordel mergulha numa história de amor proibido, vivida com intensidade no interior do Paraná, onde tradição e afeto travam um duelo delicado. No terceiro, "Valentina na rede", a autora traz à tona os perigos do universo digital e convida os jovens leitores a refletirem sobre pertencimento, exposição, escolhas e segurança on-line. Com ilustrações no estilo da xilogravura, feitas por Dayana Cortes, e uma linguagem rimada que respeita a forma tradicional do cordel, o livro é um convite para que adolescentes conheçam, sintam e se reconheçam na poesia popular brasileira. Três cordéis de Valentina é um livro que pulsa com voz jovem, mas carrega a ancestralidade das narrativas orais — e mostra que rima também pode ser resistência, afeto e consciência. A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora Insight: https://editorainsight.com.br/produto/tres-cordeis-da-valentina/ Poiesis na caixa de costura Poiesis na caixa de costura é um livro de poesia contemporânea que traduz, com linguagem minimalista e potente, as urgências do tempo presente. Em contraste com o excesso de informações do cotidiano, a obra propõe uma experiência poética sensível e reflexiva, abordando temas como dores emocionais, luto, autoconhecimento, desigualdade social e crise ambiental. Nessa “caixa de costura”, criação ( poiesis ) e existência se entrelaçam. A cada seção, a autora oferece orientações poéticas que funcionam como um delicado “manual de instruções” para bordar a própria trajetória. Guiados pela figura da senex — uma narradora sábia e simbólica —, os leitores são convidados a uma jornada de introspecção e transformação. Ao invés de buscar a aparência, o espelho aqui revela caminhos de autoconhecimento e profundidade. O livro também se destaca pelo cuidado com a acessibilidade, sendo publicada com a fonte OpenDyslexic, pensada para facilitar a leitura de pessoas com dislexia. Uma obra essencial para quem busca poesia brasileira contemporânea, escrita feminina, reflexão existencial e literatura sensível aos desafios do mundo atual. A obra pode ser adquirida direto com a autora ou no site da Editora TAUP: https://loja.tomaaiumpoema.com.br/livro-poiesis-na-caixa-de-costura-de-sandra-pinto

  • Andréia Carvalho Gavita

    Andréia Ticiane Pires de Carvalho (Andréia Carvalho Gavita) nasceu em 1973 na cidade de Ponta Grossa (PR). É servidora pública da UFPR desde 1999. Tem formação em Gestão Ambiental e especialização em EaD e, atualmente, é mestranda de Estudos Literários no Programa de Pós-graduação em Letras da UFPR. É poeta, autora de sete livros individuais e coautora em várias antologias. Tem  poemas publicados em periódicos  literários impressos e digitais e foi organizadora e autora convidada de diversos eventos literários.  Coordena o Coletivo Marianas desde 2014 e é editora na Donizela desde 2021. Também colabora com a produção das revistas literárias Zunái  e Sphera . Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3883989759358845 Alguns poemas da autora Amuleto Tantos besouros caminham pela minha pele Te assusta a quitina Eu sei Mas, não nasci para te embalar e não sinto nada quando te estapeias para se libertar das patas do esterco, do adubo que anima a areia estéril da trajetória minuciosa de meu olho de sol do meu início de dia com cabeça de carneiro do meu ocaso com chifres recurvados para não competir com a crescente Meu amor, não passo de um escaravelho O que faz aqui? Se quer o alinhamento das pirâmides terá de suportar o que preenche o coração das múmias Nenhum deus te ensinou? Mestiça Minha mão de gata do mato espalmada em pindorama filha dela que sou Porque somos muitas peles, tribos, faunas & floras crucificadas no ventre livre & verde da floresta originária Ardendo ao cuspe do sol ofertando a cara vermelha ao tapa da terra que nos ocupa e nos coloniza Venham a nós amados bosques invasores adorados lagos de areia, lava e águas cresçam, floresçam digam-nos por quem viemos porquê nos curvamos mutuamente Para que entendam a vós e a nós Para que me libertem da tirania das classificações Animal print Confortável na elasticidade do mundo conhecido (do desconhecido, também). Sei do estômago da jiboia que nos acomoda na sua digestão. Sei que me mastiga a cobra grande, sou sua cobra criada, caninana, no mundo conhecido (no desconhecido, também). Confortável, me movimento, no estômago da cobra grandiosa. Cobra criada sou, caninana, coral, caco de criatura rastejante. Pitando, pitonisa, performando no perigo perdido dos perdigotos, as gotas desesperadas que no deserto evaporam. Na enzima do estômago da cobra grande, confortável, oscilo, em dança caninana. Se não danço, não te descamo, minha cobra grande, minha cobra mestra, eu, cobra criada de ti. Livros A cortesã do infinito transparente (Lumme, 2011) Livro físico Camafeu escarlate (Lumme, 2012) Livro físico Grimório de Gavita (Lumme, 2014) Livro físico Panfletos de pavônia (Leonella Ateliê, 2017) Digital papel leopHardo (Bolsa Nacional do Livro/Marianas Edições, 2016) Flipbook | Digital Cílios prostíbulos (Patuá, 2018) Neônia (ARC Edições, 2019) Flipbook Coautoria Fantasma civil - antologia da Bienal Internacional de Curitiba (Medusa, 2013) Qasaêd ila filastein: poemas para a Palestina (Patuá, 2014) As herdeiras de Lilith (Instituto Memória, 2014) 101 poetas paranaenses - volume 2 (Biblioteca Pública do Paraná, 2014) Antologia Relevo 5 anos (Jornal RelevO, 2015) Anamorfoses (Lumme, 2016) Blasfêmeas - mulheres de palavra (Casa Verde, 2016) Contemporâneas - antologia poética (Vida Secreta Publicações, 2016) Oito poetas brasileiros contemporâneos (Revista Eutomia, 2018) Antologia do desejo - literatura que desejamos (Patuá, Flip 2018) Sob a pele da língua - breviário poético brasileiro (Cintra/ARC Edições, 2019) Clausura  (Lobo Azul, 2020) Tuíra (Marianas Edições, 2020; Donizela, 2022) Gato brigando é tigre (Lobo Azul, 2022) Anônimo não é nome de mulher (Patuá, 2022) Nove meandros (Donizela, 2023) Abraçar e resistir: vozes feminimas (Libertinagem, 2023) Revisar as naturezas, reorganizar os mundos (Donizela, 2023) Sangue sobre [t]ela (Donizela, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Antologia suja (Donizela, 2025) Antologia do poema em prosa no Brasil (Ateliê Editorial, 2025) Gênero é água (Donizela, 2026) Saiba mais sobre Andréia Carvalho Gavita Portfólio Instagram Editora Publicado por: Tânia d'Arc

  • Coletivo Marianas na seção infantil da BPP | abril de 2026

    Em abril de 2026, o Coletivo Marianas apresenta O tango do gato , das 11h15 às 12h15, com a autora Adriana Barreta ; e Gia lagartixa , das 11h às 12h, com a autora Márcia Frantz , na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná  (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). O tango do gato Imagine que ao abrir um livro, você pode fazer uma viagem diretamente para a Argentina! Assim começa O tango do gato . Logo na primeira página, as orelhas dessa obra escondem um apartamento de uma dançarina onde ela mora com seu gato. Mas é só ela sair, que o gato faz a festa! Em um ritmo agitado, passos escorregadios e uma parceira inusitada, o real espetáculo começa pela dança do felino. Enquanto nas imagens vemos todo o movimento do gato, o texto nos convida (como uma música) a cantar um autêntico tango argentino, com direito a referências como La Cumparsita (a música mais famosa do gênero). O livro preguiçoso que proporciona novas experiências faladas referenciando o idiota espanhol para dentro da leitura, sendo uma porta aberta de diálogo para novas culturas! Compre diretamente com a autora ou pelo site da Editora Preguiça: https://www.editorapreguica.com.br/produtos/o-tango-do-gato/ Gia lagartixa Gia lagartixa é sobre uma lagartixa que se sentia solitária. Apesar de ela ser importante para o meio em que vivia, ela acreditava que precisava de mais. E assim é a história da Gia. Uma história que nasceu a partir do questionamento do filho da autora sobre a necessidade de ter um melhor amigo e sobre a busca por harmonia. É um livro que convida as crianças, e quem estiver lendo para elas, a embarcarem em uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. E se estiver sendo usado por professoras, é um convite para que suas páginas, feitas de recorte e folhas de acetato, virem fontes de inspiração para atividades em sala de aula. Compre diretamente com a autora ou pelo site da Editora Ases da Literatura: https://asesdaliteratura.com/nosso-catalogo/gia-lagartixa/

  • 2° Prosa de Mulher, com Edra Moraes e Sonia Cardoso e as obras "Dispneia distópica" e "Allegra"

    O 2° Prosa de Mulher apresenta as obras Dispneia distópica , de Edra Moraes , e Allegra , de Sonia Cardoso. As autoras farão apresentação e leitura de trechos dos livros, bate-papo com as pessoas presentes, venda das obras e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 11 de abril de 2026 , das 14h30 às 16h30 , no Cefuria (Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba, PR). Sobre as obras Dispneia distópica Como se sabe, o termo “dispneia” está ligado às dificuldades da respiração, falta de ar, ofegância, situação incômoda, pelo que representa um dos princípios da vida. Também se sabe que “distópico” refere-se a um lugar situado num nível hipotético, cuja sociedade locomove-se sob duras leis opressoras, autoritárias, sem vislumbres de salvação ou liberdade. É o lado contrário da utopia. Dispneia distópica , título do livro de Edra Moraes, aproxima os sinônimos de situações angustiantes para batizar o conjunto de contos cujos enredos não são — infelizmente — distantes e fantasiosos da realidade humana. Se a paisagem não é a ideal, também não chega a ser totalmente irrespirável a ponto de se perder as esperanças. A cada dia o seu dia com o quinhão de conquistas e esperanças, reafirmando as leis universais que regem os destinos humanos através dos milênios de sua história. Se é assim, então as narrativas dos microscópios acontecimentos que movimentam o imenso palco do viver têm o dom de clarear essas ações. Nos textos de Edra Moraes não há espaço para julgamento, apenas o olhar a ampliar os acontecimentos, aspirações, ilusões, expectativas, mudas revoltas no peito de cada ser. As tramas dos destinos enovelando-se em situações atuais, futuristas, sem território definido, brasileiras, talvez universais (Zeca Corrêa Leite). O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Patuá: https://www.editorapatua.com.br/dispneia-distopica-de-edra-moraes/p Allegra Editado e publicado em 2019, o romance Allegra , de Sonia Cardoso, narra o encontro de duas vidas que, separadas logo após o nascimento, juntam-se para refazer o destino delas e dos que estão à sua volta.

  • 87° Letra de Mulher: lançamento de "Gênero é água"

    O 87° Letra de Mulher apresenta o lançamento do livro coletivo Gênero é água , organizado por Melissa Reinehr . As pessoas autoras apresentarão a obra, farão roda de conversa e leitura de textos do livro. Haverá também venda de exemplares e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público   e acontece no dia 12 de abril de 2026 , das 10h30 às 13h , na Feira do Poeta  (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre a obra Gênero é água A antologia Gênero é água mergulha na fluidez e no poder simbólico da água para pensar as identidades de gênero. Proposta e apoiada pelo Coletivo Marianas, a publicação é um projeto que se soma à missão do grupo de amplificar vozes literárias que questionam normas sociais, convenções e estruturas de poder. A obra surge como um desdobramento natural de Idade é fogo — obra anterior que reuniu mulheres 50+ no enfrentamento ao etarismo. Juntas, as antologias inauguram uma série literária que vincula grandes temas aos quatro elementos, com “Terra” e “Ar” já confirmados na sequência. Organizado por Melissa Reinehr, Gênero é água reúne 55 vozes em um movimento que entende o gênero como construção social em transformação, capaz de revelar e desconstruir relações de poder. Seu percurso é dividido em três partes: “Nascentes”, “Fluxos” e “Travessias”, navegando da memória ancestral às violências cotidianas, passando pelas experiências do corpo e dos afetos. Mais do que um livro, Gênero é água é um convite ao transbordamento de categorias fixas. Um chamado à reflexão, ao respeito e ao reconhecimento da complexidade identitária — posicionando-se como uma ferramenta poética e política em favor de uma sociedade mais justa e livre. O livro pode ser adquirido direto com a organizadora e com as pessoas autoras ou no site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/g%C3%AAnero-%C3%A9-%C3%A1gua

  • Coletivo Marianas promove roda de conversa durante o Sesc Mulheres

    No próximo sábado, 14/03, às 17h, o Coletivo Marianas participará da 6ª edição do Sesc Mulheres , em Curitiba, no auditório do Sesc da Esquina. Será uma roda de conversa sobre antologias coletivas, com a presença de editoras, coautoras, organizadoras, ilustradoras e revisoras das obras, com mediação de Tânia d'Arc . O evento é gratuito e aberto ao público. Antologias abordadas Gênero é água – Melissa Reinehr (coeditora, organizadora e coautora) Tuíre – Gisela Maria Bester (organizadora, revisora e coautora) Antologia suja – Neysi Oliveira (organizadora e coautora) Mulheres migrantes – María Eugenia Hernández Yépez (organizadora e coautora) Salubria – Andréia Carvalho Gavita (editora, diagramadora e coautora) Aurora em transe – Andréia Carvalho Gavita (editora, diagramadora e coautora) Idade é fogo – Maria Lorenci (organizadora e coautora) Intolerância – Adriana Tozzi (coautora) e Débora Bacchi (ilustradora) Marianas 10 – Adriana Tozzi (coautora)

  • Adriana Tozzi

    Adriana Regina Tozzi (Adriana Tozzi) nasceu em 1978, na cidade de Curitiba (PR). É engenheira civil pela PUCPR, mestre em Engenharia pela UFRGS, professora universitária e coordenadora de curso. Como integrante do Coletivo Marianas desde 2017, ilustrou capas para e-books e participou de coletâneas de contos e poemas. Administra o Instagram do coletivo e produz conteúdo para promoção e divulgação da escrita de autoria de mulheres. Em seus textos, poemas e ilustrações, relaciona a existência humana aos reflexos do ego na sociedade moderna. Alguns poemas da autora Solidão Primeiro um vazio e então um alívio. Diante da fina linha que divide dois mundos, parei em tempo. É preciso estar confortável no silêncio para não cruzar limites alheios. No deserto Caminhei por areias coloridas com os pés escondidos, dedos apertados, enclausurados em tecido e espuma, atenta aos movimentos sorrateiros dos seres que, como eu, sobrevivem no espaço-tempo. Ampulheta Enquanto os segundos escorrem, uso a língua para sentir um a um. Engulo em seco cada partícula. Engasgo e insisto. Maldito seja o tempo que alimenta a vontade de me afogar. Livros A Mulher-Polvo (Donizela, 2024) Coautoria Safira 2012 - coletânea de contos e poemas (Associação Brasileira dos Engenheiros Escritores Nacional) Safira 2013 - coletânea de contos e poemas (Associação Brasileira dos Engenheiros Escritores Nacional) Safira Paranaense 2015 - coletânea de contos e poemas (Associação Brasileira dos Engenheiros Escritores do Paraná) Pandemônia - capista (Marianas Edições, 2020) História de mulheres - capista (Marianas Edições, 2021) Contornos e contrastes - capista (Marianas Edições, 2021) Playlist para poemas selvagens - capista (Marianas Edições, 2021) Impermanências - capista (Marianas Edições, 2021) Sob a ótica de Eros: poemas para a alma - capista (Marianas Edições, 2021) Eu e a poesia - capista (Marianas Edições, 2020) Casa de cristais - capista (Marianas Edições, 2022) Sangue sobre (t)ela - ilustradora e autora (Donizela, 2023) Folimpa - ilustradora e autora (Anadara brasiliana Edições, 2023) Submetralhadora de rimas - ilustradora (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo - ilustradora (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Adriana Tozzi Portfólio Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Livros digitais do Coletivo Marianas disponíveis gratuitamente

    As antologias Marianas (Marianas Edições/Anadara brasiliana Edições, 2019) e Marianas 10 (Donizela/Anadara brasiliana Edições, 2024) estão publicadas em formato flipbook na conta da Editora Donizela e disponíveis para acesso gratuitamente. Os flipbooks pode ser lidos em pc e celular, via link da plataforma PUBHTML5. Também estão expostos na galeria de flipbooks do site da Editora Donizela . Saiba mais sobre as obras Marianas O livro Marianas , publicado em parceria com a Anadara brasiliana Edições , reúne poemas e crônicas selecionados dos livros de 26 autoras publicados pelo projeto Marianas Edições entre 2016 e 2018, com apoio das editoras Bolsa Nacional do Livro e Catalina. Organizadoras : Elciana Goedert e Rosana Barroso Miranda Autoras : Ana Valéria Fink, Andréia Carvalho Gavita , Araci Labiak, Deisi Jaguatirica , Elciana Goedert , Elieder Corrêa da Silva, Francielle Costacurta, Ieda Vidal , Jaqueline Balthazar Silva , Laura Monte Serrat , Marcia Wojcichoski Prado, Mari Quarentei, Maria Lorenci , Mayra Corrêa e Castro, Nanci Beatriz de Lara Reis , Neysi Oliveira , Patrícia Claudine Hoffmann, Priscila Prado , Rita Delamari , Rita Maria Kalinovski, Rosa Maria Mano , Rosana Barroso Miranda , Samantha Beduschi Santana, Shirley Pinheiro dos Santos , Vera Paixão, Zoe de Camaris Acesse pelo link : https://online.pubhtml5.com/ynsa/vnig/ Marianas 10 O livro físico Marianas 10 foi impresso em 2024 para as editoras Donizela e Anadara brasiliana Edições para comemorar o aniversário de dez anos do Coletivo Marianas. Organizadoras : Angela Ikeda e Rosana Barroso Miranda Projeto gráfico e diagramação : Andréia Carvalho Gavita Ilustração da capa : Daniela Pace Devisate Revisão : Tânia d'Arc Autoras : Adriana Alexandre , Adriana Tozzi , Andréia Carvalho Gavita , Angela Ikeda, Ange Pugliesi, Araci Maria Labiak, Cida Varela , Danielle Rech , Débora Bacchi , Edra Moraes , Elciana Goedert , Elisabete Suily Barbosa Neumann , Francine Cruz , Gisela Maria Bester , Iandella Cape, Ieda Vidal , Jaqueline Balthazar Silva , Ji Negrão , Jô Macario , Jussara Nascimento, Letícia Lopes , Lilian Vieira de Miranda , Luciana do Rocio Mallon , Maísa Cardoso , Márcia Pfleger , Maria Lorenci , Maristela Ono , Nanci Beatriz de Lara Reis , Neysi Oliveira , Priscila Prado , Rita Delamari , Rosa Maria Mano , Rosana Barroso Miranda , RozeMeire dos Reis , Shirley Pinheiro , Susan Blum , Tânia d'Arc e Valeria Borges Acesse pelo link : https://online.pubhtml5.com/ynsa/xena/

  • Eventos do Coletivo Marianas em março de 2026

    86° Letra de Mulher (01/03) Apresentando: Apoteose , de Maria Vitória Rosa (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz com mediação de Danielle Rech ⏰ 10h30 às 13h30 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) Bate-papo sobre produção literária no Sesc Mulheres (14/03) Bate-papo sobre produção literária de antologias coletivas com coautoras, editoras, revisoras, ilustradoras, organizadoras e tradutoras do Coletivo Marianas durante o Sesc Mulheres . ⏰ 17h às 19h 📍 Sesc da Esquina – Rua Visconde do Rio Branco, 969 – Curitiba (PR) Roda de conversa: Proteção dos direitos das mulheres (17/03) Os coletivos Somos Valentinas e Marianas convidam Ana Paula Brudnicki para falar sobre Proteção dos direitos das mulheres nas relações familiares e empresariais . ⏰ 19h às 21h 📍 Sindicato dos Jornalistas – Rua José Loureiro, 211 Coletivo Marianas na Feira Estação Literária (28/03) Exposição de livros e artes das integrantes do Coletivo Marianas. ⏰ 10h às 18h 📍 Agrupa Cultura – Av. Jaime Reis, 176 – Largo da Ordem, São Francisco, Curitiba (PR)

  • Roda de conversa: Proteção dos direitos das mulheres nas relações familiares e empresariais

    Conhecer os próprios direitos também é uma forma de protagonismo Contrato de namoro, herança, dívidas, disputas familiares, pensão, sociedade empresarial… Você conhece os seus direitos? Na vida real — e também na ficção — muitas mulheres acabam envolvidas em conflitos familiares ou em relacionamentos abusivos sem conhecer plenamente seus direitos ou sem ter participação nas decisões daquela história. Queremos ser protagonistas das histórias que vivemos e escrevemos. Por isso, o coletivo Somos Valentinas e o Coletivo Marianas convidaram a advogada Ana Paula Brudnicki para uma roda de conversa sobre os direitos das mulheres nas relações familiares e empresariais. Para Virginia Woolf, uma mulher precisa de dinheiro e de um teto todo seu para viver uma vida plena. Também é nosso direito proteger tudo aquilo que lutamos para construir e conquistar. Venha participar dessa conversa com a gente. Serviço Data : 17/03/2026 Horário : 19h às 21h Endereço : Sindicato dos Jornalistas – Rua José Loureiro, 211 Evento gratuito e aberto ao público em geral

  • A MODA DOS CABELOS DE PLÁSTICO...É UM TEXTO DE PRISCILA PRADO

    Tudo começou no Super Fashion in Shopping Mall, quando um dos estilistas apresentou sua nova coleção: todas as e os manequins ostentavam perucas de plástico. Cabelos de plástico inspirados nos bonecos infantis. Foi uma ideia interessante e divertida. E talvez não passasse disto... Talvez tivesse passado despercebida se não estivesse na platéia uma roteirista integrante da equipe dos escritores da novela das oito. É que ela adorou a idéia – pensou primeiro em si mesma, no quanto aquilo poderia facilitar a sua vida e, em seguida, lembrou-se da “mocinha”, protagonista da ficção. Na verdade, a “mocinha” já não era tão mocinha, mas era a personagem principal: uma empresária bem sucedida, riquíssima, inteligentíssima, nobilíssima. Uma verdadeira heroína dividida entre as responsabilidades pelos sucessos e insucessos de sua empresa, a crise em seu casamento, os problemas com os filhos adolescentes, e as peripécias com seu amante secreto. Nada que a impedisse de manter-se virtuosíssima. A atriz que fazia o papel era lindíssima, o que sem dúvida iria ajudar: os novos cabelos de plástico haveriam de cair-lhe bem. Como a trama, de tão complexa, andava um pouco enrolada, a novidade serviria para distrair a atenção do público por uns dois ou três capítulos. A ideia era despretensiosa e, não antevendo quaisquer consequências, o redator-chefe concordou – apesar dos protestos de um ou outro roteirista e da própria atriz que iria passar o ridículo. Mas fizeram-na ver que se tratava da obra de um grande estilista e, como ela era uma atriz moderna – e, afinal de contas, uma profissional –, convenceram-na a experimentar diferentes modelos de diferentes cores e, como tudo ficava bem para ela, os cabelos de plástico não prejudicaram sua beleza e ela concordou. Quando o capítulo foi ao ar, com seus novos cabelos vermelhos, ela parecia mais jovem, bem humorada, poderosa. A moda foi apresentada como uma estratégia para economizar tempo na agenda da personagem e ajudá-la a conciliar suas estafantes tarefas de heroína. Algumas heroínas da vida real assistiam de suas poltronas, sofás, cadeiras. Outras viram de passagem pela sala de TV, enquanto passavam para cá e para lá em seus afazeres do terceiro turno. A novidade chamou a atenção de executivas exaustas e bem penteadas e de donas de casa exaustas e descabeladas. De telespectadoras de cabelos compridos e curtos; castanhos, negros, louros e ruivos; das que estavam de cabelos soltos e daquelas cujos cabelos estavam presos. A protagonista principal da novela das oito estava linda e impecável, como uma boneca. Suspirava aliviada e, com gestos largos, anunciava à sua melhor amiga – aquela capaz de traí-la a qualquer capítulo – as vantagens da sua mais recente descoberta: – Querida, você não imagina como é prática esta nova peruca plástica! Eu não ando tendo tempo nem de ir ao salão! Hoje amanheci toda descabelada e atrasada para uma reunião de diretoria: aí foi só prender o cabelo e ajustar por cima este maravilhoso cabelo vermelho e pronto! Nem um fio saiu do lugar o dia todo! As telespectadoras certamente sabiam o que era não ter tempo – nem de ir ao salão, nem de ir ao espelho do próprio banheiro! Nem de pentear-se, pintar-se – nem de ir ao médico!... Elas estavam sempre cansadas, levantando-se precipitadamente a cada manhã para prepararem o café para si mesmas e/ou suas famílias; deixarem o almoço pronto ou as ordens para eventuais empregadas; saírem correndo para o trabalho; deixarem os filhos na escola; só saírem do trabalho após o anoitecer, mas nem por isto livrarem-se do trânsito engarrafado; chegarem em casa exaustas e irritadas para encontrarem os demais membros da família exigentes e irritados assistindo na televisão mulheres lindas e maravilhosas nas novelas, telejornais, programas de auditório: com seus cabelos perfeitos e discursos padronizados, fazendo as mulheres do lado de fora da telinha sentirem-se fracassadas e culpadas por estarem tão fora dos padrões... Tão insatisfeitas com seus cabelos lisos escorridos quanto as que os têm ondulados, cacheados e crespos. Tão insatisfeitas as loiras – porque o tom é muito pálido, ou muito cinza, ou muito castanho-claro –, quanto as morenas – porque não são loiras. Todas insatisfeitas porque nenhum cabelo é suficientemente sedoso, ou macio, ou brilhante quando confrontado com os padrões aceitáveis internacionalmente pela indústria cosmética. O tempo que não tinham a perder, era gasto em hidratações constantes; cortes; permanentes; escovas; tinturas;... Uma vez por mês logo tornava-se insuficiente: era preciso aumentar a frequência para quinzenal e, depois, semanal. Algumas necessitavam de cuidados diários: só saíam de casa após um longo ritual de banho, cremes, secador, maquiagem,... Elas não suportavam mais. Ansiavam pela salvação: era preciso conhecer estas tais perucas ao vivo! – Será que são bonitas mesmo? Será que são caras? Não se sabe como, no dia seguinte já havia outdoors pelas ruas anunciando o novo produto. Das janelas traseiras dos ônibus do transporte coletivo urbano, a “mocinha” acenava sorridente sob perucas de cores variadas. Adolescentes distribuíam folhetos nos semáforos, informando que já estava disponível nas melhores lojas de todo o país “o cabelo da mulher moderna”, com assinatura de uma das mais conceituadas multinacionais. As primeiras consumidoras, claro, foram as mais desesperadas – aquelas mais oprimidas pela falta de tempo e as mais insatisfeitas com seu próprio cabelo. Seguidas pelas mais curiosas, atrevidas, mais modernas e arrojadas. Logo foi a vez das com sérios problemas de queda de cabelo, causada por doenças ou por seus tratamentos traumáticos. Não tardaram a juntar-se às demais aquelas que simplesmente não resistem a uma promoção, a uma novidade, a uma promessa de beleza fácil... Ao final, tornou-se uma verdadeira febre, todas compravam – mesmo que sem saber bem o porquê; mesmo que apenas para pertencer, para não ser a única a ficar de fora daquele momento histórico da humanidade. A peruca era um artefato simples e prático: consistia numa espécie de touca de natação, destas de silicone, pelo lado de dentro, enquanto que, por fora, admitia inúmeras variações sobre o tema “cabelo de boneca Playmobil”. Havia diferentes comprimentos de cabelo; com e sem franja; repartido no meio e do lado; castanho, preto, loiro, ruivo... Depois foram aparecendo outras cores, visando agradar o público adolescente e rebelde: azul, roxo, laranja, verde, furta-cor... E o estilo moicano, os espetados para algum lado, ou para todos ao mesmo tempo, fisgaram os punks. Aos poucos havia tantos modelos quantas fossem as diferentes tribos – não só entre adolescentes, mas também entre adultos e idosos. Entretanto, estranhamente, por mais diferentes que fossem, ao mesmo tempo, eram todas iguais. Ah!... a juventude eterna!... a felicidade por apenas uns trocados!... Na verdade, no início, eram muitos trocados. Porque a marca era famosa; o material, caro; o design, exclusivo. Mas, depois de uns seis meses, começaram a aparecer imitações de boa qualidade e mais baratas. E outras, ainda mais baratas e de qualidade duvidosa. Ao termo de um ano, podia-se encontrar uma enorme variedade de modelos, cores, preços e qualidades – até mesmo nas lojas de R$ 1,99. Porém, ao final de um ano... Bem, o que ocorreu foi que... a moda dos cabelos de plástico era tão prática!... mas mesmo assim as mulheres continuavam tendo que correr. E quanto mais corriam, mais ainda tinham que correr e menos tempo restava. Foi ficando difícil arrumar tempo sequer para trocar de peruca! Embora as mais ricas dispusessem de grande variedade de cores e modelos, para as mais diversas ocasiões e estados de espírito, foi se tornando cada vez mais difícil arrumar tempo para tirar a peruca ao deitar e recolocá-la ao amanhecer. Ademais, o fabricante garantia que se podia ficar com a mesma peruca por até uma semana. O concorrente alegava que as suas podiam permanecer sem troca por até uma quinzena. E os médicos não viam problema em que suas pacientes mantivessem a mesma peruca por até trinta dias – pois não constava na literatura médica qualquer relato de efeito colateral deletério. Com isto, as mulheres simplesmente foram deixando de tirar seus cabelos de plástico. Porque perdiam a conta. Esqueciam. Ou estavam com muito sono naquele dia. Algumas mulheres começaram a ter muitas dores de cabeça – já que as toucas de silicone eram mesmo um pouco apertadas –, mas ninguém associou uma coisa com a outra. Afinal, todas elas dispunham de inúmeras outras causas para cefaléia. Além disto, as mulheres nem se lembravam mais que estavam usando perucas. Os médicos estavam tão acostumados a vê-las com seus cabelos de plástico que nem reparavam mais. Porém, as toucas eram justas e plásticas, deixando o couro cabeludo sob elas abafado e no escuro – ambiente ideal para a proliferação de fungos e outros seres repugnantes e microscópicos. Especialmente depois que as mulheres decidiram não mais tirá-las, independente das circunstâncias: quer chovesse, quer fizesse sol. As perucas não eram mais tiradas nem para tomar banho! Foi só quando, misteriosamente, uma mulher apareceu morta em pleno horário de expediente, que a trágica realidade veio à tona: seu cérebro fora devorado pelos vermes. Um grande número de falecimentos veio a somar-se a este primeiro, antes que o alarme fosse dado em cadeia nacional – mas as proporções da calamidade acabaram por suplantar a oposição dos interesses econômicos envolvidos e, por fim, todo o país ficou sabendo. As mulheres, então, foram obrigadas a retirar seus cabelos de plástico, revelando os cabelos verdadeiros sob aqueles... Porém, o que deles restara, de tão frágil, quebradiço, opaco, mortiço, formava uma massa disforme que as mulheres não mais reconheciam – não eram mais loiros, nem castanhos, nem ruivos, nem crespos, nem lisos. Aliás, as próprias mulheres não se reconheciam mais, desprovidas tanto de seus cabelos naturais quanto de seus cabelos de plástico! As mulheres, agora, eram todas iguais.

  • Fernanda Polati

    Fernanda Polati é formada em comunicação social, pós-graduada em práticas integrativas e complementares em saúde, terapeuta holística, mestre em reiki usui tibetano e especialista em terapia floral, com florais de Bach. Atualmente, depois do quarenta anos, está mergulhando em um mundo que a cativou desde a adolescência: a escrita. Alguns textos da autora O passado reaparece devagarinho em uma caminhada no fim de tarde de verão, trazendo à tona recordações doloridas que estavam escondidas embaixo de uma folha de jornal velho ... a vida é essa? Engolir toda a vez que lembrar? Ele levou a chave da gavetinha das memórias. . A solidão no meio de uma multidão Tantas e tantas pessoas e nenhuma delas é você. Seu jeito de andar, desengonçado, seu jeito de prender o cabelo, que eu te ensinei que era melhor trança. Sua maturidade e infantilidade no mesmo corpo, confundido até você mesmo. Sua dualidade me amando em um dia e me desprezando nos próximos 15. Vai, diz adeus, que nao acabou. No fundo eu sei que acabou, só quero fingir que nao sei. Quero sair correndo, pular num precipício e sair voando. Virar borboleta. Não ter memória, apenas sobreviver. Por enquanto vamos sobrevivendo cono humanos do jeito que dá. Na solidão acompanhada de milhares de seres sem rosto . Deixa eu te mimar, Meu bem Te fazer feliz Ser teu apoio Tua mão Teu ombro quando precisar Deixa eu me entregar Te acompanhar Te dar meus melhores sorrisos E viver meus melhores momentos Tenho tão pouco tempo . Tarde demais Tenho saudades do seu sorriso de menina Tão espontâneo e claro Tão vivo O brilho dos seus olhos refletia sua alma Uma pureza encantadora de poucos Suas curvas, tão perfeitas Alinhadas com o por do sol Em desalinho com meu desejo Sorriam me condenando Seu toque Mais que um simples toque, amor O sentimento brotava de suas mãos Saltava sem dono de dentro da alma Atingia quem quer que fosse E seguia, Levando alegria sem esperar E eu sinto Sinto saudades agora Por não perceber a tempo Coautoria Antologia suja (Donizela, 2025) Amar em versos (Lura Editorial, 2025) Gênero é água (Donizela, 2026) Saiba mais sobre Fernanda Polati Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Analine Prehs

    Analine Prehs (Analine Prehs Molina Eguez) é curitibana, psicóloga, professora e escritora. Integra os coletivos literários Marianas e Mulherio das Letras Paraná e é coautora em algumas antologias. Alguns poemas da autora Quantas vezes será para sempre Quantas vezes será para sempre? O que é para sempre? O amor... A vida... A ilusão... Eu... O que será para sempre? Nada... Vazio... Dia... Noite... Gozo... Destino... Riso... Choro... Você... Nada será para sempre. Para sempre são os momentos. As lembranças. Não há quantificação. Só qualificação. Nos colocamos diante das expectativas do outro, de nós... mas nada é para sempre... O sempre é o hoje. É o aqui. É o agora. É o viver… Tempo regresso O fim se aproximava Só eu não queria admitir Uma nova história, um novo começo, uma nova perspectiva Um sonho concretizado Uma vida realizada E você... Nunca esteve lá Nunca foi o que fui para você Nunca soube, nunca viu, nunca viveu... Vitórias, derrotas E você não estava lá. A fantasia juvenil onde o irreal é real, era lá onde você estava Mas na realidade tudo é diferente Na realidade, os sonhos se concretizam Na realidade a vida acontece. E no topor da minha sanidade, apaguei você. Não vivo seus delírios, suas ilusões... Vivo a realidade nua e crua, mais saudável e feliz. Não me leve a mal, é o tempo regresso. Somos realidades rachadas pela imensidão do que é real e fantasioso É a esquizofrenia do real, do imaginário, da busca e da perda. Da vida e da morte. Eu escolhi a vida... A vida é agora, não tempo regresso. Somos opostos que mesmo caminhando em paralelas jamais se encontraram no infinito. Coautoria Vozes femininas  (Tertúlias, 2024) Intolerância: da fé à fúria   (Donizela, 2024) Marianas 10 (Donizela/Anadara brasiliana Edições, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Analine Prehs Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Cintia Ishizaka

    Cintia Ishizaka é psicóloga clínica e perita judicial, com atuação dedicada à escuta de crianças e famílias em situação de violência. No livro Caminho de seda e pedra , explora os abismos humanos que enfrenta em sua prática profissional. Como palestrante, aborda a condição da mulher, a comunicação não violenta e a resiliência psíquica. Escrever, para ela, é um ato de escuta e dá forma ao silêncio que pede para ser traduzido. Um texto da autora Filha do vento O vento sussurra segredos antigos, arrasta memórias pelas esquinas do tempo, modela montanhas com a paciência dos séculos. Ele é força e carinho, destruição e cuidado — paradoxo em movimento perpétuo. Sempre me reconheci nele, como se compartilhássemos a mesma essência inquieta. Quando a tempestade se anuncia e o mundo corre para se abrigar, algo primitivo desperta em mim. As primeiras gotas caem como o prelúdio de uma sinfonia selvagem, e eu — contrariando toda lógica de preservação — atendo ao chamado. Abro a porta enquanto outros a trancam. Há um aroma único nesse instante, uma eletricidade suspensa no ar que arrepia a pele e silencia o pensamento. O céu, vestido de cinza-chumbo, parece mais vivo do que nunca. Estendo os braços como asas imperfeitas. O vento me atravessa, despenteando lembranças antigas, embaraçando certezas. Giro sobre meus pés descalços, como uma dervixe em êxtase sagrado. Poderia dizer que danço com o vento, mas a verdade é mais íntima: por instantes fugazes, eu sou o vento. Transforma-me nele como quem reencontra uma forma ancestral. Ele me conhece desde antes de eu ter nome — desde quando era apenas poeira cósmica... Publicado em Caminho de seda e pedra , pela Editora Donizela. Livros Caminho de seda e pedra (Donizela, 2026) Saiba mais sobre Cintia Ishizaka Instagram Site de literatura Site da clínica de psicologia Publicado por: Tânia d'Arc

  • Francine Cruz

    Francine Cruz Grison é escritora, revisora e agente cultural em obras e coletivos que abordam a autoria e os direitos das mulheres, como o Mulherio das Letras, Coletivo Marianas, Vozes Escarlate, RuídoRosa, As Contistas e o canal Senhora Literatura . Também é pesquisadora sobre relações étnico-raciais e presidente da Associação do Coletivo Marianas. É doutora e mestre em Educação, especialista em Educação das Relações Étnico-Raciais, especialista em Atividade Física e Saúde e graduada em Educação Física. Todos os títulos pela UFPR. Também é licenciada em Letras português/inglês pela UTFPR. Livros Ao Deus do meu coração (Biblioteca 24x7, 2008) Amor, maybe (Ícone, 2011) Educação física na terceira idade: teoria e prática (Ícone, 2013) Atividade física para idosos: apontamentos teóricos e propostas de atividades   (Minelli, 2008; Donizela, 2022) A casa dos dois amores (AudioLivro, 2014; Donizela, 2022) A obra poética de Ana Cristina Cesar: ressignificação do biografismo (Donizela, 2022) La obra poética de Ana Cristina Cesar: resignificación del biografismo (Caravana, 2023) Relações étnico-racias na educação física escolar: teoria e prática (Caravana, 2023) Vovô foi embora… mas deixou muita história (Donizela, 2023) Poemas para brincar nas quatro estações (Arpillera, 2023; Donizela, 2024) Coautoria Expert arte 2002 – II Concurso de Poesia (Expert, 2002) Oficinas de análise e criação literária (FCC, 2012) 7 coisas que aprendi – e-book (edição dos autores, 2014) Sobre frestas e janelas (Oito e meio, 2017) Fluxo - Revista de Criação Literária (Edição 6, 2020) Parem as Máquinas! – poesia (Selo Off Flip, 2020) Parem as Máquinas! – conto e crônica (Selo Off Flip, 2020) Maternidades plurais (Editora Bindi, 2020; 2ª ed. Cegraf UFG, 2022) Antologia XIII Concurso Literário de Presidente Prudente (SECULT, 2020) Quam sacer cruor (Hecatombe, 2021) Revista Literarte Digital – Argentina (22 out. 2021) A poesia dos dois lados do Atlântico (Artelogy, 2021) Festival de Inverno UFPR - 30 anos sobre nós (Editora UFPR, 2021) Coletânea de poetas brasileiros contemporâneos (Persona, 2021) Livro diário do escritor 2022 (Litteris, 2021) Tuíra (Donizela, 2022) Banquete (Palco das Letras, 2022) Ampliando horizontes: poesia e ficção - haicais (Máquina de Escrever, 2022) Revista Brasil Nikkei Bungaku (nº 70, jul. 2022) Revista Literarte Digital – Argentina (21 set. 2022) Revista Mar de Lá (Ano 1, nº 3, dez. 2022) Revista Cassandra (jan. 2023) Revista Literarte Digital – Argentina (06 fev. 2023) Revista Mar de Lá – Folhas Secas (01 mar. 2023) Revista Mar de Lá – Folhas Secas (01 mai. 2023) Awen Magazine Art – Espanha (10 abr. 2023) Revista Literarte Digital – Argentina (22 jul. 2023) Revista Subtextos (ano 3, vol. 14, jul. 2023) Nove meandros (Donizela, 2023) Haicai Brasil (Edições Dionysius, 2023) Pedaços de asas (Hecatombe, 2023) Sangue sobre (t)ela (Donizela, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Prêmios e títulos Vencedora do II Concurso de Poesia Expert Arte 2002 (Expert, 2002) Prêmio Agente Jovem de Cultura (Ministério da Cultura, 2012) Vencedora do Selo Pausa Para um Café de Qualidade – Melhor livro na categoria Drama com Amor, Maybe (Pausa para um Café, 2012) Vencedora do Concurso Literário XIII – CLIPP – (Concurso Literário de Presidente Prudente Ruth Campos) (Secult, 2020) Menção Honrosa da Revista Ecos da Palavra – pela seleção como autora na 2a edição: O verão, o amor e o mar (Ecos da Palavra, 2020) Prêmio Licenciamento de Conteúdo Cultural Digital 2020 – Cultura feita em casa com o vídeo “Conhecendo outras culturas com o livro Amor, maybe" (SEEC, 2020) Prêmio Licenciamento de Obras Literárias Digitais 2020 – com o livro falado Amor, maybe (SEEC, 2020) Prêmio Cultura nas Redes 2020 – Licenciamento de Conteúdo Digital – com o vídeo “Leitura do livro Amor, maybe – 1º Capítulo” (SEEC, 2020) Prêmio Edital 038/2020 Lei Aldir Blanc de Curitiba – com o conto “Olho mágico” (FCC, 2020) Prêmio Edital 063/2021 Lei Aldir Blanc de Curitiba – com o conto “Novenas” (FCC, 2021) Certificado de qualidade literária (Câmara Brasileira de Jovens Escritores – CBJE, 2021) Membro Efetivo do Centro de Letras do Paraná (Centro de Letras do Paraná, 2022) Acadêmica da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia), cadeira 3 patrona Ana Cristina Cesar (2023) Medalha de Honra ao Mérito (Projeto Poetizar o Mundo, 2023) Prêmio Oficial Melhores do Ano 2023/2024 – 1º lugar na categoria Escritora em Curitiba-PR (Agência Midaz, 2023) 1° Troféu Capivara – Prêmio Literário da Cidade de Curitiba (TAUP, 2024)        Reconhecimento Literário com Poemas para brincar nas quatro estações – Melhor Livro Saiba mais sobre Francine Cruz Site da escritora Francine Cruz Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • 86° Letra de Mulher: lançamento de "Apoteose" e "(Sobre)viver e morrer num corpo de mulher"

    O 86° Letra de Mulher apresenta o lançamento dos livros Apoteose , de Maria Vitória Rosa ,   e (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz , com mediação de Danielle Rech . As autoras apresentarão as obras, farão roda de conversa e leitura com as pessoas presentes. Haverá também venda dos livros e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público   e acontece no dia 1° de março de 2026 , das 10h30 às 13h30 , na Feira do Poeta  (Largo da Ordem – Rua Cel. Enéas, 30). Sobre as obras Apoteose Em Apoteose , Maria Vitória Rosa constrói uma poderosa mitologia pessoal através da poesia, transformando sua genealogia feminina em legado divino. Na capa, Spica — estrela principal de Virgem e deusa das colheitas com seus ramos de trigo e cornucópia — anuncia o universo simbólico do livro, onde romãs e flores secas pontuam a jornada entre a vida e a morte, o sagrado e o terreno. Nesta obra dividida em três atos, a autora — mulher transgênero — realiza um notável ritual de transmutação literária em que sua transição de gênero ecoa na elevação de suas ancestrais a divindades gregas. Da avó italiana que desbravou oceanos às mulheres brasileiras de sua linhagem, cada figura é consagrada em um panteão íntimo no qual as relações amorosas tornam-se passagens iniciáticas. Com linguagem que entrelaça o sagrado e o terreno, os poemas do livro são um manifesto de corporeidade que celebra a transfiguração como princípio criativo, convertendo memória em mito e a experiência trans em força cosmogônica. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/apoteose (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher (Sobre)viver e morrer num corpo de mulher é um convite para mergulharmos em um universo que vibra na intensidade da experiência de ser mulher. Através de textos carregados de lirismo e verdade, a autora nos conduz por um caminho de identificação, autodescoberta e empoderamento, desde a infância marcada pela rejeição de estereótipos de gênero, a maternidade, com suas alegrias e angústias, e a maturidade, revelando a força e a resiliência que habitam em cada mulher. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou com a Editora TAUP.

  • Coletivo Marianas inicia ciclo de atividades formativas e literárias em 2026

    O Coletivo Marianas deu início a 2026 com uma programação intensa e diversificada, confirmando seu compromisso com a difusão da literatura e das artes produzidas por mulheres. O ciclo de oficinas, uma das novidades centrais do ano, iniciou com a oficina "Ferramentas Digitais" e foi ministrada por Andréia Gavita de forma virtual via Google Meet no dia 23 de janeiro. A atividade ofereceu um guia prático para o uso de ferramentas Google. Oficina 1 - Ferramentas digitais Oficina 1 - Ferramentas digitais A roda literária mensal "Letra de Mulher", focada em poesia, chegou à sua 85ª edição no dia 1º de fevereiro, na Feira do Poeta, com uma sessão especial para celebrar os 12 anos do grupo. Com mediação da escritora Maria Lorenci , o encontro foi dedicado à leitura de poemas de integrantes e participantes. Fotos 85° Letra de Mulher na Feira do Poeta No dia 7 de fevereiro, estreou no CEFURIA o novo projeto "Prosa de Mulher", coordenado pela escritora Susan Blum , inaugurou a roda literária bimestral dedicada a leitura e discussão de narrativas em prosa produzidas por mulheres. A primeira edição colocou em debate as obras " O evangelho da noite ", de Keyla Fernandes , e " Entraves & entranhas ", de Tânia d'Arc . A próxima edição do "Prosa de Mulher" será no dia 11 de abril, no CEFURIA, com as obras das autoras Edra Moraes e Sonia Cardoso . 1° Prosa de Mulher no CEFURIA Ainda em fevereiro, as escritoras Maísa Cardoso e Priscila Prado apresentam seus livros na Seção Infantil da Biblioteca Pública do Paraná nos dias 21 e 28. A agenda de março está repleta de ações literárias e formativas. A 86ª edição da "Letra de Mulher", com mediação de Danielle Rech , acontece em 1º de março com Maria Vitória Rosa [ Apoteose ] e Francine Cruz [ (Sobre) viver e morrer num corpo de mulher ]. O coletivo também integra a programação da 6ª edição do projeto Sesc Mulheres, com uma roda de conversa sobre antologias coletivas no dia 14 de março, na qual as integrantes compartilharão sua experiência na organização e publicação de obras conjuntas. Além disso, estão programadas quatro oficinas gratuitas em Curitiba. No dia 11, na Biblioteca Hideo Handa, acontece a Oficina 2: Como escrever contos de terror?, com foco em escrita criativa, técnicas e história do gênero. A Oficina 3, em 21 de março no mesmo local, se dedica à "A arquitetura do poema: escansão e figuras", aprofundando a análise e criação poética. No dia 25 de março, a Oficina 4: Cartas para os meus Eus propõe uma jornada de escrita autobiográfica na Biblioteca Hideo Handa. Encerrando o mês, no dia 28, a Oficina 5: O Tarô e a Escrita terapêutica ocorrerá na Casa da Leitura Wilson Bueno, utilizando os Arcanos Maiores para estimular a criatividade e o autoconhecimento através das palavras. Em 12 de março, a venezuelana María Eugenia (Maru) oferece uma aula aberta gratuita com sessão de Biodança. Inscrições abertas em: coletivomarianas.com/oficinas

  • 1° Prosa de Mulher, com Keyla Fernandes e Tânia d'Arc: evento focado em narrativas em prosa de integrantes do Coletivo Marianas

    Em fevereiro de 2026, o Coletivo Marianas inaugura o Prosa de Mulher , evento bimestral que abordará livros de narrativas em prosa produzidos por mulheres. A iniciativa surge em um momento em que o grupo celebra seus 12 anos de existência e chega à 85ª edição do Letra de Mulher , evento mensal focado em obras de poesia que acontece na Feira do Poeta, no Largo da Ordem, desde 2017. Devido ao sucesso e consistência da ação que já dura quase 10 anos e com o crescimento do grupo e de suas produções literárias, as integrantes decidiram criar um outro encontro focado em narrativas em prosa. Organizado e coordenado pela escritora, psicóloga e professora universitária Susan Blum , autora de dois livros de contos e um infantil, o evento acontecerá aos sábados, a cada dois meses, no Cefuria, em Curitiba. O encontro receberá integrantes do Coletivo Marianas e/ou convidadas para falarem de suas obras. Nesta primeira edição, o Prosa de Mulher contará com a presença de Keyla Fernandes , com o livro O evangelho da noite (Donizela, 2025), e Tânia d'Arc , com a obra Entraves & entranhas (Patuá, 2024). As autoras farão apresentação e leitura de trechos dos livros, bate-papo com as pessoas presentes, venda das obras e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público e acontece no dia 7 de fevereiro de 2026 , das 14h às 16h , no Cefuria (Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba, PR). Sobre as obras O evangelho da noite O evangelho da noite é uma jornada sombria envolta por segredos, por ecos do passado e pelo poder e o perigo do conhecimento. Quando seu namorado desaparece de forma misteriosa, Helena se vê arrastada para um mundo oculto habitado por um antigo culto macabro, uma biblioteca que não deveria existir e um livro que não aceita ser ignorado. Entre alucinações, segredos e a tênue linha que separa o real do imaginário, a obra conduz o leitor por corredores labirínticos de culpa, desejo e loucura. Uma história de terror psicológico e mistério, para aqueles que não têm medo de encarar o lado mais sombrio de sua curiosidade. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Donizela: https://www.donizela.com/product-page/o-evangelho-da-noite Entraves & entranhas Em Entraves & entranhas , somos levados a um universo de introspecção e transformação. São histórias de diferentes mulheres confrontando suas próprias realidades e lutas: ora em busca de autenticidade, ora em tentativa de rompimento com o passado, ora um despertar para novas verdades. Com narrativas vívidas e complexas, os contos nos desafiam a refletir sobre os entraves pessoais presentes no nosso dia a dia e as camadas ocultas que moldam nossas vidas. Através de olhares femininos, a obra busca explorar as batalhas internas e as revelações inesperadas de nossas jornadas pessoais. O livro pode ser adquirido direto com a autora ou pelo site da Editora Patuá: https://www.editorapatua.com.br/entraves--entranhas-contos-de-tania-darc/p

  • Eventos do Coletivo Marianas em fevereiro de 2026

    85° Letra de Mulher (01/02) Celebração do aniversário de 12 anos do Coletivo Marianas com leitura de poemas das integrantes e mediação de Maria Lorenci ⏰ 10h30 às 13h 📍 Feira do Poeta – Largo da Ordem, R. Cel. Enéas, 30 – Centro, Curitiba (PR) 1° Prosa de Mulher (07/02) Primeira edição do Prosa de Mulher, evento bimestral que abordará livros de narrativas em prosa  produzidos por mulheres. Apresentando: O evangelho da noite , de Keyla Fernandes Entraves & entranhas , de Tânia d'Arc com mediação de Susan Blum ⏰ 14h às 16h 📍 Cefuria – Rua Desembargador Motta, 2791 – Bigorrilho, Curitiba (PR) Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (21/02) Apresentação de Três córdeis da Valentina , com a autora Maísa Cardoso ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná Coletivo Marianas na BPP – seção infantil (28/02) Apresentação de Preguiça, coragem e outros bichos , com a autora Priscila Prado ⏰ 10h às 11h 📍 Seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná

  • Coletivo Marianas na seção infantil da BPP | fevereiro de 2026

    Em fevereiro de 2026, o Coletivo Marianas apresenta Três cordéis da Valentina , com a autora Maísa Cardoso , e Preguiça, coragem e outros bichos , com a autora Priscila Prado , das 10h às 11h, na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná  (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). Três córdeis da Valentina Com lirismo, coragem e um olhar atento ao mundo, Três cordéis de Valentina apresenta três narrativas em verso que unem a tradição do cordel à realidade contemporânea de meninas e adolescentes brasileiras. No primeiro cordel, conhecemos Valentina — uma jovem sonhadora, nascida em um contexto de pobreza, que encontra na escrita um espaço de força e invenção. O segundo cordel mergulha numa história de amor proibido, vivida com intensidade no interior do Paraná, onde tradição e afeto travam um duelo delicado. No terceiro, Valentina na Rede, a autora traz à tona os perigos do universo digital e convida os jovens leitores a refletirem sobre pertencimento, exposição, escolhas e segurança online. Com ilustrações no estilo da xilogravura, feitas por Dayana Cortes, e uma linguagem rimada que respeita a forma tradicional do cordel, o livro é um convite para que adolescentes conheçam, sintam e se reconheçam na poesia popular brasileira. Três Cordéis de Valentina é um livro que pulsa com voz jovem, mas carrega a ancestralidade das narrativas orais — e mostra que rima também pode ser resistência, afeto e consciência. Compre diretamente com a autora ou pelo site da Editora Insight: https://editorainsight.com.br/produto/tres-cordeis-da-valentina/ Preguiça, coragem e outros bichos Em uma abordagem criativa, este livro incomum promove a interação do leitor com as ilustrações e poemas — no papel e no site: preguicacoragem.com.br. Textos e imagens permitem uma abordagem transdisciplinar com crianças de várias idades nos vários ambientes de aprendizagem e lazer. É um livro vivo! Finalista do Prêmio Jabuti 2013 na categoria “Didático e Paradidático”, Preguiça, coragem e outros bichos é um livro inspirador e pensado nos mínimos detalhes para que o leitor possa interagir com a obra. Os poemas atuam com páginas ilustradas, dando mais vida à obra. O leitor é convidado a todo o momento a escrever, ilustrar e colorir, participando da obra como um coautor. Além dos poemas de Priscila Prado, a obra conta, ainda, com ilustrações de oito diferentes artistas: Clara Hitomi Yamada, Christiane Petrelli Coelho, Eve Ferretti, Gerson Luiz Cordeiro, Marcelo Marques Lopes, Márcia Széliga, Mari Ines Piekas e Priscila Sanson. Compre diretamente com a autora ou pelo site da Editora Insight: https://editorainsight.com.br/produto/preguica-coragem-e-outros-bichos/

  • Maria Vitória Rosa

    Mulher trans, bruxa, escritora e atriz curitibana. Maria Vitória Rosa tem três livros de poesia publicados: Poética pandêmica, hábitos políticos (2023), pela Editora Toma Aí Um Poema, No limbo (2024), pela Editora Caravana, e Apoteose (2025) pela Editora Donizela, com lançamentos na Feira Literária do Sesc, Biblioteca Pública do Paraná, Livraria Itiban, Feira do Poeta, Casa Pagu e Taba Maraú. Alguns poemas da autora recomeços abro a porta dos fundos dos mundos longínquos recomeço pelo fim dos tempos arribo a vela pego carona com o vento só me lanço contra as ondas que conheço meu barco é pequeno não aguenta o tranco sustenta refugiados fracos mas a carne é forte tanto bate até que vira pedra medusa sempre foi esbelta sempre foi exemplo símbolo da minha era atriz por um triz quero ser uma atriz bem-sucedida sem plateia, diva invisível combativa no intento de não ser ouvida minha mensagem vazia não alcançará Marias, mulheres que trabalham todos os dias Josés, que desprezam a poesia Livros Poética pandêmica, hábitos políticos (TAUP, 2023) No limbo (Caravana, 2024) Apoteose (Donizela, 2025) Saiba mais sobre Maria Vitória Rosa Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Amanda Metka

    Amanda Metka é poeta paranaense, escritora, microempreendedora cultural, vice-presidente da Associação Coletivo Marianas e fundadora do Culttura Curitiba, informativo que circulou em 2015. Teve trabalhos publicados em jornais locais e antologias poéticas. Em 2019, recebeu Menção Honrosa pela Femoclan devido às ações culturais. Em 2025, foi palestrante na Semana da Biblioteca no IFPR Pinhais. Alguns textos da autora Tempo O tempo tira tudo de nós A vontade de lutar De viver, de saber mais Leva nossa juventude, força e motivação Nos deixa pequenos diante de um mundo Que não nos permite ter tempo Ele é o maior carrasco da vida Nos leva embora para sempre Nos da números de tempo de vida Escravos somos dele, pois nos controla com as horas. E no fim arranca de nós o maior presente, Que poderia ser dado: a própria vida... Coautoria Cem poemas de gratidão (Clube de Autores, 2025) Pretas com Poesia 2 (Donizela, 2025) SOS natureza (Uiclap, 2025) Saiba mais sobre Amanda Metka Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Danielle Psique

    Danielle Psique (Danielle Sousa Pacheco) é psicóloga clínica, escolar e jurídica. Descobriu o prazer de conversar com páginas na pandemia. Defende a escrita como um lugar de catarse, autoconhecimento e liberdade de ser. Alguns textos da autora Máscaras Aprendi que os lugares não são as pessoas cruzamos com elas pelo caminho de encontro com a nossa verdadeira face Nenhuma delas merece o se perder de si e vestir um cosplay de fingir ser máscaras não cabem mais Todos os lugares que habitei A vida é longa demais para nascer crescer e morrer no mesmo lugar Sem recolher pedaços perdidos pelas marcas que nos foram impostas pela dor, pela nostalgia, do que foi vivido, do que foi perdido, do que nunca foi, do que parecia ser. Fico feliz por todos os lugares que habitei Me sinto grata por cada um deles Eles se amontoam na pessoa que sou hoje pintam partes do meu ser Numa pintura impressionista em construção De um viver em reticências sem previsão de ponto final. Poemas do livro Todos os lugares que habitei , publicado de forma independente. Livros Estranho novo mundo (Haikai Editora, 2022) Meu novo eu (publicação independente, 2023) Disponível em https://a.co/d/05coIQ1d Enquanto eu me lembrar de mim (publicação independente, 2024) Todos os lugares que habitei (publicação independente, 2025) Coautoria Feliz Ano Novo (Bem Cultural, 2023) Vozes Escarlate 2 (Bem Cultural, 2024) Antologia Suja (Donizela, 2025) Saiba mais sobre Danielle Psique Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Keyla Fernandes

    Keyla Fernandes é historiadora e autora neurodivergente de histórias de terror e fantasia inspiradas na mitologia e no folclore, priorizando o protagonismo feminino. Publicou o romance de fantasia sombria O querubim de três faces e a novela de terror e suspense O Evangelho da Noite . Suas narrativas exploram o mistério, o oculto e o sombrio. Alguns textos da autora Cremos em Deus, nosso Senhor, que reina nas trevas. Cremos no poder, fruto ímpar do conhecimento. Cremos no sangue e no sacrifício, porquanto nada vem do nada. Cremos no manto da obscuridade e na potência do silêncio, pois a Voz de nosso senhor não é para todos os ouvidos. Cremos na lealdade, bastião de nossa existência e amaldiçoamos aqueles que contra ela atentam. Cremos no pulso de Pôncio Pilatos e no poder de esmagar deuses. Cremos na sabedoria ancestral e honramos o legado dos Seis. Cremos na voz da escuridão e na sagrada Igreja da Noite. Trecho de O Evangelho da Noite , publicado pela Editora Donizela. Em seu trono, Lúcifer ponderava sobre os últimos acontecimentos. Chegara há pouco de sua primeira caminhada sobre a terra desde o longínquo dia no Jardim. Não gostava de estar lá, nem desejava empregar tanta energia para se deslocar até o mundo que não fora feito para ela e os seus. Um mundo que a rejeitava, sugava suas forças e a enfraquecia, forçando-a a esconder sua forma para caber na existência e na consciência humana. Trecho do livro O querubim de três faces . Marido "Mas seu marido deixou você cortar o cabelo?" Em sua mente, já antecipava a pergunta. Então jogou a última pá de terra, acendeu um cigarro e sorriu. "Ele não tem mais essa opção". Microconto publicado no livro Histórias de terror para quem não tem tempo . Livros A trilogia da floresta (publicação independente, 2018) Histórias de terror para quem não tem tempo (publicação independente, 2022) O querubim de três faces (publicação independente, 2023) O Evangelho da Noite (Donizela, 2025) Coautoria Revista Diário Macabro n. 7 (Diário Macabro, 2020) Brasil Macabro (Diário Macabro, 2021) Sede eterna (Mão Esquerda, 2025) Saiba mais sobre Keyla Fernandes Instagram Site Publicado por: Tânia d'Arc

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