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  • Prima mulier, de Jô Macario

    Sinopse Prima mulier , livro com poemas de Jô Macario, é uma obra que referencia a “primeira mulher” que foi, desde a criação, a condenada. Segundo o ponto de vista da Bíblia (livro doutrina da religião cristã), Eva deveria ser submissa ao homem por vir da costela de Adão, mas por livre escolha, demonstrando que tinha o seu modo de pensar, de decidir e de viver sem obedecer, Eva comeu do “fruto proibido” e ofereceu também ao homem a possibilidade de escolher, e ele decidiu experimentar. Conhecemos a continuação desta narrativa, a qual, até os dias de hoje, traz as mulheres como as condutoras de escolhas “pecaminosas”, sendo responsabilizadas pelas mazelas da humanidade, sofrendo punições absurdas pela interpretação machista, misógina e sexista da metáfora bíblica. Lilith, segundo mitologias judaicas e da Mesopotâmia, também é interpretada como sendo a primeira esposa de Adão, mas que abandonou o Jardim do Éden por não aceitar a submissão e foi transformada em uma entidade demoníaca. A Eva “científica” ou (Eva mitocondrial) é um termo que remete ao DNA mitocondrial dos Homo sapiens atuais, herdado de uma ancestral comum. O sequenciamento das mutações genéticas ao longo das gerações permitiu calcular que a Eva mitocondrial teria vivido no sul da África entre 150 e 200 mil anos atrás. A diversidade de nossa “herança” se deu pelas alterações no material genético, ocorridas pela migração de nossos antepassados a outros continentes, mas tendo sempre a marca de uma “mãe comum”, a bagagem biológica repassada da “primeira mulher” para suas filhas, netas, bisnetas e todas nós. Seja Eva bíblica, Eva científica ou Lilith, ou as 75 mulheres que intitulam os poemas de Prima mulier , sendo protagonistas do mote poético do livro, Jô Macario projeta, do centro de sua escrita, a mulher preta, iluminando-a frágil, forte, alucinada, amorosa, maternal, fugaz, quase sempre à margem, quase sempre à deriva, na métrica elaborada entre estrofes ritmadas, versos rimados (e não), lançando seu vernissage e nos irmanando pela ancestralidade. Mais informações Autora: Jô Macario Editora: Donizela Link para compra: https://www.donizela.com/product-page/prima-mulier Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/pretamacario   Telefone: ( 41) 99877-1971 E-mail: ag1305@hotmail.com   Publicado por Tânia d'Arc

  • Tantos eus, de Valeria Borges

    Sinopse Tantos eus é um livro de poesia com sensibilidade e sentimentos de amor à vida, à familia, a Deus, enfim, o amor em todas as suas nuances. Mais informações Autora: Valeria Borges Adquira direto com a autora. Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/valeriaborgesdas Telefone: ( 41) 99104-6351 E-mail: valbs@hotmail.com Publicado por Tânia d'Arc

  • Entraves & entranhas, de Tânia d'Arc

    Sinopse Em Entraves & entranhas , somos levados a um universo de introspecção e transformação. São histórias de diferentes mulheres confrontando suas próprias realidades e lutas: ora em busca de autenticidade, ora em tentativa de rompimento com o passado, ora um despertar para novas verdades. Com narrativas vívidas e complexas, os contos nos desafiam a refletir sobre os entraves pessoais presentes no nosso dia a dia e as camadas ocultas que moldam nossas vidas. Através de olhares femininos, a obra busca explorar as batalhas internas e as revelações inesperadas de nossas jornadas pessoais. Mais informações Autora: Tânia d'Arc Editora: Patuá Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.editorapatua.com.br/entraves--entranhas-contos-de-tania-darc/p Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/taniadarc Telefone: (41) 99136-9680 E-mail: tania_darc@hotmail.com

  • Segundos em pó, de Susan Blum

    Sinopse O livro Segundos em pó é composto por 35 contos e algumas fotos que foram construídos na época da pandemia. O livro se divide em três partes: pré-pandemia, pandemia e pós-pandemia. A maioria dos contos-crônicas se concentra na segunda parte, trazendo reflexões e ficções sobre esse período político-pandêmico em Curitiba. Mais informações Autora: Susan Blum Editora: Donizela Adquira direto com a autora ou pelo link: https://www.donizela.com/product-page/segundos-em-p%C3%B3-susan-blum Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/susan_blum_moura_ Telefone: (41) 99693-9272 E-mail: susanpessoa@yahoo.com.br   Publicado por Tânia d'Arc

  • Iara, de Susan Blum

    Sinopse Iara é o primeiro livro infantil da autora, que traz uma sereia brasileira com medo de sair do rio Amazonas, por não querer se afogar no ar. Então foge para o alto-mar, onde encontra diversos seres que lhe dão conselhos sobre como resolver seu problema. A cada conselho, ela percebe que não daria certo para ela, até que encontra Aleia, a baleia. E descobre, nessa amizade que faz, semelhanças que a ajudam a resolver seu dilema, assim retornando para seus pais, no rio. Uma história que ajuda a criança a se descobrir, mesmo com suas diferenças, e a enfrentar seus medos. Mais informações Autora: Susan Blum Editora: Medusa Adquira direto com a autora. Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/susan_blum_moura_ Telefone: (41) 99693-9272 E-mail: susanpessoa@yahoo.com.br   Publicado por Tânia d'Arc

  • Joana, a joaninha, de Luiza Pinheiro Kühl

    Sinopse Em Joana, a joaninha , Luiza nos revela um segredo contado por uma joaninha.  Quando você descobrir a história, inspirada em Joana, amiga da autora, vai gostar de voar e sentir o vento no rosto.  E tenho certeza que gostará de desenhar pintas e letras, como fez a ilustradora Débora, que também se encantou com a experiência incrível da garotinha de sorriso grande e olhos brilhantes como uma estrela. Palavra de joaninha. Mais informações Autora: Luiza Pinheiro Kühl Editora: Donizela Link para compra: https://www.donizela.com/product-page/joana-a-joaninha Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/luiza_autora Telefone: ( 41) 9976-0633 Publicado por Tânia d'Arc

  • O que te escrevo é pedra bruta e delicada, de Tânia d'Arc

    Sinopse O que te escrevo é pedra bruta e delicada é um livro de poemas e prosa poética que aborda temas como o amor, paixão, desilusão, dor, transformação, aceitação e autoconhecimento. É dividido em quatro seções: Granada; Galena; Selenita; e Sugilita. Tais pedras aludem a níveis do processo de evolução de alguém que conheceu o amor e vivenciou todos os seus aprendizados e consequências. Já a ametista, presente na capa, remete à transformação ocorrida nesse percurso: alguém que se encheu de amor por si, pelo próximo e se conectou com o universo. A pedra é bruta, mas os textos são milimetricamente lapidados. Como quem busca mostrar o duro cerne, expondo a parte mais primitiva e profunda das coisas — assim como Clarice Lispector, eterna fonte de inspiração para a autora, também sempre almejou. Mais informações Autora: Tânia d'Arc Editora: Patuá Link para compra: https://www.editorapatua.com.br/o-que-te-escrevo-e-pedra-bruta-e-delicada-poemas-de-tania-darc/p Contato da autora Instagram: https://www.instagram.com/taniadarc Telefone: (41) 99136-9680 E-mail: tania_darc@hotmail.com

  • Valeria Borges

    Valeria Borges da Silveira (Valeria Borges) é escritora, poetisa e produtora cultural. É formada em Administração com habilitação em Comércio Exterior (Unicemp). Fez os cursos técnicos Prática e Técnica de Escritório (Opet) e Desenho Artístico e Publicitário (Instituto Monitor); e MBA em Gestão do Luxo (FGV e Institut Supérieur Du Commerce de Paris). Também fez especializações em direito e gestão empresarial; gestão, orientação e supervisão escolar; gestão cultural; gestão de eventos; e gestão de projetos turísticos. Tem credenciamento em jornalismo, é presidente da Associação Literária Lapeana e membra de várias entidades culturais. Diretora da empresa Santa Barbara Produções, coordenadora da UTIL e coordenadora de políticas públicas de gestão do livro, leitura e literatura da Biblioteca Publica do Paraná. Alguns poemas da autora Presa Agasalho-te com meus abraços, Dançamos os mesmos passos, Sonhamos os mesmos sonhos... Esta paixão se tornou Ardente e valiosa, Abusou dos sonhos meus, Alcançou o infinito, Ao tocar os lábios teus... Queria parar o tempo E num raro momento Ficar estacionada na sublime felicidade Desfrutando do sentimento... Vou fazer do teu corpo, O meu eterno paraíso, Não dominar meus impulsos, E que nunca te deixar seja preciso... Flutuo nas ondas do teu corpo, Fico imersa no oceano do teu olhar E quando percebo estou presa, Pronta para te amar. Água Como uma voz que em segredo Reza em momentos de mágoa, Sai gemendo um fio d'água Do coração do rochedo. O sangue branco das águas..., A água correndo... Parece a ladainha amargurada De alguém que está sofrendo... Água... Sangue vivo no rio, Como em artérias, Estuante, e pelos córregos azuis, Pelos veios A fecundar o corpo vivo e esquivo da Terra, A tumultuar, No leito das areias... Estás presente Nas vasas deletérias Onde a vida se perde, Na decomposição do brejo verde, Nos riachos do Brasil... Publicados em Tantos eus e em algumas antologias. Eu mulher Sou sincera e objetiva Às vezes “dona de mim”, incisiva... Mas nunca dona do mundo. Serei sempre uma mulher de verdade nem tanto Amélia nem tanto Elizabeth Sempre entre sorrisos e tramas Buscando ser cortês, Um pouco impetuosa talvez... Mulher terra, a própria primavera... Que um lindo futuro espera Que sonha ser conquistada. Ficar com “a alma” massageada... Ter a vida abençoada Sempre respeitada Com poesia nos lábios, no sorriso, Nas letras, na caminhada... Sou fera, sou anjo, Sou mãe, sou filha, sou irmã, sou amiga. Livre e comprometida, Forte e frágil... Sensível e atrevida... Tenho sorte e sou ágil, Sou cordial, quase sensata, Nunca ingrata... Acredito no amor Sei pouco da vida Por vezes morro de saudade De uma fase imensurável, nem vivida... Sou desdobrável. Quase um poema, um sol... Ou mulher lua, indomável, De temores nua... Publicado na antologia Associação Literária Lapeana . Livros Rastos (Expoente, 2000) Tantos eus (Educon, 2007) Reticências (Grafilapa, 2014) Penso assim... (Sesc, 2019) Coautoria Lapa, tropas e tropeiros: caminhos da história (Educon, 2006; versão bilíngue, 2009) Histórias que vi, vivi e ouvi I (Educon, 2015) Saberes e sabores: costumes e histórias da Lapa I (Sesc, 2018) Histórias que vi, vivi e ouvi II (Fecomercio, 2019) Saberes e sabores: costumes e histórias da Lapa II (Sesc, 2020) O pensador I (Betim, 2021) O pensador II (Betim, 2022) Los sueños de los espejos (Ediciones Literarte, 2022) Coletânea Internacional Infinito Olhar (Gaya, 2022) 100 anos de cultura no Brasil (Gaya, 2022) Conexão VIII – antologia Feira do Poeta (Nogue, 2022) Sou ar – quintologia poética (Mundo Cultural World, 2022) O tempo (Manuscritos, 2023) Coletânea Internacional Dimensões (Gaya, 2023) Poesia no lago (Gaya, 2023) I Premio Literário Bom dia Poesia – antologia poética (Alazo, 2023) II antologia carmopolitana: 100 anos do nosso torrão (Performance, 2023) A coragem de pensar diferente (Antologias Brasil, 2023) Na dança das palavra s (Antologias Brasil, 2023) Minha terra tem palmeiras (Antologias Brasil, 2023) Sob a luz do luar (Antologias Brasil, 2023) Aprender a amar (Antologias Brasil, 2024) Vidas sem preconceito: combate ao capacitismo (Brasil Casual, 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Valeria Borges YouTube TikTok Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Coletivo Marianas promove lançamentos, relançamentos de livros e oficina no Sesc Paço da Liberdade

    No dia 14 de dezembro de 2024 , integrantes do Coletivo Marianas vão participar do Relance , no Sesc Paço da Liberdade , evento organizado pelo GREI (grupo de editoras independentes). O evento acontece de três em três meses aos sábados, das 10h30 às 17h , sempre no mesmo local, e tem como proposta ocupar espaços e divulgar a produção editorial de Curitiba e região metropolitana, por isso, reúne editoras locais e também dá espaço para coletivos e autores independentes. Um tema principal sempre guia as produções participantes e as atividades paralelas ofertadas. O dessa edição é "O livro em Curitiba: história e produção" . O Marianas participará como coletivo, levando seis obras. E as integrantes Francine Cruz e Tânia d'Arc participarão como autoras individuais, levando três obras cada. A Editora Donizela , que faz parte do GREI, também estará presente e levará algumas obras individuais e coletivas das integrantes. Maísa Cardoso , por sua vez, ministrará a oficina "Inteligência emocional: importância dos limites nas relações" , das 11h às 12h30 , guiada pela leitura da obra de sua autoria A fábula da formiga Bernadete . O evento terá ainda outras atividades e atrações gratuitas e oferece vantagens para quem fizer a inscrição antecipada por meio deste link . Livros do Coletivo Marianas no Relance de dezembro de 2024 Confira a lista completa de livros do coletivo presentes no evento: A obra poética de Ana Cristina Cesar  (teoria literária), Francine Cruz Barbed wire kisses , Zoë Howe trad. Letícia Lopes Cemitério de coisas vivas (poesia), Evelin Moreira Contornos e contrastes  (poesia), Rita Delamari Entraves & entranhas  (contos), Tânia d’Arc (sessão de autógrafos 16h) Francisca viva (poesia), Francisca Júlia org. Andréia Gavita Idade é fogo (poesia), várias autoras org. Maria Lorenci (sessão de autógrafos 14h) Intolerância: da fé à fúria  (poesia), várias autoras org. Letícia Lopes Marianas 10 (poesia), várias autoras orgs. Angela Ikeda e Rosana Barroso Nove meandros (poesia), várias autoras org. Danielle Rech O Natal do Beto  (infantil), Tânia d’Arc (sessão de autógrafos às 16h) O que te escrevo é pedra bruta e delicada  (poesia), Tânia d’Arc  Pastrix , Nadia Bolz-Weber trad. Letícia Lopes Pinte-me de Azul!  (poesia), Gisela Maria Bester Poemas para brincar nas quatro estações  (haicais), Francine Cruz Sangue sobre [T]ela (poesia), várias autoras org. Ná Silva (homenagem 12h) Tecendo poesias   (poesia), Nola Amaro Vovô foi embora, mas deixou muita história! (infantil), Francine Cruz

  • Sarau Lendo Pretas reúne coletivos literários para celebrar o Dia da Consciência Negra

    No dia 19 de novembro os coletivos literários Pretas com Poesia e Marianas promoverão o Sarau Lendo Pretas no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), que acontecerá das 19h às 21h. Todas as mulheres estão convidadas a participar e o palco ficará aberto para qualquer uma que queira ler textos de escritoras e poetas pretas. "A ideia é realizar um evento antirracista com todas as mulheres em celebração à consciência negra" , afirma Jô Macario , escritora e idealizadora do Pretas com Poesia. Sobre o coletivo Pretas com Poesia Formado por mulheres que compartilham o amor pela poesia e pelas variadas formas de intervenção artística com palavras, o Pretas com Poesia surgiu em resposta à necessidade de representação e visibilidade das mulheres negras na arte local. O objetivo é construir um ambiente inclusivo, onde essas artistas possam compartilhar suas produções poéticas e discutir as questões que impactam suas vidas na sociedade. O coletivo teve início com uma apresentação poética na abertura do Julho das Pretas em 2023, na Vila Torres. Foi a partir dessa experiência que Jô Macario, escritora e idealizadora do projeto, viu a oportunidade de reunir mulheres negras que escrevem, mas que raramente têm um espaço para expor seus versos. Assim, em 26 de agosto de 2023, foi organizado o primeiro sarau em homenagem à escritora Laura Santos, realizado na sede do Bloco Afro Pretinhosidade, com leitura de textos de escritoras pretas. O segundo encontro ocorreu na Feira do Poeta, em 15 de outubro de 2023. Primeiro sarau do Pretas com Poesia foi realizado em homenagem à escritora negra Laura Santos. Foto: Santi Walcir Segundo sarau realizado na Feira do Poeta. Foto: Santi Walcir Parte desta matéria foi originalmente escrita por Silvana Bárbara e publicada no Plural .

  • 73° Letra de Mulher: festa literária de final de ano e lançamentos de livros

    O 73° Letra de Mulher, última edição de 2024, está com data marcada para 1° de dezembro. Como é costume, o evento mensal do Coletivo Marianas reunirá as escritoras na Feira do Poeta, no Largo da Ordem (R. Cel. Enéas, 30), das 10h às 13h, e será aberto ao público. Desta vez, o encontro receberá lançamentos de livros de diversas autoras e de gêneros variados. Uma verdadeira festa literária para brindar o fechamento de mais um ano de grandes realizações e conquistas. Dois dos livros confirmados até o momento são Entraves & entranhas (Patuá), de contos, e O Natal do Beto (Donizela), infantil. Ambos são da escritora, revisora e redatora Tânia d'Arc .

  • Priscila Prado

    Priscila Prado é escritora, advogada, mestre em Estudos de Linguagens pela UTFPR e tradutora do espanhol, francês, inglês e italiano. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2013 com a obra de poesia ilustrada Preguiça, Coragem e outros bichos , interativo no livro e no site . Publicou também diversos outros livros e é ativista da literatura infantojuvenil, com o coletivo Era uma Vez, e da literatura de autoria de mulheres, com o Coletivo Marianas. Dialoga com outras artes em sua poética e nas oficinas ministradas desde 2012. Alguns poemas da autora poema pequeno síntese? pressa? preguiça? o poeta pisca Publicado no livro Fósforo , pela Editora Donizela. A sós por entre as nuvens por entre os ossos no fundo de cada um de nós enfim sol Publicado em Otsus , pela Editora Insight. O nascituro chorei tanto que acordei com os olhos limpos frestas por onde enxergo no escuro claro chorei um choro sem nome nem desculpas sem pena de acordar chorei como quem nasce Publicado em No olho do paradoxo , pela Editora Insight. Livros A qualquer momento agora (edição própria, 2005) No olho do paradoxo (Insight, 2015) Livro aqui Alas, pétalas & labaredas (Bolsa Nacional do Livro, 2016) Encontros desconcertantes (Insight, 2018) Livro aqui Otsus – poemas e interjeições (Insight, 2021) Livro aqui Uma rua de todas as cores (Insight, 2022) Livro aqui Coautoria Poesia do Brasil - vol. 19 (Grafite, 2014) Charlibre: le poème du jour d’après  (Corps Puce, 2015) Torre de papel  (Ana Camargo Design, 2015) Conexão II  - antologia Feira do Poeta (Nogue Editora, 2016) Blasfêmeas - mulheres de palavra  (Casa Verde, 2016) Mistério na biblioteca  (Ana Camargo Design, 2016) Voyage autour du monde en 80 poémes  (Corps Puce, 2016) Tuíra  (Donizela, 2022) Ampliando horizontes: poesia e ficção - haicais (Máquina de Escrever, 2022) Folimpa  (Anadara brasiliana Edições, 2023) Ampliando horizontes: poesia e ficção - ano 2 - poemas - orientação das oficinas de poesia (Máquina de Escrever, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Priscila Prado Site pessoal Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Letícia Lopes

    Letícia Lopes Ferreira é mestre em Letras (Mackenzie), tradutora e revisora. Quando era jornalista (PUC), ganhou um prêmio por uma matéria. Depois, publicou um conto em uma coletânea independente chamada Torre de papel e dois contos na coletânea Ampliando horizontes: poesia e ficção . Como tradutora, publicou Pastrix: a revolução de uma santa pecador a, de Nadia Bolz-Weber, Barbed wire kisses: a história do Jesus and Mary Chain , de Zoë Howe e Missy: cheia de estilo – dia da foto , de Susan Nees. Em 2024, participou da coletânea dos dez anos do Coletivo Marianas e organizou outra sobre intolerância religiosa. Alguns poemas da autora É tarde na casa da leitura Você gostava do sol, aprovaria isto? Eu não gosto do sol, mas não desaprovo. Você gostava de cães, eu também gosto. Perdão por falar com você no passado, corrijo: você gosta do sol, você gosta de cães. E daqui você gosta? Não acha que há muito ruído? Alguém escuta Girls just wanna have fun, o que você e eu sabemos que é uma verdade manca, porque garotas como nós (posso chamar você e eu de “nós”?), garotas como você e eu, a diversão que queremos nem sempre é audível. Isso ainda incomoda você? A mim, incomoda. O sol borra minha audição. sol carro trem bicicleta moto bola barram Apuro meu coração para as vozes realmente audíveis. Você está ouvindo? E do seu nome, você gosta? Assim grande, assim colorido? Assim eu gostaria do meu nome? Ainda não decidi se quero ser vista, só declaro que quero ser ouvida. Essa voz eu ouvi. Você ouviu? Ouviu o bebê dizer au au? Uma voz que me corta, essa eu ouço. Au au “Como é o nome dela?”, pergunta a mãe do bebê. “Maggie”, a dona do cachorro responde e pergunta: “Como é o nome dele?” “Mateus”, responde a mãe do bebê. Mateus é ouvido. Você acha que preciso renascer para ser ouvida? Preciso ouvir tudo outra vez como se nunca tivesse ouvido? Ouço a tarde como se nunca a tivesse ouvido. A primeira tarde do mundo. Esta tarde que alcança teu nome. Nesta tarde, espero por uma nova tarde que ouça minha voz, que ouça meu nome. Curitiba, Paraná Publicado em Ampliando Horizontes: poesia e ficção – contos, ano 2, pela FCC. Certo capitão Na noite clara, morna e mansa, eu estava livre. A volúpia do ódio me enchia o peito e a boca. Água em caneca de alumínio, cheiro de formiga esmagada. O som dos grilos era um fandango em meus ouvidos prontos para dançar. Sozinho ia ao local do duelo. Minhas coxas coladas aos flancos do zaino velho transmitiam ao animal a excitação que me fazia semelhante a ele. Jogando as mãos para o céu, certo de que iria deixar minha marca naquela cara de cachorro do Bento Amaral, eu ri, feliz, para as estrelas. “Vou pelear, vou pelear”, meu coração cantava. Vou jogar-me sobre outro ser humano, pleno de alegria e de raiva, não para amar, mas para ferir, quiçá matar. Eu e ela, aquela que me apareceu e tomou minha mente e meu corpo emprestados, como quem enfia um poncho pela cabeça. Um fantasma de outro tempo, aparecido em uma tarde de vento. Não me meteu medo porque não sou homem de ter medo de nada, muito menos de mulher, esteja viva ou morta, seja deste ou de outro mundo (...) Publicado, de forma independente, na coletânea de contos Torre de papel . Coautorias Torre de papel (publicação independente, 2015) Ampliando horizontes: poesia e ficção – contos (Fundação Cultural de Curitiba/Máquina de Escrever, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria – autora e organizadora (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Letícia Lopes Blog Contou uma história Publicado por: Tânia d'Arc

  • Luiza Pinheiro Kühl

    Luiza Pinheiro Kühl adora ler, escrever e contar histórias. Com sete anos, deu vida ao seu primeiro texto, Joana, a joaninha , lançado em livro na Biblioteca Pública do Paraná em março de 2024. Desde então, a pequena autora, que também é atriz, está visitando escolas e outros espaços para a apresentação de sua obra, com contação teatral da história, roda de conversa e autógrafos. Luiza está muito feliz por levar suas palavras de forma criativa a outras crianças e já pensa no seu segundo título, que está em fase de finalização. Algumas apresentações da autora Escola SEB Dom Bosco Escola SEB Dom Bosco Biblioteca Pública do Paraná, no lançamento 43ª Semana Literária do Sesc, no Museu Oscar Niemeyer Livros Joana, a joaninha  (Donizela, 2024) Reportagens Criança publica livro infantil em Curitiba  (Meio Dia Paraná) Talentos do Brasil  ( CNT Nacional ) Luiza, a menina escritora  (SBT Notícias), 2024) Saiba mais sobre Luiza Pinheiro Kühl Instagram   Publicado por: Tânia d'Arc

  • Vera Dittrich

    Vera Lucia de Oliveira Dittrich (Vera Dittrich) nasceu em Curitiba e, por mais de dezesseis anos, viveu em outras cidades, nas quais teve a oportunidade de conhecer muitas pessoas e costumes. Muitos amigos fez nessa caminhada. Formou-se em Letras com habilitação em Português e Espanhol, na Universidade Tuiuti do Paraná. Fez curso avançado na Universidade de Cienfuegos, em Cuba, e na Universidade de Valladolid, na Espanha. Em fevereiro de 2024, lançou seu livro bilíngue Mel, pimenta e manjericão/Miel, pimienta y albahaca , na Feira Internacional de Havana (Cuba). O amor pela escrita surgiu em sua vida na maturidade. Escrever, para a autora, é um ato de amor. Alguns poemas da autora A vida A vida às vezes voa ao espaço. Os pés, firmes na terra. Só que às vezes queremos voar e nada mais. Voar até o infinito, até que nos tornemos pó e nada mais. A vida me dá o que busco. Com o poder das mãos posso escrever. Sentir-me viva. Porém, às vezes, estou só e triste. Pergunto ao infinito e sinto-me um anjo buscando a verdade da vida. A verdade, da existência, a verdade das emoções. A verdade de todas as coisas. E de novo estou buscando. Até quando? Não sei, só sei que sigo buscando.  Publicado no livro Andanças , pela Artes & Textos . Escrever memórias é como cavar no mais profundo de sua alma. São tantos os momentos vivenciados, como não se atrever a escrevê-las ? Aonde vai nossa imaginação ao recordarmos tantas histórias? Trecho do livro Mel, pimenta e manjericão , publicado pela Versum. Livros Andanças/Andanzas (Artes & Textos, 2011) Mel, pimenta e manjericão/Miel, pimienta y albahaca (Versum, 2023) Para adquirir os livros, entre em contato com a autora. Coautoria Respiros (Versum, 2023) Eróticas yabás (Anadara brasiliana Edições, 2024) De volta ao ninho – Sarau Poesia de Esquina (Xapa na ideia, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Saiba mais sobre Vera Dittrich Instagram Facebook Blog da autora Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ná Silva

    Nayara Camargo da Silva (Ná Silva) despertou de sonhos inquietos e se transformou em poema. Sua arte é uma expressão dessa transformação, refletindo sua alma e experiências através de obras em pintura, caneta contínua e pontilhismo. Participou de exposições como "Entre pontos e rabiscos" e "Flores Amarelas" e ilustrou diversas antologias. É organizadora do livro Sangue sobre (t)ela (Donizela, 2023). Alguns poemas da autora Ciclos Sinto-me aflita Coisas insignificantes e alguns acessos de raiva Um dia ruim. – À deriva. O agressivo paralisa Materializa-se a forma Outro dia ruim. Pré-forma. A ilusão e o misto de culpa consolam Por fim, outro dia a tensão volta Não há calmaria na casa Tirou-se da pomba a asa O tempo e os intervalos Tornam-se menores Tudo passa a obedecer à ordem: Ciclo em acúmulos viram túmulos À deriva Cheiro de travessia, amores à deriva, Poeira de sal e gotículas de gosto amargo, salgado, desejado, Num avesso tumultuado, Às vezes, suado, O mar é uma balança... Sem rumo e no prumo que a maresia dança, Nos sentidos que boiam as estruturas de retorno ao ambiente morno. Cheiro de travessia, amores enojados, Seguem ilhados, Temperados em desgosto. F1 Essas eram as suas flores do mal. Era assim que você me escrevia após machucar meu corpo, mente e espírito. Era na casualidade do erro que despertava meus sentidos. Sentidos vivos, pois ainda sinto sua maresia. F1. Era assim que ilegalmente me chamava e eu, viciada, ia. Só ia. Dependente de você. Aceitei você Surpresa tive quando passante te vi ali, naquela praça, naquela música. Confesso que não esperava a visita; estava tão atarefada, vinda de recente viagem; ainda com malas para desfazer. Mas vi você e te aceitei. Me aceitaste também. Ficamos sós em lençóis e plumas de avestruz. Ao redor, sons e silêncios e, muito calor! Senti-me aquecida, sol de maio. Mas a lagarta estava próxima ao casulo, metamorfoseei e te abandonei. Livros Sangue Sobre (t)ela – autora e organizadora (Donizela, 2023) Coautoria Vozes Escarlate – capa (Urutau, 2021) Poemas por engano – capa (TAUP, 2023) Letras sex hot (Letras Virtuais, 2022) Nectares – ilustrações (Urutau, 2022) O tempo evapora – capa (Kotter, 2023) Janelas – quarta capa (Penalux, 2021) Mulher trans e + um pouco – capa (Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Ná Silva Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Maísa Cardoso

    Maísa Cardoso é graduada e doutora em letras (UEM e UFPR). Faz pesquisas na área de estudos linguísticos, especificamente, linguística aplicada. Atua na formação continuada de professores quanto à leitura e escrita na educação para relações étnico-raciais; e também com disciplina positiva. Alguns poemas da autora Por ser árvore. Tem calma. Na alma, não angústia. Só cumpre a sina. O ser árvore. Imponente. Não pensa na inconsciência do ser. Por ser árvore Plena e serena no inverno e, no verão, não se abala. O ser humano Tão frágil jamais saberá o ser árvore e a certeza da primavera Publicado em Ampliando horizontes . . Motosserra: range indiferente aos sonhos da pequena árvore em ser fruto. . Qual luz de vela, outrora tão luminoso Poste no nevoeiro. . Cibercultura De selfie em selfie e nossa insegurança ganha rosto. Livros A fábula da formiga Bernadete (Insight, 2023) Coautoria Ampliando horizontes – haicais (2022) Ampliando horizontes – poesia (2023) Corações de titânio (2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Maísa Cardoso Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Angelita Alves

    Angelita Alves Ribeiro é uma profissional de marketing curitibana, artista plástica e ilustradora. Participou de exposições coletivas e individuais de pintura e fez trabalhos de ilustração e criação de peças publicitárias. Já participou de coletâneas em diversas publicações. Também assina muitos trabalhos como capista e ilustradora. Tem um livro publicado, o Fridita . Alguns poemas da autora Lalá e Lili Lalá e Lili eram duas bruxinhas Bruxinhas secretas A bruxice era um segredo só delas Lalá era branquinha com cabelos cacheados tão louros quanto o sol Lili era moreninha com os cabelos tão negros e lisos quanto a noite Lalá barulhenta, Lili, bem quietinha Lalá bem gordinha, Lili bem magrinha Eram como a lua e o sol, a noite e o dia, o arroz e o feijão, o café e o leite Quando se misturavam, a magia acontecia Trecho do poema do livro infantil Pirlimpimpim , publicado pela Versejar. Como ser uma fada 1 Reconheça a fada que existe em você. 2 Inclua a magia em tudo, em sua vida. 3 Cultive as suas asas, polvilhando sonhos como se fossem purpurina, sobre elas. 4 Desenhe aquilo que sonha. Dormindo ou acordada. 5 Use seus poderes para o bem. Você tem muitos poderes, perceba! 6 Cante, dance, sorria, celebre a vida com alegria. Acrescente música em tudo o que fizer. Todos os dias... Texto publicado no blog da autora Não tenho mais paciência para extremos – os extremamente agressivos e os extremamente monótonos. Me tornei intolerante aos fanatismos e ao oportunismo disfarçado de ideologia. Tento fazer a minha parte sem acordar o vizinho que precisa dormir e acordar cedo, as mães com seus filhos bem pequenos, os queridos idosos com quem ganho horas de papos e aprendizados. Gosto, a cada dia mais, de ajudar gente a ser mais feliz. Ensino o que aprendi, com carinho. Dou mais de mim, exijo menos dos outros. Não espero muito. Não acredito muito. Ainda acredito no trabalho bem feito. Apoio quem defende com veemência sua opinião consistente. Apoio quem tem coragem de mudar de opinião. Admiro quem tem seu discurso baseado em informações sólidas. Repudio quem acredita em tudo o que ouve, lê ou vê, sem investigar a veracidade. Acho que estou ficando morna, e tenho gostado de mim nessa temperatura de banho no final da tarde. Publicado no blog da autora . Livros Fridita (Bem Cultural, 2024) Coautoria Elas e as letras – Diversidade e resistência (Versejar, 2019) Pirlimpimpim – capa, ilustrações e textos (Versejar, 2020) Vila 2020 – ilustração (Miríade Editorial, 2020) Catarses – capa (Scortecci Editora. 2020) As súplicas do amor – capa (Versejar, 2020) Rima daí, que eu rimo de cá Limeriques, acolá – capa e ilustrações (publicação independente, 2021) Elas e as letras – Insubmissão ancestral – ilustrações (In-Finita, 2021) Uma cozinha muito louca – capa e ilustrações (Bem Cultural, 2023) Flor & ser – capa e ilustrações (Scortecci, 2024) Néctar poético – capa (Usina de Textos, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Angelita Alves Instagram Facebook Tudo sobre a autora Publicado por: Tânia d'Arc

  • Rita Delamari

    Rita do Rocio Alves dos Santos (Rita Delamari) nasceu em Curitiba, onde reside. É escritora, poeta. Pertence ao Quadro de Sargentos da Reserva na PMPR, onde seguiu carreira de 1985 a 2016. Cursou secretariado e possui formação acadêmica em pedagogia. Em 2005, compôs “Adolescência”, seu primeiro poema. Teve poema musicado, entre outros poetas paranaenses, pelo músico Thiago Juraski, no projeto “Álbum Poetas”. É membro do CLP, acadêmica da AVIPAF e atua nos coletivos: Marianas, Oceânicas e Mulherio das Letras. Alguns poemas da autora Fortaleza Em meio à selva, abdicou do medo, escolheu a presa! Carrega o escudo, o lobo é companheiro... Deusa que vive a proteger os indefesos, fortaleza! Deusa lunar... Não teme o escuro... Pelo caçador, não mais será abatida... Guerreira da paz! Agora, ela é sua própria lança! Publicado em Contornos e contrastes , pelas Marianas Edições. Nas ondas do teu mar Navegando na imensidão Do teu mar Tento me afastar Mas, me incomoda a solidão. Mergulho nas ondas do teu corpo Sem fazer esforço Refresco-me nas tuas águas Um amor que não se acaba. Enfim, descanso no teu porto, E dali não quero sair mais... A tua sombra me acompanha. Já faço parte do teu cais! Publicado em Da janela do quarto, pela Blanche. Nua Abro as janelas da clausura, das acumuladas incertezas e repetidos ressentimentos. Despeço-me dos pedidos de perdão, dos males que não causei, das culpas, e das agruras. Na briga com a dor, pela janela o medo joguei. Alma leve a respirar, sem agonia! Volto pra dentro de mim, sem fugir, sem enganação. Escrevi minha alforria! Livros Das pedras as flores (Íthala, 2011) Da janela do quarto (Blanche, 2015) Contornos e contrastes (Marianas Edições, 2018; e-book Amazon , 2021) Coautoria Revista Esfera Policial (PMPR, 2013 a 2016) Conexão II – Antologia Feira do Poeta (Nogue Editora, 2016) Parnaso poético (2017) Coleção literária de autores paranaenses (CLP, 2018) Antologia Concurso Festival de Literatura (Secult, 2018) 2ª Coletânea Poética – Mulherio das Letras (2018) Parnaso poético II (2018) Histórias que vi, vivi e ouvi II (Associação Literária Lapeana, 2019) Marianas (Marianas Edições, 2019) Conexões atlânticas IV – Brasil/Portugal (In-Finita, 2019) V Mulheres pela paz: natureza feminina – Alemanha (Assis, 2019) Mulherio das Letras Portugal – poesia (In-Finita, 2020) Movimento Nacional Elos Literários 3 (Alternativa, 2020) Melhores poemas – e-book (2020) Sinergia – Literatura Feminina (Ixtlan, 2021) Quam sacer cruor (Hecatombe, 2021) Mulheres poetizam (AVIPAF, 2021) Enluaradas II – Uma ciranda das deusas (Saravasti, 2021) Sonata poética da liberdade – 250 anos de Beethoven (Mundo Cultural World, 2021) Tuíra (Donizela, 2022) Ampliando horizontes: poesia e ficção – haicais (Máquina de Escrever, 2022) Conexão VIII - Feira do Poeta (2022) Revista LiterArte Digital – Argentina (2021, 2022) Awen Magazine Art – Espanha (out. 2022) Los sueños de los espejos – Argentina (LiterArte, 2022) Parnaso poético V (2022) Ser Mulher Arte – revista feminina (2020) Ampliando horizontes: poesia e ficção – poemas (Máquina de escrever, 2023) 1ª Folimpa (Anadara brasiliana Edições, 2023) O tempo – Centro de Letras do Paraná (Manuscritos, 2023) Enluaradas II – Tomo das bruxas: corpo & memória (2024) Revista Mar de Lá – Folhas Secas – haicais (out. 2023 e mar. 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  – poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024)   Prêmios e títulos Homenagem como policial militar – em reconhecimento à publicação do seu primeiro livro “Das pedras as flores” (Câmara Municipal de Curitiba, 2012) Homenagem nos 162 anos da PMPR – com seu poema “Senhor dos meus dias”, musicado e executado pela Banda de Música da PMPR (2016) Concurso Literário de Fazenda Rio Grande/PR 1º lugar no gênero poesia/categoria comunidade (Secult, 2018) Reconhecimento Qualidade Poética (AVIPAF, 2021) Comenda de Honra – Jubileu 250 Anos de Ludwig Van Beethoven (Mundo Cultural World, 2021) Excelência Poética (Projeto Poetizar o Mundo, 2022) Saiba mais sobre Rita Delamari Instagram Facebook Rita Delamari: a poesia do talento Álbum Poetas Publicado por: Tânia d'Arc

  • Vanessa Porto

    Vanessa Porto Alves tem 37 anos e é pesquisadora em direitos humanos. Não sabe quem é e o porquê de fazer as coisas, por isso escreve. Coautoria Sangue sobre [t]ela (Donizela, 2023) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Vanessa Porto Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Neysi Oliveira

    Neysi Cristina Garcia de Oliveira (Neysi Oliveira) é carioca e reside em Lapa (PR), onde atua como médica da Atenção Básica desde 2005. Participou de diversas antologias e é autora de AvessoReflexo (Bolsa Nacional do Livro, 2018), Janelas , com Ana Luzia Oliveira (Penalux, 2021) e Má (Donizela, 2023). Integra os coletivos Marianas, Vozes Escarlate e Mulherio das Letras. Alguns textos da autora Lago Círculos concêntricos na superfície ferida pela pedra - minha angústia quase nada interfere na dispersão dos peixes ou na concentração da garça mas as certezas que eu tinha fugiram assustadas Publicado em AvessoReflexo , pela Bolsa Nacional do Livro. Grito Na tela branca da conveniência escrevo: grito e a palavra tinge os muros e ladrilhos escrevo garfo escrevo vidro e sangro com as unhas as palmas da mão depois as curo desenhando luas mariposas e rosas Publicado em Janelas , pela Penalux. Livros AvessoReflexo (Bolsa Nacional do Livro, 2018) Má (Donizela, 2023) Coautoria Janelas (Penalux, 2021) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Neysi Oliveira Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Deisi Jaguatirica

    Deisi Giacomazzi Silva (Deisi Jaguatirica) é poeta e professora de literatura do ensino fundamental II. É formada em Letras Português – Inglês, pela UFPR. Em 2005, participou do projeto "De Poeta Para Poeta". Tem dois livros publicados e participou de várias antologias. Alguns textos da autora Deisi Jaguatirica Nome de flor Apelido de bicho Humana por herança Ecológica por natureza Pensamento nas nuvens e dificuldade de tirar os pés do chão Meus poemas são gritos que escapam da alma Vivo intensamente e coloco toda minha força e essência em cada ato, palavra poema e traço de desenho Sou feita de carne, ossos e lágrimas Sou feita do azul, do laranja e do verde Sou feita de vida no segredo do tempo Sou feita de sons, cores e medos Sou poeta Eu amo, vivo e escrevo Singrar a poesia As palavras me separam da morte Nas fronteiras desguarnecidas de mim, a poesia me permeia. Não sei se a habito ou se sou por ela habitada. Livra-me do comum. Devolve-me a humanidade. Presente em todas as formas de expressão diz o que quer dizer materializa-se, independente da estrutura. Navego num banquete de palavras Cansaço, dor e morte são apenas a outra face das sensações. No convés de mim, observo tudo e no leme de minha vida desejo a taça sempre cheia. No limiar da saudade No limiar da saudade há um tumulto em meus sentimentos. A melancolia me invade. Nada mais para ver apenas o brilho do teu olhar. Nada mais a ouvir apenas o tom da tua voz. Nada mais a sentir apenas o toque da tua pele em minha lembrança. E, no compasso de nossas batidas do coração nossas almas andam unidas. Publicados em Amo em Rascunho (Não ouso passá-lo a limpo) , por Marianas Edições. Livros Amo em rascunho (Não ouso passá-lo a limpo) (Marianas Edições, 2017) De sombras e de lua (Donizela, 2022) Coautoria Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 5 (Grafite, 2007) Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 7 (Grafite, 2008) Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 9 (Grafite, 2009) Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 11 (Grafite, 2010) Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 13 (Grafite, 2011) Poesia do Brasil – Proyecto Cultural Sur – Brasil, vol. 15 (Grafite, 2012) Pó&teias poética (Anadara brasiliana Edições, 2019) Mulher na capoeira (Dialética e Realidade, 2021) Tuíra (Donizela, 2022) Saiba mais sobre Deisi Jaguatirica Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Nádia Burda

    Nádia Burda é locutora, atriz e arte-educadora. Filha da poeta Betty Burda, lapeana até o último fio de cabelo, escreve poemas sem pretensão, apenas para desaguar. Alguns textos da autora Monte teu quebra cabeça Ponha depois num quadro Pendure na parede do coração Quando conseguir admirar vai saber Que estará curada Que lindo seria se a gente brilhasse Como o Lago Paranoá no sol E me roubasse outro beijo no braço Ou dissesse que me viu na Torre Com todos os risos que são teus Livros Meteoro estático  (Marianas Edições, 2021) Coautoria Nereidas (Anadara brasiliana Edições, 2023) Sangue sobre (t)ela (Donizela, 2023) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Nádia Burda Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Débora Bacchi

    Débora Bacchi é professora, artista plástica, capista e ilustradora. Formada em Artes Plásticas (UFPR), Design de Móveis (UTFPR) e Pedagogia. Especialista em Arteterapia e Modalidade de Intervenção no Processo de Aprendizagem (PUCPR). Tem sua arte em diversas capas de livros, participou de algumas antologias poéticas e Ilustrou alguns livros infantis. Alguns trabalhos da artista Capas e ilustrações de livros O que eu tenho pra contar: 9 meses e uma pandemia , de Angelica Neri – capa (publicação independente, 2020) A obra poética de Ana Cristina Cesar , de Francine Cruz – capa (Donizela, 2022) A casa dos dois amores , de Francine Cruz – capa e ilustração (Donizela, 2022) Vovô foi embora, mas deixou muita história , de Francine Cruz – capa e ilustração (Donizela, 2023) Joana, a joaninha , de Luiza Pinheiro Khul – capa e ilustração (Donizela, 2024) Fósforo , de Priscila Prado – ilustração (Donizela, 2024) Poemas para brincar nas quatro estações , de Francine Cruz – capa e ilustração (Donizela, 2024) Coautoria Vozes escarlate (Hecatombe, 2021) Antologia Casa Gueto (Patuá, 2023) Letras e tramas (Arpillera, 2023) Sangue sobre [t]ela (Donizela, 2023) Marianas 10 – ilustração (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria – ilustração (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná: poesia – ilustração (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Débora Bacchi Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Tamyris Torres

    Tamyris Torres Costa é escritora, jornalista e psicanalista. Pós-graduada em jornalismo e negócios e graduanda em letras (português/literatura). Trabalhou no Jornal Lance!, Uol, Globo.com e é diretora da Tamyris Torres Assessoria de Comunicação. É autora de O destino de Irene e Fragmentada , best-seller da Amazon. Foi assessora do Instituto Irmãos Nogueira e da Universidade Castelo Branco, diretora de comunicação das escolas dos irmãos Minotauro e Minotouro, gerente de comunicação das escolinhas de futebol do Ronaldinho Gaúcho e cuidou de contas como a Rede D'Or, NBA, Heineken, Stella Artois e Symbiosis. Alguns trechos da autora "Caminho sob as gramas verdes de um campo aberto e coberto de tulipas rosas e amarelas, as mais bonitas que já vi. O ar é fresco, parece agradável com tanta pureza das árvores antigas que lá moravam há séculos… Fechei os olhos e percebi uma gotícula cair na minha testa e pensei que, se cair uma chuva, não farei força para me proteger dela. Tudo é tão bonito e natural, o rio passava manso e tranquilo, havia cristais nas rochas, eu vi pequenas ametistas e quartzos cor-de-rosa pelo caminho que fazia até chegar a uma cascata de águas cristalinas. Segui até o final da trilha sem pensar duas vezes, retirei os sapatos para sentir a terra e alcançar uma velocidade que me permitisse saltar! Splash! Foi o som que ouvi quando senti o meu corpo perfurar o bolsão d’água no meio daquela cachoeira incrível. Ao abrir meus olhos, entendi que não se tratava exatamente de uma formosa queda véu de noiva, era a boca de uma baleia assassina que estava me engolindo e o pior de tudo é que eu mesma que me joguei na boca desse animal faminto! O despertador de Irene tocou justamente na hora que ela estava se dando conta que havia sido devorada por um ser fantástico da natureza. Era um sonho! E parece que acordara um pouco aliviada ao ter se dado conta disso. Era uma manhã cinzenta no Rio de Janeiro e nenhum carioca gosta de dias nublados. Pensou que seria interessante correr na esteira da academia de seu condomínio, mas não levantou da cama no horário habitual, ela ficou revirando de um lado para o outro, só o seu corpo estava ali, os seus pensamentos estavam no Largo do Machado. Irene estava mesmo considerando a ideia de voltar para análise, mas existiam ainda muitas barreiras a serem quebradas." Trecho de O destino de Irene , pág. 103, publicado pela Sarvier. “Todas as vezes que Cleópatra saía da sessão com seu psicólogo, sentia que algo aliviava, uma mistura de descompressão mental com alívio que vinha através da fala. Por diversas vezes sentia-se culpada por ser dessa forma, não queria conviver com múltiplas identidades, nem sabia que isso era possível até que disseram a ela sobre sua condição. Ela conseguia facilmente, agora que estava em tratamento, diferenciar as personalidades e até tentava conviver bem com elas, no entanto, nem sempre era possível. Quando havia algum tipo de conflito de interesses, imagine viver com vizinhos dentro de uma mesma casa?” Trecho de Fragmentada , pág. 87, publicado pela Sarvier. Livros O destino de Irene (Sarvier, 2023) Fragmentada (Sarvier, 2024) Coautoria Mensagem para você (Lura Editorial, 2023) Prêmio Off Flip de Literatura (Off Flip, 2023) Mais humor (Off Flip, 2023) Versão brasileira: a voz da mulher (Secretaria de Cultura e Economia Criativa, 2023) Salubria: saúde mental das mulheres – autora e organizadora (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Tamyris Torres Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Rosana Barroso

    Rosana Barroso Miranda é natural de Arapongas e reside entre Paranaguá e Curitiba. É bióloga, pedagoga, professora, escritora, editora, dramaturga, poeta, compositora, intérprete, roteirista e produtora cultural. Proprietária da Anadara brasiliana Edições, é idealizadora do coletivo Oceânicas e dos eventos literários anuais FOLIMPA, EELAS e Flores para Júlia da Costa. Participa dos coletivos literários Marianas, Oceânicas, Vozes Escarlate e Mulherio das Letras Paraná, Brasil e Portugal. Alguns poemas da autora Musa-medusa, em mim Na insistência em existir Abro as 12 janelas casarão centenário Respiro fundo o ar fresco da manhã Ressignifico todo o passado secular Seus esquecimentos, derrotas, zelos Para, mais leve que o ar, pairar Sobre todos os sonhos e esperanças E mais alto plainar Com as asas plenas de nuvem Capaz das mais alvas metamorfoses Tornar-me essa mulher alada Esse pejo Alforria-me de toda essência telúrica Projeta-me como ave desumana, transcendente Capaz da solidão grandiosa Daqueles que sabem flutuar No abismo desse exato momento, Vislumbro das alturas As pequenas insignificâncias humanas Visualizo horizontes inimagináveis E agora sei, sei em profundidade Que sou de mim o meu melhor projeto Solto então meus cachos ao vento Rugindo felina para o ar seco! Sou Musa-Medusa de meu destino Desfilando meu ácido humor feminino Destilando meu afã paradisíaco de viver Humana e Santa, atroz e dulcíssima Una em toda a Potência Musa, Medusa Divina e Humana Em mim. Mil mulheres tenho em mim mil mulheres todas elas nuas desfilam soltas nas passarelas da vida as vejo pela janela ou nas telas da TV são tão pálidas ou morenas, idosas, infantes, adolescentes, adultas tantas gritam, outras mudas umas dormem, outras surdas de mulheres só conhecem tanque e água suja... por mulheres só conhecem berço esplêndido e macho varonil ...mas há outras que ousaram quebrar espelhos... essas tantas ... traíram os conselhos... romperam com conceitos... rasgaram os tratados... arrombaram os celeiros... abriram as comportas... penetraram labirintos... transpuseram os limites... entraram nas entranhas... adentraram a si mesmas... encontraram-se enfim... em mim.... por fim. Publicados no livro Musas, Mudras e Medusas , pela Anadara brasiliana Edições. Livros Corpórea: o drama (Anadara brasiliana Edições, 2018) A febre da palavra (Catalina/Bolsa Nacional do Livro/Marianas Edições, 2018) Sincronodestinos : poemas fractais – e-book (Anadara brasiliana Edições, 2021) A febre da palavra – e-book (Marianas Edições, 2021) Pernagoá em poemas (Anadara brasiliana Edições, 2021) Submetralhadora de rimas (Anadara brasiliana Edições, 2023) Musas, Mudras e Medusas (Anadara brasiliana Edições, 2023) Sincronodestinos: poemas fractais (Anadara brasiliana Edições, 2023) Coautoria Conexões Atlânticas III (In-Finita, 2018) Marianas (Anadara brasiliana Edições, 2019) 70 x Caio (Patuá, 2019) Quam sacer cruor (Urutau, 2021) Antologia Memorial Cecília Meireles (Editora Independente, 2021) Basta – e-book (Litere-se, 2021) 1001 poetas (Casa Brasileira dos Livros, 2022) Onde canta o sabiá (Lura, 2022) Não se nasce mulher, torna-se mulher (Casa de Bonecas, 2022) Alma plena (EHS, 2022) Não vão nos calar (Persona, 2022) Semente. Presente. Um livro para Marielle Franco – Elas e as letras (In-Finita, 2022) Mulherio das Letras Portugal (In-Finita, 2022) Erótica Femina (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 – autora e organizadora (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Marítimas – autora, organizadora e editora (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  – poesia – autora e organizadora (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Rosana Barroso Portfólio Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Valéria Pinheiro

    Valéria Pinheiro é poeta, fotógrafa, agente e mãe da pequena Luiza Pinheiro Kühl, escritora e atriz, de apenas oito anos. Alguns poemas da autora As mãos do poema Olho para as mãos As minhas São tristes Sozinhas. Já foram mais novas Tiveram companhia E serão mais velhas Na próxima poesia. São magras e frias Também são cansadas São mãos vazias E abençoadas. São mãos de calo Da periferia São mãos de trabalho As mãos da poesia. Solitárias vagueiam De poema em poema Cumprindo na vida Da sorte, alguma pena. São mãos de mulher Frias e cansadas São mãos de fé Por velas, queimadas. Lado de dentro Abre seu olho Pelo lado de dentro Desprende da brisa Você é vento. Do lado de fora O esquecimento Não se demora Na roda do tempo. Correntes e vendas Do lado de fora Encontre a fenda Chegou a hora. Visite seu templo Tome o que é seu Sinta, recorde O que se esqueceu. O lado de fora Um fragmento Um breve eco Só lado de dentro. Ave menina Procuro a menina Nas cinzas passadas Que falta me faz As suas asas. Inquieta espera Pela luz, quase divina Na face afável Da ave menina. Me lanço às ruas Que dela, eram casa Ave de fogo De sonhos forjada. Qual terá sido a esquina Em que ela se perdeu Sinto falta da menina Que costumava ser eu. Livros Representa o livro Joana, a joaninha – Luiza Pinheiro Kühl (Donizela, 2024) Coautoria Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Valéria Pinheiro Instagram de Valéria Pinheiro Instagram de Luiza Publicado por: Tânia d'Arc

  • Cida Varela

    Aparecida Varela Silva (Cida Varela) nasceu em Andradina (SP) e vive em Curitiba (PR). É escritora, graduada em Direito pela UniBrasil e foi servidora pública no Departamento Penitenciário do Paraná de 1995 a 2020. Alguns poemas da autora Epitáfio Se eu morrer um dia, vou evitar a travessia e talvez eu fique vagando por aí como uma alma que se perdeu carregando um corpo vazio. Se eu morrer um dia, vou evitar a viagem e se alguém oferecer uma passagem vou ignorar. Se eu morrer um dia, vou deixar a cabeça vazia, sem rotinas, preocupações s em nenhuma ocupação eu vou passear. Se eu morrer um dia, e você, meu homem e amor, ficar vivo, eu juro que vou me materializar. Vou abduzir sua alma, vou te amar do jeito mais louco que uma fêmea desencarnada pode amar. Se eu morrer um dia, talvez eu entre num bar e assim como qualquer alma penada que se perdeu na estrada eu beba, cante e dance sem expectativas, sem vida. Se eu morrer um dia, sei lá mas, acho que vou gostar de te assombrar. Publicado no livro O sono do sol , pela Editora Donizela. Dois corpos na horizontal Tive um pensamento obsceno. Ah! Mas afinal, apenas pensei Não fui além, não ousei. Mentalmente, apenas busquei nessa busca desenhei desejos e do desejo matéria se fez agora nos encontramos assim: dois corpos na horizontal. Não! Não troque de posição! Quero pensar que não foi sonho ou uma simples colisão. Foram desejos insanos, tão humanos. Como são todas as coisas que vertem da alma ou do ser. Publicado no livro Corpos na horizontal , pela LiberUM. Livros Aprisionadas (JM Livraria Jurídica e Editora, 2014) Corpos na horizontal (LiberUM, 2016) O sono do Sol (Donizela, 2023). Coautoria Conexão Feira do Poeta II – antologia Feira do Poeta (Nogue Editora, 2016) Parnaso poético II (2020) Livre instância (2023) Projeto ampliando horizontes: poesia e ficção - ano 2 (Máquina de Escrever, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Cida Varela Cida Varela – A Palavra e as Emoções: significados em perspectiva Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ieda Vidal

    Ieda Maria Lorenci Vidal Gonzalez (Ieda Vidal) nasceu em janeiro de 1958, em Curitiba, no Paraná, sob o signo de Capricórnio. Psicopedagoga e escritora, morou em outras cidades e convive com muita gente. É autora do Manual de passeios do corpo e da alma (2018) e há textos seus nas antologias femininas: Marianas (2019), Tuíra (2022), Erótica femina (2023), entre outras. Alguns textos da autora A história de amor prometida Era uma vez uma ilha e nesta ilha uma mulher jovem e seu filhote. Um dia, na varanda lateral da casa, próximo ao tanque, quando observava o voo de um pássaro e o filhote acompanhava o caminhar das formigas, apareceu um tigre. Andava lentamente no chão de areia. A sensação foi de choque, mas ao olhar nos olhos do tigre, o que viu foi mansidão. E todos os dias ele vinha. Às vezes cedo, ela recém acordada preparando o dia. Às vezes no meio da tarde espichava-se ao seu lado enquanto ela lia, ronronando. Nestes momentos ela também ronronava sentindo-se segura e protegida. Uma vez, uma única vez, apareceu num sonho real. Completo e impossível. Mas a vida é como uma árvore, abriga ninhos, descabela-se ao vento, perde folhas e galhos e, assim, a mulher deixou a ilha. O tigre deixou a ilha, mas a vida é como uma árvore. Intactas Não dá pra esquecer das mulheres que desaparecem todos os dias mesmo que fisicamente pareçam intactas. Livros Manual de passeios do corpo e da alma (Marianas Edições, 2018) Coautoria Marianas (Marianas Edições, 2019) Tuíra (Marianas Edições, 2020; Donizela, 2022) Erótica femina (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Saiba mais sobre Ieda Vidal Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Maximali Roseira

    Marli Voigt (Maximali Roseira) nasceu em 23 de julho de 1965, em Marcílio Dias (Canoinhas, SC). Reside em Curitiba (PR) desde junho de 1988. Tem publicações de escritos literários em diversas antologias. Ama a literatura infantil e a natureza. Encontra nas palavras o sorriso das flores e amores pintando sua aquarela interior. Alguns poemas da autora Cachinhos dourados De longos cabelos cacheados Nasceu para ser a bailarina Sorriso da alma fica gravado O mover do seu corpo fascina No palco deslizam seus leves passos Em um longo vestido lilás de cetim Perpassa toda a estação no compasso O Dia da Dança não tem fim O que move toda essa alegria A riqueza da música que desabrocha Tal rosa tingida em harmonia A magia da dança firme como a rocha Publicado na Revista Carlos Zemek - Arte e Cultura . Um jeito de sentir Hoje assim vou descrever Contar da aspereza sentida Num abrigo há dor neste envelhecer Destroem momentos de lutas vividas Há maremotos em toda cidade Os pequenos no futuro vão saber Uma guerra reina na sociedade Apaga o brilho da paz, assim segue o ser Na cidade presente os conflitos são diversos Intolerância na diversidade, na igualdade. Choram as palavras de amor em versos Nos desafetos no espaço da humanidade Vera-cidade Fero-cidade Fuga-cidade Publicado na antologia Entreprosas , pela Kotter Editorial. Livros Temperos da vida (Protexto, 2020) Amoreza (2022) Coautoria Conexões atlânticas (In-Finita, 2018) Sinfonia do amor (Ediçoes Sui Generis, 2018) Coleção literária de autores paranaenses (Centro de Letras do Paraná, 2018) Poesia sem fronteiras (Sucesso, 2019) Magia do Natal – trovas e poemas (Tripous, 2019) Prêmio Absurtos de poesia (Absurtos, 2019) 100 Sonetos de 100 Poetas (Instituto Horácio Dídimo, 2019) Coletânea literária (Café com Literatura, 2020) De noites em claro (2020) Mulheres extraordinárias se vestem de poesia (Ecos, 2021) Tuíra (Marianas Edições, 2020; Donizela, 2022) Manuscritos (Manuscritos Editora, 2022) Trovadores do Brasil (Clube da Poesia Nordestina, 2022) O pequeno príncipe (BrecciBooks, 2022) Trovaborratela de Natal (Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, 2022) Ampliando horizontes (Máquina de Escrever, 2023) Conexão IX – antologia Feira do Poeta (Nogue Editora, 2023) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Maximali Roseira Trovas da autora na Revista Carlos Zemek - Arte e Cultura Publicado por: Tânia d'Arc

  • Luciana do Rocio Mallon

    Luciana do Rocio Mallon é formada em Letras pela UFPR, publicou o livro Lendas Curitibanas , mas escreve sobre lendas do mundo inteiro na internet. Ganhou vários concursos literários e em 2009 fez parte do conselho de leitores do jornal Gazeta do Povo. Ela é repentista, professora de danças femininas com o método chamado “Dança-Poesia”, pesquisadora de causos, artista voluntária e trouxe a vesteterapia, estudo esotérico e da personalidade através das roupas, para a América Latina. Alguns poemas da autora O unicórnio da poesia em Curitiba O doce unicórnio da Poesia Tem um chifre que é um radar Com poderes cheios de magia Soltando raios da cor do luar Este unicórnio tem asas de querubim Feitas com as penas do sentimento Elas espalham um perfume de jasmim Quando o poema surge no pensamento O unicórnio brinca com o gato negro da livraria E com o pavão prateado do Passeio Público Junto com as aves da catedral ele faz uma sinfonia Com o seu jeito sério e, ao mesmo tempo, lúdico Sua crina forma uma nuvem transparente Que traz uma inspiradora mensagem Deixando qualquer coração inocente Protegido em uma perigosa viagem. Poesia para Malala Malala lutou pelos direitos E contra os tristes preconceitos Pois toda a mulher sonha ser alguém no mundo Com um jeito corajoso, esforçado e profundo! Para isto, ela arriscou a própria vida Porém derrubou mitos e preconceitos Malala ganhou uma eterna ferida Mas pelas mulheres, ela lutou sem defeitos! Malala sabe que a sabedoria É a balança da temperança Ela sabe que luta com poesia É possível fazer desde criança. Livros Lendas Curitibanas I (Instituto Memória, 2013) Lendas Curitibanas II (Instituto Memória, 2019) Coautorias Conexão VI – antologia Feira do Poeta (Nogue Editora) Conexão VII – antologia Feira do Poeta (Nogue Editora) Conexão IX – antologia Feira do Poeta (Nogue Editora) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Luciana do Rocio Mallon Blog com textos da autora Publicado por: Tânia d'Arc

  • Lilian Miranda

    Lilian Vieira de Miranda (Lilian Miranda) nasceu em Curitiba, no dia 07 de dezembro de 1962. Fez magistério e, aos 17 anos já estava em uma sala de aula. Aos 21, estava formada no curso de artes visuais. Logo em seguida, cursou pedagogia e depois fez especialização na área da educação especial. Foi professora de artes em vários locais e depois passou à área da psicopedagogia, na qual pôde obter muito conhecimento na área das deficiências. Participa do Coletivo Marianas, onde encontra um espaço fértil de cultura. Adora escrever crônicas e pretende compartilhar suas histórias. Alguns poemas da autora Fim de caso É fácil escrever sobre a dor. Na dor somos todos tediosamente distintos. Mas, o que escrever sobre a felicidade? (Série haicais) Chegadas Ninho no galho. O filho quebrado no chão. Canta triste o bem te vi. Cheguei! Cheguei! Vagiu o pequeno. E agora? E agora? Sob a árvore de Natal, O berço rasgado. Nasceu a boneca! A mãe aguarda. Mistério da chegada. O nome, já nasceu. Coautoria Ampliando horizontes: poesia e ficção - haicais (2021) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Lilian Miranda Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • RozeMeire dos Reis

    RozeMeire dos Reis é formada em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná, com pós-graduação em Gestão. Gosta de psicanálise e muitos de seus textos refletem as especificidades e fragilidades humanas. Participou de um edital da Fundação Cultural de Curitiba, sendo uma das finalistas do "Projeto Literatura", com o clipoema "Sonhos", edital 063/2021. É colaboradora em letras de músicas com o músico Fábio Raesh. Alguns poemas da autora Narciso envelhecido No decurso de um tempo, Um menino indeciso Mira o homem que há de vir. Seguro, maduro... Esgotado das fantasias Que não soldam Os vãos da vida como ela é. Olhando para dentro de si... Vê Narciso angustiado. Vaidades e sorrisos envelhecidos Entre o menino e o homem, Perdido no tempo Que pensava parado. O tempo corre como rio entre pedras. Corre, Narciso! A vida não espera. Outros espelhos É no bom e no mau encontro Das palavras, das imagens Da vida, das pessoas e das fatalidades Que descolo os traços De uma velha identidade Destruo máscaras que revelam e escondem Um eu cambaleante Entre dias de uma sobrevida paralisante E outros, de uma vida muito pulsante! Forjo uma nova infância Liberto potências desviadas Canto, rio, experimento Pinto livros com palavras Com cores que eu não conhecia Bailo nas bordas de mim mesma Uma dança assustada e desajeitada De meus eus infantes Extravaso este múltiplo ser Iluminado por outros espelhos Que a vida, por sorte, comporta Para poder, enfim, se expandir Apesar de meus genes tortos O amor é um criptograma O amor pode ser voo E, também, Uma prisão Com promessas de libertação. Sonhos acalentados Delírios acorrentados Alimentam o entretenimento, As bolsas das cartomantes E as conversas no balcão. O amor é um criptograma Do seio materno à (ah!) primeira cama! Livros Depurando as paixões em palavras derramadas (Íthala, 2011) Passarela (Marianas Edições, 2021) E-book aqui Wande Reis - memórias e histórias (Donizela, 2022) Coautoria Ce que je vois de ma fenêtre - O que vejo da minha janela (Corps Puce, 2012) Poética poesia... Mistério de amor e magia (Clube de Autores, 2014) Nove meandros (Donizela, 2023) 1a. Folia literária da mulher parnanguara (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Saiba mais sobre RozeMeire dos Reis Clipoema: Sonhos Música: Amor de verão Comentários sobre o livro Depurando as paixões em palavras derramadas ( canal Senhora Literatura, de Francine Cruz) Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ji Negrão

    Janilce dos Santos Negrão (Ji Negrão) é escritora, pianista, professora e engenheira civil. Alguns poemas da autora Ainda é você Meu coelhinho branco Aquele que disse não pra Alice Não me amando, me desvias o olhar. Me colocas a pensar em mim. Então, num átimo de segundo, Me vejo sem ti. Um pedacinho de gente, que Dentro de um coração apaixonado Dança de felicidade... Quando te ouve a voz, Quando te olha os olhos, Quando te sente o toque. Ainda é você, Meu coelhinho branco Que foges do amor, Que demoras na entrega, Que corres sem parar. Deixe esse relógio maluco e Solta-te do medo. Depois do tempo perdido, Há ainda um tempo novo. De amor e felicidade, Entregue-se, porque no final, Aqui dentro de mim Ainda é você... . Olhando meus escritos, Vejo te ainda tão presente Amo-te, não posso negar Meu coração bate por ti. Forte, apressado... Parece que morro Sinto o estômago se torcendo Suspiro forte e descompassado Tu sabes como é, já viste isso É como se o ar me faltasse Efeito da tua presença, Hoje apenas nos meus sonhos Visão celeste do meu amor Contido e esmagado Pelas saudades que tenho de ti . Leio meus versos e choro. Revivo emoções e lugares. Me afogando em lágrimas que Caem quentes, queimando a Minha alma de saudades. Tudo a rodar em minha volta, as Paredes, o teto e as janelas. O chão me escapa aos pés e O mundo parece parar de girar. Sensação de abandono pleno e Cáustico a me torturar. Como planetas em órbitas errantes, A colidir em galáxias distantes, Nós nos encontramos. Como astros celestes, Sol e Lua, sempre perto, Nunca juntos. Livros A pousada do lince (Donizela, 2023) Coautoria Sangue sobre [t]ela (Donizela, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Ji Negrão Facebook Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Sonia Cardoso

    Sonia Maria Cardoso (Sonia Cardoso) nasceu em Ponta Grossa, reside em Curitiba e é enfermeira aposentada pela UFPR. É membro da Academia Virtual de Poesia Arte e Filosofia (AVIPAF). Além de ter três livros individuais, colaborou em diversas antologias, tem contos e poemas publicados no site A garganta da serpente e colaborações nas revistas virtuais Eisfluencias e Carlos Zemek. Alguns poemas da autora Abraço Se você sentir um nó Na garganta, grite E te dou um abraço E se for dor No braço também Te abraço, se o coração Apertar te abraço e O nó desfaço. Gota Perfeita em transparência e forma, Fragmento de orvalho, paira por segundos. Depois, deixando-se vencer pela gravidade desliza para terra sequiosa. O vizinho musgo célere a cobre... Chuva A primeira chuva Vai molhar teu rosto. Amigo, agora conheces O maior segredo da Existência, porque o Existir perdura Na lembrança daqueles que Amaste e que te amaram. Publicados em Vizinho musgo , pela Donizela. Livros Allegra (Livro Pronto, 2009) História de mulheres (Kindle, 2021) Vizinho musgo  (Donizela, 2023) Coautoria Poetas de Curitiba (Secretaria de Cultura, 2003) Ápices das emoções (David Luiz Delfim, 2006) Passageiros do espelho (Íthala, 2011) Texturas poéticas (Nogue Editora, 2019) Conexão VI - antologia Feira do Poeta (Nogue Editora, 2020) Ampliando horizontes - poesia e ficção (Máquina de Escrever, 2023) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Sonia Cardoso Facebook Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Nola Amaro

    Nola Amaro Lopes de Oliveira nasceu em Ponta Grossa, em 1969, e vive em Curitiba desde 1988. É graduada em Letras pela PUCPR, pós-graduada pela Unifacear e professora da rede estadual desde 1997. Começou a escrever poesia em 2009, no Recanto das Letras. E em 2016 publicou o livro, Tecendo poesias , pela LiberUM. Alguns trechos da autora Quando o amor chegar Quando o amor chegar Quero estar pronta para amar Quando o amor chegar Quero estar pronta para me apaixonar Quando o amor chegar Quero estar pronta para te conquistar Quando o amor chegar Quero estar pronta para com você viajar Quando o amor chegar Quero estar pronta para te acariciar Quando o amor chegar Quero estar pronta para me entregar Quando o amor chegar Quero estar pronta para te segurar Junto a mim numa paixão sem fim! Publicado em Tecendo poesias pela Editora LiberUM. Um amor Busco... Um amor verdadeiro Que saiba ser maneiro Que entenda o silêncio E sinta o cheiro do incenso Busco... Um amor amante Que saiba ser oscilante Que admire o brilho da estrela No ar de uma centelha Busco... Um amor para sempre Que gere semente Que saiba perdoar Sempre que a palavra faltar! Publicado em Tecendo poesias  pela Editora LiberUM. Livros Tecendo poesias (LiberUM, 2016) Coautorias Talentos poéticos (Becalete, 2016) Ampliando horizontes (2023) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Marítimas (Anadara brasiliana Edições, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Nola Amaro Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Aglaé Gil

    Aglaé Gil da Silva é curitibana, tem 64 anos, formação em letras (português) e trabalha com a língua portuguesa há 34 anos, como revisora, orientadora textual e consultora. Publicou Memórias de uma fruta madura e O livro que me escreveu . Fez parte da antologia Tuíra e fez a editoração e transcrição da linguagem de final do século XIX e início do século XX para o atual uso da língua em: Francisca viva , Caleidoscópio do passado e As flores de Júlia . Alguns trechos da autora Metáforas dos dias Algumas palavras que me arranhavam as gavetas da alma, eu já não disse. Não faziam mais qualquer sentido. A boca parecia costurada com linha colorida, como nas bonecas de pano. E o silêncio tinha um gosto de pão amanhecido e cheiro de café que esfriara na caneca. Entretanto, isso tudo era preferível a usar as palavras guardadas desde um tempo tão remoto que até a memória delas tinha tons sépia. Não que eu tivesse alternativa, já que os ouvidos estavam mais moucos do que sempre e as mentes tão rasas que repetiam atitudes burras travestidas de razão. Não que eu fosse genial, mas bem que sabia sair de labirintos maiores, quando os reconhecia construídos por mãos de papelão e transístores. Algumas palavras eu jamais diria. E o bolor que tais palavras criariam talvez fosse útil nos porões onde, deitados, os vinhos esperam por bocas e festins. Em Memórias de uma fruta madura . Relembrança (...) Eu me lembro da vida beijando meu rosto em um dia que era de chegada e suave perfeição. Eu me lembro do cheiro, do hálito sagrado que soprava alegria e molhava minha pele de esperança e um imenso bem-querer. Em Memórias de uma fruta madura . Leio Hilda (...) Queriam-me em caixas tão pequenas! E eu lia Dante. Queriam-me malas prontas para ficar. Eu partia, a pé. De uma janela alguém me via: Quem vem lá? — Aglaé. — Ela não tem casa? Não tem pai, não tem mãe? — Não sei. Ela sempre vem e vai sozinha. Ganhava pouso, comida. Pagava com poesia. E partia. Um dia de um jeito, outro dia do outro. Como capitular essa mania arredia de me soltar e me lançar? Não há meio. Não há por quê. Eu numero aqui, porque esta é a marca da Senhora Sem Destino que sempre serei. Já depois de a cera ter derretido e Ícaro ter descoberto que só voaria por dentro e depois — daqui para lá. Querem-me na caixa da velhice. Leio Hilda. E me deito, nua. Diria ela: "Olha-me de novo. Com menos altivez e mais atento." Em O livro que me escreveu . Livros Memórias de uma fruta madura  (Insight, 2015) O livro que me escreveu  (Donizela, 2024) Coautorias Tuíra  (Marianas Edições, 2021) Idade é fogo - autora e revisora (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Aglaé Gil Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Rosa Maria Mano

    Rosa Maria Mano é poeta nascida em São Paulo (SP), onde viveu até os 41 anos, com breve intervalo de cinco anos de residência na cidade do Rio de Janeiro (RJ), vivendo hoje à beira-mar, na cidade de Rio das Ostras. Alguns poemas da autora Biomedo Quando a lua cobriu com seu decalque as areias, o calçadão, os barcos, eu descobri um descomunal medo em dégradé, no meio das serpentes que habitam o cônico do céu, a gênese das causas. a espiral que verte das mamas da mãe, bárbara e sublime, espelhava-me, em arabescos e caldas colorizados de tintas verde-frescas, saborizados com as pimentas luminosas de estrelas gêmeas. do sal aos limites do imaginado, o medo do ocaso mostrava-se no grão de cada coração. o temor das mortalhas de renda de vênus, após o manto de marte. subitamente desmaiadas de sol, pedras e lua em uníssono, no concerto das clarividências, seguem em quarto minguante. Publicado em Petricor , pela Donizela. O húmus Calquei os pés sobre as sangrias e eram de eterno lodo naufragado. Eram de artérias moles, estreitas, adocicadas por rios e sereias, bocas de salubre visgo, místicas florestas libertárias, mamas salivando paz. Entre a loucura e a prece, o dorso da palavra cavalgada por ventos e águas claras contradiz a contaminação de lamparinas inorgânicas, o medo de quem esquece, a velhice de quem desiste. Despenco dos joelhos, úmida de silêncios. Publicado em O lume e a fábula , pela Marianas Edições. Carnal, marfim, medula Esta que é pouca, transitória e resumida, já enegrecida por tanta fuligem, rasga-mortalha, rapina, pousada sobre o veneno dos telhados. Esta que busca curso dentro da nudez e abraça a antiga deusa de mãos frescas. Esta que expande ouro sobre negro, incompreensível e pouco iluminada, rosa dormida, turva sob a pequena lua que alumbra a ossatura fugitiva, os pés lambidos por dura água, na face escura do vento quebra o relógio, alimenta a fúria da saliva e dos saltos. Responde aos labirintos com ecos de uma voz incandescente de amor humano, carnal, marfim, medula e açúcar, alongada língua acarinhando lírios. Publicado em Lábios-mariposa , pela Singularidade Editora. Livros Xamã (Litográfica Editora, 1984) Vento na saia (2015) E-book aqui Manuscritos de areia (Marianas Edições/Bolsa Nacional do Livro, 2017) Lábios-mariposa (Singularidade Editora, 2017) Manuscritos de água (Táxi Blue Produções, 2018) O lume e a fábula (Marianas Edições, 2021) E-book aqui O livro dos fractais (Donizela 2022) E-book aqui Petricor (Donizela, 2023) Livro aqui Coautoria Fruto mulher - poesia (Semente, 1983) Três Marias e um cometa - infantojuvenil (Companhia Editora Nacional, 1986) Coletânea Prêmio SESC de Poesia (SESC RJ, 2000) Conexão IV: Feira do Poeta (Nogue Editora, 2018) Coletânea II – Conexões atlânticas Brasil-Portugal (In-Finita Editorial, 2018) Mulherio das Letras Portugal (In-Finita Editora, Lisboa, 2019) Marianas (Anadara brasiliana Edições, 2019) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Rosa Maria Mano Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Nanci de Lara Reis

    Nanci Beatriz de Lara Reis (Nanci de Lara Reis) nasceu em Blumenau (SC), em 23 de julho de 1946. Formada em contabilidade, começou a trabalhar aos 17 anos e aposentou-se aos 55. Tem dois livros individuais publicados, participa de três antologias e escreveu a orelha do livro Quam Sacer Cruor . Alguns poemas da autora O inverno Através da vidraça embaçada, contemplo nostálgica a garoa fininha que cai lá fora. Abro uma fresta da janela e sinto o vento fustigante me trespassar. Fecho-a de pronto. Conjeturo que definitivamente não gosto de inverno. Nesse instante, porém, contemplo as flores das cerejeiras que se espalham pelo chão, formando um belíssimo tapete cor-de-rosa. Um pássaro solitário aninha-se na ramagem das árvores, entoando um cântico sonoro. Meu pezinho de Manacá sorri para mim, com aquela boca cheia de florzinhas brancas e lilases. O vento joga o chuvisco sobre os amores-perfeitos, que balançam e também me sorriem, com grandes olhos negros. Penso que, afinal, o inverno tem lá os seus encantos! Do texto “As quatro estações”, do livro Viajando no tempo . O circo Vez ou outra, vinha a Curitiba um circo de renome internacional. Isso era um grande acontecimento que movimentava toda a cidade, ainda provinciana, carente de praias e outros atrativos. O pequeno José, lá pelos seus 8 anos, era curioso e peralta como qualquer garoto da sua idade. Estando ele em férias escolares, eufórico, viu instalar-se o circo nas proximidades de sua casa. Assiduamente, saía o menino para assistir aos ensaios dos artistas. O que mais o deixava embevecido era um indiano que pronunciava algumas palavras estranhas- na sua língua pátria, provavelmente- enquanto um enorme elefante obedecia a todas as suas ordens. Pela manhã, alguns integrantes do espetáculo percorriam as ruas da cidade a fim de atrair o público para o espetáculo noturno. À frente ia o carro do som, o alto-falante convocando a população para “o maior espetáculo da Terra” . Alguns palhaços a pé brincavam com a criançada . Um malabarista jogava bolas para o alto e as aparava com destreza. Atrás, ia uma jaula com o leão, o rei das selvas, segundo anunciava o condutor do veículo. Fechando o cortejo, ia o elefante, levando no dorso o indiano devidamente paramentado com turbante e vestes coloridas, reluzentes. Um dia, Zezinho resolveu segui-los. Lá pelas tantas, não se conteve e pronunciou bem alto as palavras que cotidianamente ouvia o domador dizer. O animal mais do que ligeiro deixou o cortejo e partiu em direção ao garoto. O indiano, em vão, tentava chamar o elefante de volta. Ele, porém, trotando, seguia em direção a Zezinho que , apavorado, num salto digno de acrobata, em segundos posicionou-se em cima de uma árvore. A plateia aplaudiu , extasiada. Do livro Retalhos do cotidiano . Livros Viajando no tempo (Marianas Edições, 2018) Retalhos do cotidiano (Becalete, 2022) Podem ser adquiridos diretamente com a autora. Coautoria Meu avô era assim (Darda, 2018) Tuíra (Marianas Edições, 2020; Donizela, 2022) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Saiba mais sobre Nanci de Lara Reis Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Ciça

    Elciana Goedert (Ciça) nasceu em Ivaiporã (PR) e reside em Curitiba desde 1996. Costuma dizer que é bióloga em sua formação e poeta por inspiração. É acadêmica da AVIPAF, onde atualmente exerce a vice-presidência. É membro do CLP e da ACCUR. Participa do Coletivo Marianas, sendo diagramadora e revisora de alguns projetos do grupo. E também é integrante da Confraria da Poesia Informal. Alguns poemas da autora A menina que me acena Tenho ainda dentro de mim A menina que segura um jasmim No rosto traz um sorriso tímido Mas com um encanto que é nítido A menina apenas busca a felicidade Como tantas “meninas” da sua idade Às vezes pensa que tudo é ilusório, Por um tempo, refugia-se no silêncio Um nó lhe aperta a garganta Não é mais menina, nem santa… Uma mulher já entrou em cena A menina? Agora só me acena. Publicado em Eu e a poesia , pela Editora Mapple. Desabafo Antes de ser corpo, sou sensível Antes de ser carne, sou humana Antes de ser "gostosa", tenho voz Antes de ser receptáculo, viro feroz Antes de ser violentada, encaro meu algoz Sou feminina, nunca seu capacho Sou guerreira, não teu saco de pancadas Sou fêmea, não escrava do seu leito Tampouco um bibelô pra deixá-lo satisfeito Sou mulher, e só peço o teu respeito! Publicado em Nutrisia , pelas Marianas Edições. Extinção E o que era chama ardente Aos poucos virou só brasa Ainda iluminava, candente Mas já não aquecia a casa O descuido diminuiu o fogo Negligência, ou o abandono Mudanças no ritmo do jogo Coisas que nem questiono Não adiantava a brasa soprar Ou testar novo combustível Cinza acumulada, faz apagar A próxima ação foi previsível Depois de tanto decepcionar Reviver a relação é impossível. Publicado em Amores em degradê , pela Bem Cultural. Livros Eu e a poesia (Mapple, 2014) Sob a ótica de Eros (Edições Catalina, 2016) Nutrisia (Marianas Edições, 2017) Amores em degradê (Bem Cultural, 2022) Coautoria Antologia Sarau Brasil - concurso nacional de poesia (2012) Antologia da Confraria da Poesia Informal (2013) II Antologia da Confraria da Poesia Informal (2014) O melhor de mim (Poesias Escolhidas vol. II, 2014) III Antologia da Confraria da Poesia Informal (2015) Elas são de Marte: mulheres sem censura (2015) Conexão: Feira do Poeta (2015) Folhetim dos poetas malditos (2015) Conexão II: Feira do Poeta (2016) Asas à poesia - vol.1 (2016) Conexão III: Feira do Poeta (2017) Mãos aos versos - (II antologia da AVL, 2017) Parnaso poético (2017) Eles & Elas: aquecendo as palavras (2017) Conexão IV: Feira do Poeta (2018) Parnaso poético II (2018) 2ª Coletânea de poemas (Projeto Apparere, 2018) Corpos ardentes (2019) Saudades sem fim (2019) Palavra de mulher - poesias (2019) Marianas (2019) Texturas poéticas (AVIPAF, 2019) Florbela (2019) Florbela 2 (2020) Ruínas (Patuá, 2020) Os melhores poemas (2021) Mulheres poetizam (AVIPAF, 2021) Lágrimas e o tempo (2021) Quam sacer cruor (Hecatombe, 2021) Los sueños de los espejos (LiterArte, 2022) Saudade eterna (Projeto Apparere, 2023) Versos escarlates (Bem Cultural, 2023) Sangue sobre (t)ela (Donizela, 2024) QuinTAL? (Bem Cultural, 2024) Confluências poéticas (AVIPAF, 2024) Versos escarlates II (Bem Cultural, 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia - autora e organizadora (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Prêmios Menção Honrosa ao poema "Ofício: Poeta" (Buenos Aires, 2018) Medalha Mérito Cultural  (Projeto Poetizar o Mundo, 2018) Excelência Poética (AVIPAF, 2022) Medalha Mérito Cultural  (Projeto Poetizar o Mundo, 2022) 2º lugar na categoria escritor  (Melhores do ano de Curitiba, Agência Midaz, 2023) Medalha Talento Poético  (Projeto Poetizar o Mundo, 2024) Comenda Julia da Costa  (AVIPAF, 2024) Saiba mais sobre Ciça Elciana Goedert: A Poetisa ‘da Ternura ao Erotismo’ Instagram Facebook Publicado por: Tânia d'Arc

  • Jaqueline Balthazar

    Jaqueline Balthazar Silva é curitibana, servidora pública, teóloga, escritora, licenciada em Letras (português e inglês) (UTP) e bacharel em Teologia (PUCPR). É autora de livros e capítulos de livros acadêmicos e de prosa e poesia. Escreveu Sobre sonhos, encontros e desencontros e Participação social e equidade em saúde na perspectiva da bioética e participou da antologia Marianas , entre outras. Integra o Coletivo Marianas e trabalha com educação à distância como professora conteudista, nas áreas de ciências da religião, língua portuguesa e linguística. É mãe de três gatos e de uma humana. Alguns poemas da autora Entrelinhas   Por um bom tempo me permiti viver nas entrelinhas. Lá a vida parecia ser mais agradável, mais leve. Dava uma sensação de prazer poder acreditar nas entrelinhas. Elas não diziam nada e, por isso mesmo, também diziam muito. Diziam muito mais do que a dura realidade. Lá eu me permiti sonhar um sonho bom. Vivi um mundo paralelo em que tudo parecia ser infinitamente bom! Nas entrelinhas eu escolhia o que queria "ouvir" e deletava o que não queria. Sair das entrelinhas dói. É sair da Matrix. Como um parto. Apesar de dolorido, é de verdade. Incomoda muito, mas nos dá perspectiva. Sair das entrelinhas a tempo de resgatar o que me sobrou de dignidade foi um ato de extrema coragem. Olhar para a realidade e cair no mundo real pode parecer feio e angustiante. Mas ainda é a melhor escolha pra quem quer sobreviver. Doeu, vai continuar doendo por um bom tempo. Mas as feridas são curadas com o tempo. As linhas ocultas foram excluídas com sucesso. Só nos resta ficar atentos para as linhas já postas e acreditar que poderemos criar linhas novas. Novos passos, novos caminhos. Novas oportunidades. Se joga   Um dia alguém te diz que ninguém vai lembrar de você depois que você morrer. Daí completa com: Por isso não deixe de fazer aquilo que tem vontade de fazer! E ai você se pergunta: Será? Sera que essa pessoa sabe quanta coisa uma pessoa pode querer fazer? Quantas de fato ela deve mesmo fazer? Há tanto desejo represado que causaria um verdadeiro estrago. Agir assim, sem pensar seria uma grande loucura. Nao que tivesse medo da loucura. O problema são os outros. Nunca mais poderia morar no mesmo lugar, trabalhar no mesmo lugar a depender das coisas que tivesse vontade de fazer. No mundo real somos julgados, condenados, crucificados por coisas tão banais. Não arriscaria o meu pescoço fazendo qualquer bobagem. Mesmo sabendo que algumas valeriam a pena. Viver já é um risco. Mas ser mulher pressupõe muitas barreiras a serem superadas. Nem sempre o risco vale o vexame. Se joga quem não tiver medo do julgamento. Publicados no site pessoal da autora. Livros Sobre sonhos, encontros e desencontros (Marianas Edições, 2017) Participação social e equidade em saúde na perspectiva da bioética (Diálogo Freiriano, 2019) Assistência, intervenção e humanização em cuidados paliativos (Contentus, 2020) Coautoria O caminho do diálogo: proporcionando a vivência da bioética no Ensino Fundamental (CRM, 2017) Histórias de educação (Diálogo Freiriano, 2018) Rumos da educação (Diálogo Freiriano, 2018) Marianas  (Anadara brasiliana Edições/Marianas Edições, 2019) 365 dias com Paulo Freire (Diálogo Freiriano, 2019) Educar é um ato de coragem (Diálogo Freiriano, 2020) Educar é um ato político (Diálogo Freiriano, 2020) União pela educação - volume II (Diálogo Freiriano, 2021) 100 anos com Paulo Freire - tomo II (Livrologia, 2021) Ciranda de saberes - volume III (Diálogo Freiriano, 2023) Construindo vitrais (Diálogo Freiriano, 2024) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições e Donizela, 2024) Salúbria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Idade é fogo (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Jaqueline Balthazar Site pessoal

  • Maria Lorenci

    Maria da Imaculada Conceição L. Figueiredo é engenheira civil, designer de interiores e especialista em segurança do trabalho. Autora dos livros Playlist para poemas selvagens (Bolsa Nacional do Livro, 2016), Pandemônia (Marianas, 2020) e participante das antologias Herdeiras de Lilith (2014), Marianas (2016) e Tuíra (2022). É integrante dos coletivos Marianas, Vozes Escarlate e Oceânicas. É organizadora da antologia Idade é fogo e autora de Haole , em desenvolvimento. Alguns poemas da autora Cansada De trabalhar andar a pé lavar a louça procurar por grana por amor pela rua certa o emprego certo o cara certo sempre no momento errado Cansada De ironia hipocrisia puxadores de saco de carro de tapete de malícia corrupção medo cuidado invejas saudades más amizades ecologia celulares sempre funcionando no meu cérebro Cansada De cachaça rum vodca cerveja agua café com leite sem leite chocolate quente pipoca banana feijão pasta de dente papel caneta Cansada de filho cachorro papagaio periquito parente amigo amor desamor descompasso desacerto desrespeito descuido Cansada Da minha cara no espelho da cara dele na foto da cara do cobrador do ônibus do galã da novela da piriguete do metal do cafajeste sempre na esquina esperando uma chance de cantar alguém Cansada de você, politico politiqueiro corrupto ladrão hipocrita covarde maldito canalha fraco mentiroso vagabundo traidor burro pulha babaca Cansada de mim insistindo em lutar trabalhar ser legal colocar o papel da bala no lixo ser fiel sincera verdadeira burra carente que acha que vai se dar bem sendo decente nesse mundo torto... (ouvindo “Comida” - Titãs) Desperate brazilian housewifes Mirem-se no exemplo Das apertadas Em espartilhos E soutiens Cordas nos pulsos Cortados Nos punhos Cerrados Nos dentes No Cerrado. Mirem-se Nas sombras peroladas Dos cílios pintados À prova de lágrimas De sangue nos olhos. Mirem-se Nos stilettos armados Jimmy choos amados Lobo(tomia)utins comprados À custa de desejos Prostituídos Em nome da sacrossanta Família Do sacro Império Do Sacro Ilíaco. Mirem-se Harajuku-gueixas Matronas atenienses A chamar outras de latrinas Receptáculos Do “honroso” gozo clandestino Dos heróis Publicados em verso e prosa No Diário oficial Da União desgovernada. Mirem-se Nas que existem e estão Embora não vistas. Mirem-se no Cristal-espelho Das ricas e famosas Donas de mil escravas Brancas, negras, carcamanas, sertanejas Cafusas confusas. Pobres escondidas Ligadas Refugiadas. Mirem-se Perdoem-se Eduquem-se Não julguem. Ensinem. Elas Não sabem o que fazem Publicados no livro Pandêmonia , pelo Coletivo Marianas. Das antigas Houve um tempo em que os casais se amavam nas cozinhas e crianças voavam livres e soltas pelos quintais. Era uma vez uma terra onde havia rios e morros e gralhas azuis plantavam pinheirais. Eu me lembro do vampiro rondando a gente dançando pela rua, saindo dos recitais. Eu juro que vi festas de São João... quermesses e catedrais. Havia um encanto doce um jeito caipira na minha Curitiba que não existe mais... Publicado em Playlist para poemas selvagens , pela Bolsa Nacional do Livro. Livros Playlist para poemas selvagens (Bolsa Nacional do Livro, 2016) Pandemônia (Marianas Edições, 2020) Coautoria Herdeiras de Lilith (Instituto Memória, 2014) Folhetim dos poetas malditos (livro artesanal, 2015) Marianas (Anadara brasiliana Edições, 2019) Nove meandros (Donizela, 2023) Nereidas (Anadara brasiliana Edições, 2023) Folimpa (Anadara brasiliana Edições, 2023) Marianas 10 (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Intolerância: da fé à fúria (Donizela, 2024) Idade é fogo - autora e organizadora (Donizela, 2024) Salubria: saúde mental das mulheres (Donizela, 2024) Mulherio das Letras Paraná  - poesia (Anadara brasiliana Edições/Donizela, 2024) Saiba mais sobre Maria Lorenci Histórias, contos e textos em prosa sobre a personagem Dona Coisa, uma mulher curitibana Poemas de Maria Lorenci Perfil pessoal no Facebook Perfil pessoal no Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Coletivo Marianas conquista selo nacional como Ponto de Cultura

    O Coletivo Marianas integra mulheres feministas, que produzem literatura e outras artes, desde 2014. Neste ano, ao completar seus dez anos de intensa atuação no cenário lítero-cultural curitibano, duas recentes conquistas incrementam a sua trajetória. A primeira delas é a feitura do livro coletivo Marianas 10 , que celebra justamente essa caminhada de uma década nas escritas, publicações e participações em eventos locais, estaduais e interestaduais. A segunda novidade é a elevação do Coletivo Marianas a Ponto de Cultura , certificação pela qual terá mais e melhores oportunidades em termos de financiamentos públicos em suas atividades, sempre em prol das ações da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) . Para chegar a essa conquista, a partir de um edital da Fundação Cultural de Curitiba — dentro da referida PNCV —, primeiramente foi elaborado um projeto, de modo coletivo, cuja responsabilidade pela finalização da redação e do protocolo coube à integrante Francine Cruz . Esse documento, além de demonstrar todas as atividades historicamente desenvolvidas pelas Marianas nos últimos dez anos, também requereu a elaboração e a disponibilização pública de um portfólio de cada uma das participantes que assinaram a proposta. Após um detido processo de avaliação, o projeto foi selecionado e, além de receber o certificado, foi igualmente contemplado com uma verba, a ser investida nas ações principais do coletivo, que são a impressão de livros coletivos das autoras e a criação de eventos nos quais o protagonismo das mulheres seja o objetivo principal. Nesse contexto, entre outros avanços, o coletivo já está em vias de tornar-se uma associação, com CNPJ próprio. Assim, inaugura-se um novo patamar na história do Marianas, promissor em mais realizações de impacto na visibilização da produção literária autoral de mulheres. Certificação do Coletivo Marianas como Ponto de Cultura A certificação do Coletivo Marianas como Ponto de Cultura ocorreu no dia 30 de outubro de 2024 e pode ser verificada na imagem abaixo e neste link: http://culturaviva.gov.br/selos/sealrelation/36896/ Sobre a associação do Coletivo Marianas Diretoria executiva Presidente: Maria Lorenci Vice-presidente: Elciana Goedert Primeira secretária: Andréia Carvalho Gavita Segunda secretária: Susan Blum Primeira tesoureira: Adriana Tozzi Segunda tesoureira: Francine Cruz Conselho deliberativo Titulares: Débora Bacchi , Jaqueline Balthazar Silva , Vanessa Porto Suplentes: Vera Dittrich , Neysi Oliveira , Rita Delamari Diretoria de eventos, comunicação e marketing Coordenadora de eventos: Luana Bueno Cyríaco Coordenadora de comunicação: Tânia d’Arc Diretoria de inclusão e diversidade Coordenadora de diversidade: Shirley Pinheiro Coordenadora de inclusão: Lilian Miranda Vice-coordenadora de inclusão: Nanci Reis Diretoria de captação de parcerias Coordenadora: Cida Varela Advogada: Priscila Prado Parte desta matéria foi originalmente elaborada por Gisela Maria Bester , escritora integrante do coletivo, e publicada na edição n. 21 do Jornal Farol da Poesia, p. 4, no dia 30 de outubro de 2024.

  • Lua Bueno Cyríaco

    Lua Bueno Cyríaco é formada em artes visuais e trabalhou como mediadora e arte-educadora em dezenas de exposições de arte (entre Brasília e Curitiba). É ilustradora e capista e seu contato maior com a literatura começou quando iniciou uma segunda graduação em Letras Japonês na UFPR. Fundou a nanoeditora Laboralivros (selos Urso & BuruRu) em 2018, focada em resgates literários, traduções e literatura e culturas asiáticas. Já conta com mais de trinta títulos lançados, todos através de financiamento coletivo. Livros Olhos verdes (BuruRu, 2019) I put a spell on you (BuruRu, 2018) Zugzwang  (BuruRu, 2023) Tattoo  (イレズミ)  (BuruRu, 2023) Ataque fegatello  (BuruRu, 2024) Coautoria Terrores asiáticos (Luva/BuruRu, 2022) Saiba mais sobre Lua Bueno Cyríaco Instagram Publicado por: Tânia d'Arc

  • Feira gráfica, literária e autoral acontece em Curitiba com participação do Coletivo Marianas

    No dia 09 de novembro de 2024, sábado, das 11h às 20h, acontece a 6ª edição da Mamute Feira Gráfica e o Coletivo Marianas é presença confirmada. O grupo vai expor livros, peças de artesanato, artes e lambe-lambe. A Mamute é um evento gratuito que reúne um panorama plural das artes gráficas, da criatividade e da literatura, com uma programação cultural e festiva, reunindo artistas, coletivos, editoras e marcas criativas de 13 estados brasileiros diferentes — contemplando todas as regiões do país, além de Argentina, Cuba, Paraguai e Uruguai. A feira ocupa o estacionamento da Câmara Municipal de Curitiba e parte da Praça Eufrásio Corrêa e  reúne 158 expositores, entre artistas individuais, coletivos artísticos, editoras e marcas criativas. Entre estes, 07 artistas/iniciativas são internacionais; e 38 expositores são de fora do estado do Paraná. O que mais você vai encontrar na Mamute? Dentre as atrações do evento estão feira de livros, gravuras, ilustrações, papelaria, fotografia, encadernação, flash tatuagem, cerâmica, moda autoral, decoração, zines e HQ. Além de oficinas artísticas para adultos e crianças, contação de histórias e praça de gastronomia. Confira a programação completa no site oficial da Mamute .

  • Coletivo Marianas celebra 10 anos no Palacete dos Leões

    No dia 26 de março de 2024, as integrantes do Coletivo Marianas se reuniram no Palacete dos Leões, em Curitiba, para celebrar os 10 anos de existência do grupo . Na programação do encontro, houve discursos de convidadas especiais e integrantes veteranas, performances artísticas, declamação de poemas das escritoras do grupo, exposição de livros e artes e, no final, um coquetel de confraternização. Quem abriu a festa foi Luciana do Rocio Malllon , com uma dança especial. Em seguida, Maria Lorenci — que está no grupo desde o início e foi a mediadora do evento — leu e se emocionou com um texto que escreveu para a ocasião, contando sobre a trajetória, lutas e conquistas do coletivo. Andréa Motta fez um discurso sobre a vida e obra de Mariana Coelho , poeta feminista que inspirou o nome do grupo. Depois, Ieda Vidal fez uma apresentação artística chamada "A mulher saca" e Orly Bach e Rosana Barroso cantaram algumas músicas — no caso de Rosana, composições próprias . Várias integrantes do coletivo se apresentaram e leram seus textos. Adriana Tozzi , além de declamar, também apresentou um vídeo com a retrospectiva do coletivo. E, pra fechar, Dani Durães presentou os convidados com uma performance artística. Com certeza, foi um momento emocionante e inesquecível para todos! Confira, a seguir, o vídeo e as fotos da comemoração, feitos pela Paulinha Koslowski , da Retratosfera. Acesse todas as fotos dos 10 anos do Coletivo Marianas .

  • Andréa Motta faz discurso sobre Mariana Coelho nos 10 anos do Coletivo Marianas

    Em março de 2024, o Coletivo Marianas completou 10 anos de existência. No evento de comemoração — que aconteceu em Curitiba, no Palacete dos Leões, no dia 26 —, Andréa Motta fez um discurso sobre a vida e obra de Mariana Coelho, escritora feminista que inspirou o nome do coletivo. Confira, a seguir, o conteúdo da fala na íntegra. "Mariana Coelho, nasceu em Sabrosa, Distrito de Vila Real, em Portugal, a 10 de setembro de 1857. Filha de Manoel Antonio Ribeiro Coelho e de Maria do Carmo Teixeira Coelho, irmã dos poetas Teixeira Coelho e Thomaz Coelho. Em 1892 fixou residência em Curitiba, PR. Trabalhou como educadora, fundou e dirigiu o Colégio Santos Dumont, para o sexo feminino, e a Escola Profissional República Argentina. Como escritora, circulou tanto pela poesia quanto pela prosa. Além de livros de poemas também é autora de livros de contos, de estudos de história da literatura, traduções e de inúmeros artigos publicados em periódicos — sempre com o mesmo cuidado estético e intelectual. Ocupou-se ainda com a crítica literária e de outras artes. Seu livro Paraná mental recebeu a medalha de prata na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro. O Paraná mental retrata a história literária do Paraná, onde Mariana também apresenta um trabalho de catalogação crítica em matéria de teatro, literatura e artes plásticas, realizada no Paraná e no início de século XX. É uma reação ao livro O Brasil mental, editado em 1898 em Portugal, com o objetivo de 'provar que a antiga colônia não possuía sinais de vida intelectual apreciável' (palavras de Mariana Coelho). Mariana foi uma defensora aguerrida do feminismo e expôs entusiasticamente seu ponto de vista em várias obras, dando mostras de que o feminismo tinha raízes profundas em seu ideário. Dentre tais obras destaca-se: A evolução do feminismo, obra pioneira no assunto, publicada em 1933. Nela, a autora se propôs a fazer, e fez, uma coletânea de informações sobre fatos, dados científicos e pessoas que, de alguma forma, seja com suas ações, produções literárias, projetos de lei e atitudes, puderam subsidiar a defesa da tese feminista, da igualdade intelectual e de direitos entre homens e mulheres. Enfim, buscou — com os meios disponíveis na época — fornecer subsídios para a história do feminismo. E o fez com muito bom humor e estilo. Maria Coelho também é autora das obras: • Discurso (1902) • Um brado de revolta contra a morte violenta (1935) – conferência • Linguagem (1937) – tese • Cambiantes (1940) – contos e fantasias E colaborou em diversos jornais e revistas de Curitiba. Pertenceu a diversas entidades literárias, entre as quais: Centro de Letras do Paraná. É Patrona da cadeira n. 30 da Academia Paranaense da Poesia e da Cadeira n. 28 da Academia Feminina de Letras do Paraná". Poemas de Mariana Coelho Miragem Vejo-te, expressiva imagem. Desde áureos sonhos pueris. Só tu me infundes coragem. Me reanimas, me sorris. Da minha dor na voragem. Nas minhas mágoas senis. Vejo-te, ideal miragem. Envolta em prantos febris! Tu és a imagem que incute Nesta alma, onde repercute A intensa luz desse olhar. O mais puro sentimento Que em solene juramento Te venho aqui consignar. (Um século de poesia: poetisas do Paraná, 1959. Pág. 147) Madrigal Como a luz que atrai, fulmina Doudejante borboleta, Esse olhar grande e fascina Em ondas de luz, inquieta! Inveja a trágica sina Do seu amor, borboleta! (Revista Azul, agosto de 1898) Íntimo Rebate Um alvoroço indistinto, Bem como quando a ilusão Nos revolta o coração, Há muito n’alma o pressinto. Se escuto o alarme que eu sinto Causar-me funda impressão, Revela-se o amor, distinto, Como autor da sedição! Sondo toda a sua grandeza... Subtil, como quem perscruta Desígnios da Natureza! E receosa...irresoluta... Vou fugir-lhe! e ele me apresa E alto grita “A luta! A luta!” (Um século de poesia: poetisas do Paraná, 1959. Pág. 147) Discurso realizado por Andréa Motta Curitiba, março de 2024.

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